Mediunidade (51)
O álcool é uma das drogas lícitas que temos em nosso país. Pode ser utilizado de forma recreativa com equilíbrio e, inclusive, trazer efeitos benéficos, através dos polifenóis, por exemplo, substâncias presentes no vinho, que possuem potente efeito antioxidante e ação antibiótica. E, também, do resveratrol, que é uma das substâncias desse grupo maior anteriormente citado, e possui ação protetora em relação às doenças cardiovasculares. Por outro lado, se o álcool é consumido em excesso, pode levar a doenças graves como o próprio vício (alcoolismo) e a cirrose hepática.
Causa inicialmente uma euforia, já que, com seu consumo, há a liberação de serotonina e endorfinas, deixando a pessoa mais alegre, desinibida e até corajosa, pois esses são hormônios que regulam prazer, humor, ansiedade, felicidade e bem-estar. Em nosso corpo, a glândula pineal é a responsável pela serotonina e está relacionada com o nosso chakra coronário. Já as endorfinas são produzidas pela hipófise ou glândula pituitária, que se relaciona com o chakra frontal.
No entanto, é uma droga depressora, que diminui a atividade do Sistema Nervoso Central, porque, em seguida a esses efeitos, tem a ação de relaxamento e até sonolência, além de alívio temporário de tensões tanto psicológicas como físicas. E, claro, dependendo da quantidade ingerida, os efeitos serão maiores ou menores. Assim, é uma substância psicotrópica capaz de alterar nossos níveis de consciência. Isso porque leva a efeitos psíquicos no cérebro como redução da concentração, da atenção, da memória recente e da capacidade de julgamento.
Nós, seres encarnados em constante processo de comunicação, consciente ou não, com o plano espiritual, de onde vem nossa verdadeira essência, por meio do álcool, temos nossos canais mais abertos e suscetíveis às aproximações de mesmo padrão de vibração energética. Como somos “antenas”, aproximamos ou distanciamos de nós energias, formas-pensamento e irmãos desencarnados que se afinizam conosco ou com nosso momento vibracional.
Sendo assim, o álcool pode trazer para perto de nós espíritos sofredores que ainda sentem a necessidade do álcool e seus efeitos, para utilizar-nos como canal para sentir esse prazer ao qual ainda estão ligados. Não necessariamente serão nossos obsessores, mas poderão tornar-se, dependo do caso, de nossa abertura e simbiose com os mesmos.
Mas, como já dito anteriormente, o álcool pode ter benefícios e suas consequências vão depender da quantidade, finalidade e consciência de cada ser, podendo o velho e bom “orai e vigiai” ser um ótimo recurso de proteção.
Faz parte do universo da Umbanda as entidades utilizarem elementos como o tabaco e o álcool em seus trabalhos. Isto porque possuem uma energia que favorece o transe e os processos de limpeza espiritual e funcionam como ferramentas a serem usadas de acordo com o serviço a ser realizado ou a especialidade de atuação da entidade. Desse modo, ao mesmo tempo em que temos entidades que atuam com tratamentos espirituais e manipulam energias sutis com o uso das plantas, da água e do ar, outras entidades atuam no enfrentamento de energias densas, utilizando-se das propriedades energéticas do marafo ou do álcool para descarrego e limpezas profundas.
Precisamos ficar atentos, no entanto, à diferença entre o uso religioso e o uso recreativo do álcool pelos médiuns e cambones. Equilíbrio e moderação, quando não puder ser evitado, é a recomendação não só das entidades como da própria medicina a toda a população.
Não podemos deixar de considerar que o álcool tem uma energia superpoderosa e, quando utilizado em altas dosagens, perturba o sistema nervoso, gerando embriaguez e comprometimento a nível energético no corpo humano. O trabalhador espiritual precisa manter-se com uma energia o mais limpa possível, a fim de não ter suas forças físicas e espirituais enfraquecidas e uma incorporação mais difícil.
Além disso, o médium é um canal mais aberto à emissão e recepção de energias e, em uma situação de embriaguez, pode sofrer os impactos de energias nocivas produzidas por ele, pelo ambiente ou por espíritos perturbadores/obsessores ao seu redor, em maior grau em relação a uma pessoa “não-médium”. Somado a isso, ao ingerir álcool, o médium tem seus chakras completamente desalinhados, impossibilitando qualquer incorporação de seus guias. Observa-se que aqueles que bebem e incorporam, geralmente, estão apenas fingindo ou estão irradiados por espíritos obsessores.
É importante ressaltar que, em todo o mundo, mais de 3 milhões de mortes por ano são resultantes do uso nocivo do álcool, representando cerca de 5,3 % de todas as mortes. Também é fator causal para mais de 200 doenças e lesões e estabelece relação causal com uma série de transtornos mentais. Fora os impactos na saúde, o uso nocivo do álcool provoca perdas sociais e econômicas significativas para os indivíduos e para a sociedade em geral.
Por fim, que saibamos dar uma utilização religiosa ao álcool no ambiente e ritualística de nossa Casa. Ou seja, que nossos guias possam ter acesso a essa substância, exclusivamente, como ferramenta de trabalho, e consigam, através da nossa mediunidade, utilizá-la da melhor forma nos trabalhos espirituais, direcionando-a para a prática do bem e da caridade, lema da nossa amada Umbanda. Por outro lado, como médiuns que somos 24h por dia, onde quer que estejamos, lembremo-nos de que, ao utilizarmos o álcool de forma recreativa, é importante mantermos a consciência, ponderação e o equilíbrio.
O movimento de cura, da tão sonhada reforma íntima, é algo que realmente tem que ser tocado pela divindade. Quando você, finalmente, descobre e sente esse poder, tudo passa a fazer um sentido diferente em sua vida. O verdadeiro sentido brota no seu ser e os questionamentos vão sendo respondidos à medida que você entende que tudo está conectado e você faz parte de um todo.
Não reclame! Somos somente minúsculos seres neste vasto universo que responde da mesma maneira que você o encara. São respostas à nossa postura, às nossas ações. Não. Não é nada fácil! Todos nós sabemos o caminho, mas percorrê-lo é difícil, é árduo, requer abnegação… São dez passos para frente e cinco para trás. Eis o segredo. Na contabilidade da espiritualidade e da evolução, é isso que importa. Você está no caminho, está tentando. Assim, sua tão sonhada paz de espírito te inunda e te faz ir em frente. Os percalços? Estarão sempre presentes e serão necessários para que você se encontre.
Comece sendo grato. A gratidão é a oração mais poderosa para conectar-se com Deus. Vigie seus pensamentos, faça o bem. Crie um campo vibracional de energia positiva ao seu redor. Sorria, ore, seja gentil com os outros e consigo mesmo. Seja resiliente, saiba se colocar no lugar do outro, reconheça seus limites e não tenha medo de pedir ajuda. Sempre haverá alguém com a mesma intenção que terá prazer em ajudar. Coloque-se também nesta mesma posição, saiba ser prestativo e estenda a mão sempre que necessário.
Que o Ser Supremo que nos guia e nos fortalece sempre nos mostre o caminho para sermos cada vez melhores na nossa eterna busca pela evolução.
Namastê! Que esse Deus maravilhoso que habita em nós vibre em nossos corações e ilumine cada vez mais essa eterna caminhada!
Não existe caminho correto ou a fórmula perfeita de como vivenciar e educar a mediunidade. Existe, sim, caminho individual e vivências pessoais que acontecerão de forma própria, em momentos exclusivos e com particularidades, construindo a mediunidade de cada ser. Porém, o ideal é que ele ocorra de acordo com um “esqueleto” comum, que se baseia nos conhecimentos e conceitos sobre esse tema.
Muito já foi explorado, documentado, bem como retratado sobre a mediunidade e os médiuns, e isto segue crescente ao longo dos séculos, juntamente com a evolução humana. Fenômenos mediúnicos, mesmo ainda não possuindo essa nomenclatura na época em que ocorreram, foram documentados desde a antiguidade. Médiuns como Chico Xavier são idolatrados e tidos como modelo até a atualidade. Novelas nacionais abordam o tema em seus roteiros. Diversos livros, filmes e documentários foram realizados. E, além de tudo isso, vê-se claramente, em diversos episódios da passagem de nosso amado Mestre Jesus pela Terra, processos mediúnicos, como os fenômenos de cura que produziu.
Assim, ao longo dos tempos e acontecimentos, foi-se criando uma base de conhecimentos e conceitos que se firmou, principalmente, através do espiritismo. Ainda que não detenha a exclusividade de produção e de conhecimento sobre o tema, pelo seu aspecto científico, comprovou os fenômenos e muito “desvendou” sobre o assunto, como no Livro dos Médiuns.
Mesmo com tanto já documentado, falado e esclarecido, o preconceito ainda existe, principalmente em relação à Umbanda. Porém, o mais importante neste processo é a fé, e a persistência no caminho do bem e da caridade que se escolhe fazer através do canal mediúnico.
Então, concluindo após essas contextualizações, o que seria essa tal mediunidade? Esta representa aptidão inerente ao ser e está presente em todas as religiões, em todos os tempos, desde a criação do homem no processo de encarnação e reencarnação. Por conceituação, traduz faculdade que permite a comunicação entre os planos material e espiritual. Existem vários tipos de mediunidade, mas ela começa desde nossos pensamentos e sentimentos. Há a psicografia, psicometria, psicofonia, pictografia, clariaudiência, clarividência, clarigustação e clariolfação, vidência, materialização, inspiração ou irradiação, xenoglossia, desdobramento ou projeção astral, telecinesia, incorporação, intuição e cura.
Mas a mediunidade seria algo natural, um dom ou um compromisso? Ela é um pouco de tudo isso: natural, pois somos todos espíritos e essa é a verdadeira vida; um dom, quando já a temos em maior grau, de acordo com o entendimento e progresso evolutivo, para usufruto do bem; e compromisso, quando a assumimos para nossa evolução e do próximo através da caridade, principalmente quando já tenhamos feito isso mesmo antes de encarnar.
Considerando que todos são médiuns, como realmente aparece a mediunidade? Ela está em nós desde o nascimento, às vezes mais sutil, apenas através de intuições que, por ora, ignoramos, ou mais presente, com vidências, por exemplo. No entanto, existem momentos em que há o afloramento mediúnico. Ele pode ocorrer em qualquer idade, chegando muitas vezes com sensações estranhas e situações inexplicáveis, ou até mesmo, desconcertantes e embaraçosas. Nosso corpo emana uma irradiação fluido-nervosa, nossa luz espiritual, e é através dela que os espíritos são atraídos. Assim, dependendo da energia e moral do médium, haverá a afinidade e aproximação de espíritos de vibrações melhores ou inferiores.
A partir do afloramento mediúnico, é importante o cuidado, estudo e educação dessa mediunidade para preservar o bem-estar do médium e buscar proximidade, manifestação e comunicação apenas com as entidades que desejar e permitir. É aí que entra o vivenciar da mediunidade, que assusta, dá medo, gera inseguranças, ansiedades, angústias e preocupações. No entanto, ao mesmo tempo, gera tantos ganhos, descobertas, aperfeiçoamento, além de crescimento moral, pessoal e espiritual.
Percebo que essa fase de dúvidas, medos e ansiedade ocorre com todos, mas a grama do vizinho é sempre mais verde: tendemos a ver médiuns antigos e a nos compararmos, achando-nos inferiores, ou nos comparamos até mesmo com médiuns que iniciaram conosco a educação mediúnica. Porém, o caminho é tão, mas tão individual! O nosso não é melhor do que o de ninguém, e o de ninguém é melhor do que o nosso. É apenas o NOSSO e o do OUTRO. Pois, já que ninguém é igual, por que a jornada mediúnica deveria funcionar da mesma maneira para todos?
Alguns se desenvolverão mais rápido, outros mais consistentes, outros com a vidência, outros com a psicografia, outros ainda com a incorporação, e aí por diante. E, em se tratando de nossa religião especificamente, a Umbanda, a incorporação se faz muito presente, mas não em todos os casos e de forma obrigatória.
Sabe-se, segundo o livro Médium - Incorporação não é Possessão, de Alexandre Cumino, que 99,9% dos médiuns são semiconscientes. Por ora, entram em crise por acreditar que estão “mistificando", e por não saber se são eles ou os guias se manifestando. Ser e estar consciente de sua mediunidade, assim como dos momentos de trabalho mediúnico é positivo. Em nossa Casa, é assim que buscamos agir, porque as comunicações espirituais são para ocorrer através dos médiuns e não sem eles. Todavia, pode ocorrer casos de possessão, em que o médium fica totalmente ausente, não se recorda de nada e, às vezes, tem dificuldade para retornar. Nessa oportunidade, além de várias outras, é que se faz de extrema importância estar em uma Casa séria e cuidadosa com seus médiuns, que se fará presente e dará todo o apoio, assim como as orientações necessárias ao caso.
Lembro muito de minhas ansiedades e preocupações antes de minha primeira incorporação, bem como de quando questionei vários outros médiuns sobre como seria, como foi pra eles, como acontecia esse tal fenômeno. Medo e ao mesmo tempo ansiedade permeavam meu ser. A todos que me dirigi, as colocações foram muito similares: “não sei, é tão particular... tão individual... comigo foi assim, mas não precisa ser igual com você... tome seu tempo, aos poucos as coisas acontecem”. Assim tem sido desde que resolvi vivenciar essa faculdade, que tanto tem me feito ter novos olhares, novas perspectivas, inundar-me de gratidão e bem-estar, e faz-me aprender e crescer.
Que tenhamos o amor para seguir nessa linda e desafiadora jornada. Amor, amor e amor, assim como as primeiras leis de Oxalá. Que tenhamos resignação para encararmos o vivenciar mediúnico, bem como as provas e expiações que vêm junto a ele. E que tenhamos fé e disciplina para nos mantermos no caminho correto do bem e da caridade, através dos cuidados contínuos e inesgotáveis de reforma íntima, pensamentos e sentimentos, juntamente com a busca pela fonte precisa de conhecimentos. Viva a mediunidade e os médiuns! Viva esse dom e oportunidade! Axé!
Uma aptidão física? Um dom? Um fardo? Um castigo?
Bom, pode ser tudo isso e mais um pouco. Ou nada disso também. Afinal, somos nós quem escolhemos a conotação que damos às nossas vivências.
A mediunidade é uma escolha que se faz quando ainda estamos na erraticidade e, para exercê-la, é necessário que o corpo físico venha assistido por algumas características, tais como: um número maior de receptores na glândula pineal, chacras mais sensíveis aos estímulos dos meios externo e interno, maior capacidade de absorver e emanar energia, características que dependem do tipo de mediunidade que vai se desenvolver.
Esse envoltório carnal é semelhante à uma máquina que possui suas engrenagens trabalhando de forma harmônica e que tem como combustível a energia criada pelos nossos pensamentos, sentimentos, sensações, crenças e atitudes.
Assim, se acreditarmos que, por exemplo, a vidência é algo ruim, que ver o mundo espiritual e suas nuances traz um transtorno, então, a energia gerada todas as vezes em que virmos um quadro mediúnico será densa, será pesada, e o corpo físico vai entendê-la como uma ameaça, como algo que faz mal. Então, a mediunidade será vivida como um fardo.
Em contrapartida, se a vidência for sentida como uma possibilidade de auxílio ao próximo e se houver a compreensão de que ser útil é algo que engrandece a alma, então, o corpo se regozijará com as sensações desfrutadas durante esse processo mediúnico. O relato do mundo espiritual muitas vezes nos auxilia no entendimento de alguns sofrimentos, na libertação de espíritos, na crença de que existe algo mais depois do desencarne, então, como não agradecer e acolher esse tipo de mediunidade?
A incorporação permite-nos sintonizar com a energia de seres mais evoluídos, que nos banham a alma com seu amor. Mesmo nos trabalhos de descarrego, somos recebedores da caridade divina, afinal, o choque anímico não descarrega apenas o obsessor, mas também o médium (que, por sua vez, apresenta suas auto-obsessões).
Numa sala de meditação, de tratamento físico-espiritual, de cromoterapia, as energias emanadas pelos guias passam pelos canais energéticos e fazem uma limpeza, possibilitando-nos também receber o tratamento espiritual.
Então, somos canais? Não apenas canais, mas condutores. E, para que a informação seja conduzida de forma eficiente, os caminhos devem estar limpos e equilibrados. Por isso, Deus, em sua sabedoria maior, envia seus emissários para que nos protejam, guiem e auxiliem.
Ser médium é um peso? Se para você a resposta é sim, saiba que não está sozinho nessa. Você sempre esteve e está amparado por amigos espirituais que se dispuseram ao auxílio, pois sabem que a tarefa não é fácil.
Para tanto, precisamos nos despir das nossas vaidades, travas, censuras, que nos impedem de sentir o que de fato a entidade quer passar. Quantas vezes nossas falhas são colocadas embaixo do nosso nariz pelos guias que se manifestam e que nos mostram que, da mesma forma que amparam os consulentes, também vão amparar os que se dispuseram a trabalhar em nome Dele.
Ser um medianeiro das manifestações espirituais é ver sua vida na fala e nos olhos dos consulentes, e, diante disso, exercer a humildade para não querer que a sua opinião prevaleça, doar-se para que o outro também receba e você possa ver de fora sua vida, confiando que um ser de luz está presente para o auxílio do consulente e do aparelho que se dispõe ao trabalho.
Um novo ano começou e serão muitas as oportunidades de praticar a caridade. Que tal construirmos uma crença de amor todas as vezes em que nos colocarmos à disposição do bem Maior?
A Espiritualidade é fantástica, pois se apresenta de maneira muito objetiva e lógica em nossas vidas, principalmente quando nos referimos à orientação dos nossos irmãos do outro campo dimensional.
A diversidade de espíritos que se utilizam de roupagens para se apresentarem em nosso corpo carnal é vasta... Caboclos, pretos-velhos e linhas auxiliares utilizam forças energéticas, como as dos Orixás, e compõem um mecanismo mais que perfeito para nos orientar a praticar o bem comum para o equilíbrio da vida em si.
O bem, o mal; a luz, a escuridão: equilíbrio constante em todos os aspectos. Assim, não seria diferente com a maneira dos espíritos se apresentarem.
A faculdade mediúnica de incorporação é um dos manifestos da espiritualidade, que traz vários questionamentos, mas, acima de tudo, esclarecimento sobre nossas limitações.
Vejamos um médium que recebe a benção de uma incorporação de um espírito de luz (de uma preta-velha, por exemplo). Ele, em seu campo carnal, na forma masculina, se fazendo instrumento do respectivo espírito que se manifesta em forma feminina.
Aos olhos de nossa limitação, nos apegamos ao preconceito. Muitas vezes, a mediunidade daquele médium é questionada por nossa falta de conhecimento e entendimento sobre aquela situação.
Não podemos esquecer jamais que o próprio Cristo utilizava mecanismos inteligentes, para se comunicar de forma mais objetiva, levando o ensinamento de luz àqueles que necessitavam da palavra de amor e bem comum (as famosas parábolas).
No campo astral, a questão da identidade de gênero de cada ser é diferente: é fluida em sua forma de manifestação. Isso porque ela é impactada pela necessidade que o espírito tem ao reencarnar. Assim, o espírito pode reencarnar ora em corpo masculino, ora em corpo feminino. Essa mutabilidade existe como alternativa para o progresso do ser. Além disso, essa identidade pode ser mais ou menos depurada a depender do grau de evolução do espírito.
Porém, no campo carnal, necessitamos da materialidade para absorvermos verdadeiramente a mensagem. Por exemplo: conselho de um preto-velho para um pai ou para uma mãe sobre a família; um conselho de uma preta-velha ou um trabalho, uma reza, a manipulação de ervas para a cura de uma pessoa; a manipulação de marafo e fumo de um Exu para a libertação de espíritos obsessores; ou a entrega de um doce, dado por um espírito de uma criança, para o tratamento de um encarnado. Enfim, verdadeiramente, nós encarnados precisamos ver para crer.
Essa é uma das nossas maiores fragilidades, que compromete inclusive nossa fé. Às vezes, quando não há materialidade, não há crença e, se não há crença, pode não haver efeito sobre o que é feito por nossos orientadores espirituais.
Não existe nada que interfira na sexualidade de um indivíduo encarnado, a não ser suas próprias decisões. Assim, quando um médium incorpora um espírito que se apresenta com uma roupagem na forma oposta de seu gênero sexual, isso, na verdade, não faz diferença alguma sobre a vida do médium, a não ser os ensinamentos que aquele espírito orientador tem a oferecer.
Os espíritos não têm a necessidade de utilizarem objetos físicos para que sua manifestação de incorporação seja potencializada, como um homem vestir saia, uma mulher vestir terno, etc.
A grande verdade é que essa “necessidade” vem do encarnado, para que seja, de alguma maneira, tratado, para que seu modo de pensar seja trabalhado. A limitação de entender que o campo espiritual necessita apenas de sua fé, de sua mudança e de seu equilíbrio interior.
É claro que o consulente, esse sim, tomado por suas dúvidas, dores, angústias, dentre outros quadros de desequilíbrios espirituais, necessita ser abordado algumas vezes por mecanismos que o tratem de maneira mais convincente.
E a espiritualidade utiliza um mecanismo lógico que é o arquétipo. Esse conceito foi explicado, inclusive, por um discípulo de Freud, Carl Gustav Jung, que tratou o assunto fora da seara espiritual, definindo-o como uma conjunção de imagens primordiais originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante várias gerações.
Enquanto o médium se preocupa com vestimentas, apetrechos, ou o pior, com seu preconceito sobre essa tangente, seu processo de absorção da mensagem dos nossos queridos irmãos do campo espiritual se torna dificultoso. Portanto, abra sua mente, procure estudar profundamente a verdadeira essência da espiritualidade, da Umbanda, que é a massificação da mensagem do criador, o amor, o respeito, a caridade, a luta contra o preconceito, a fraternidade de modo geral, seja ela familiar ou social.
Antes de limitar o trabalho do seu irmão guardião, quando se apresenta de roupagem oposta ao seu gênero sexual, procure se entregar à orientação espiritual, seja um instrumento de fé, de luz e de respeito à luz divina.
Você, homem, que está tendo a benção de ser utilizado como instrumento (“ser um cavalo”) para um espírito que se apresenta com a roupagem de uma preta-velha, de uma pomba-gira ou de uma cabocla, provavelmente, está sendo tratado sobre a necessidade da vibração do sexo feminino (energia poderosíssima), como oportunidade de aprender a lidar com a vida de forma mais sensível e inteligente.
Você, mulher, que está sendo usada como instrumento, sob a influência de um caboclo, de um exu ou de um preto-velho na forma masculina, provavelmente, esse espírito irmão esteja com a missão de lhe trazer a energia masculina, dando-lhe forças para conduzir sua vida de forma mais aguerrida nesse momento.
Em resumo, isso mostra a sabedoria da manifestação dos espíritos na nossa Umbanda, que busca gerar o equilíbrio.
Como Alexandre Cumino ensina, “Nós somos Umbanda, como um todo, mas a Umbanda não se resume em nós, ela é algo muito maior, mais amplo, mais completo – Umbanda é vida”.
Eu tenho a honra de ser “cavalo” de uma preta-velha (Vó Sianinha), para me tratar todos os dias, mas principalmente aos sábados, momento em que me coloco disposto a ser instrumento dela por caridade aos irmãos consulentes.
Meu testemunho de vida com essa experiência ocorreu quando Pai Leopold (nosso dirigente espiritual) orientou-me a trabalhar no atendimento de nossa casa com uma preta-velha. A primeira coisa que fiz foi providenciar a saia dela, também por orientação do nosso dirigente. Esse processo foi possível e de fácil aceitação para mim, devido à experiência anterior de ter sido cambono de Vó Candinha (que se utiliza do Irmão Luciano Carneiro, de nossa corrente). Quando o vi incorporado pela primeira vez, foi um dos momentos de maior “rasteira” na minha vida, pois fui surpreendido com enorme sensibilidade, carinho e amor. Vejam aí a força feminina, já mencionada acima.
Imaginem eu (completamente desconhecedor do assunto) me deparar com um médium do sexo masculino, enorme, utilizando avental, lenço na cabeça e falando como uma senhora bem velhinha? Isso foi transformador na minha vida e, a cada gira em que eu me deparava com aquele cenário, só vinha um pensamento à mente: “preciso estudar e ser menos preconceituoso”!
Hoje acho engraçado quando vou me preparar para a Vó Sianinha fazer seu trabalho de atendimento. Sempre me deparo com olhares curiosos, carinhosos, respeitadores.... Contudo, a verdade é que, a cada momento em que visto aquela roupa, sei que, no fundo, não preciso dela, pois vó Sianinha cuida de mim todos os dias. Independentemente de sexualidade, o que importa para ela é meu crescimento espiritual, minha vontade de tentar ser um homem melhor para minha família e meus amigos.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, graças a Deus.”
Vó Sianinha
Desejo a todos muitas bênçãos, amor, saúde, pois tenho, pela casa e por todos os meus irmãos e dirigentes, muita gratidão!
Paz e Bem!
O chacra coronário se localiza no topo da cabeça e desempenha - além de uma enormidade de funções psíquicas e orgânicas - o papel fundamental de ligar o ser ao divino. O Orixá é emanação do poder divino e sua atuação ocorre de forma mais direta no chacra coronário. Daí surge a expressão “orixá de cabeça”, que significa “aquele que rege a coroa do espírito, direcionando, sustentando e influenciando aquele ser em sua caminhada”.
Cada espírito, em sua essência, em sua coroa, carrega uma vibração que se relaciona mais intimamente com três orixás, nomeados por orixá de frente, orixá adjunto e orixá ancestral. No processo de autoconhecimento e aprendizado acerca dos guias e orixás, é comum serem revelados pelo guia chefe da casa os três orixás da coroa de um médium, e esta revelação objetiva facilitar o entendimento das energias que regem o trabalhador.
O problema aparece quando, em dado momento, o guia chefe da casa informa ao trabalhador que seus orixás de cabeça não serão mais aqueles três, “mudando a coroa do trabalhador”, alterando um, dois ou os três orixás.
Esta mudança, apesar de gerar insegurança no médium e por vezes insatisfação, é completamente compatível com a realidade do trabalho do Ação Cristã Vovô Elvírio, bem como constitui prática utilizada pelo guia chefe da casa, o preto velho senhor Pai Leopold.
Observe que a alteração da coroa realizada por Pai Leopold não é uma troca do orixá primordial, pois este não pode nem será “tirado” da essência do médium, uma vez que rege aquele espírito independentemente das circunstâncias. O que acontece é uma aproximação intensa do novo orixá.
A alteração energética do novo orixá ou dos novos orixás traz mudanças profundas e essa prática é realizada sempre que o guia chefe vislumbra a necessidade de mudanças no médium. Essa alteração é realizada por uma enormidade de motivos e os mais comuns são: a bem do trabalho espiritual; auxiliar o médium em novos caminhos; criar mudanças de postura; aprofundar o autoconhecimento; fortalecer ou estruturar em um momento de vida, podendo acontecer por todos esses motivos simultaneamente.
É importante compreender que o médium não “perdeu” a vibração de seu orixá primordial, não “perdeu” aquele orixá. O médium não vai deixar de ser filho de seu orixá de frente nunca, mas pode ser posto temporariamente sob a atuação de outro orixá, visando o melhor para o trabalhador e para a corrente.
Vale lembrar que os filhos que possuem Oxumaré como orixá de frente, dada a plasticidade deste orixá, têm maior possibilidade de mudança de orixá regente da coroa e possuem maior facilidade para lidar com a aproximação de outros orixás.
“A palavra "Chakra" vem do Sânscrito e significa "roda de luz". Os Chakras são centros de energia, que representam os diferentes aspectos da natureza sutil do ser humano. São eles: corpo físico, emocional, mental e energético”. (Kobayashi, 2012)
Em um breve resumo de todo nosso caminho até aqui podemos compreender que a Consciência é a experiência de "Ser" que representa tudo que nos é possível experimentar todos os nossos sentidos, percepções e possíveis estados de ciência podem ser divididos em sete categorias que estão associados com cada um dos sete chakras. (VENTURA, 2013)
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Primeiro representa a sobrevivência, vitalidade e ancoragem na vida física – Eu Sou
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Segundo representa as emoções, nutrição, abrigo e a criatividade – Eu Sinto
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Terceiro chakra é pensamentos, sistemas de poder e vontade, representa a força do individuo– Eu faço
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Quarto chakra é amor, saúde e relacionamentos é quem nos conecta com o mundo – Eu Amo
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Quinto chakra é comunicação tem relação com a maneira como nos expressarmos e nos relacionamos com o mundo – Eu Falo
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Sexto chakra é inspiração, imaginação e poder espiritual – Eu Vejo
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O Sétimo chakra é unidade com a consciência multidimensional - Eu Compreendo
“Totalmente completo da base à cabeça, o 7º Chakra pode agora florescer como lótus de mil pétalas, da consciência infinita, que emana do ponto sem dimensões, da consciência interior. Essa é a sua essência, Acordada, Consciente, Inteligente e Divina (sic, Chakras e Kundalini, 2012).
O sétimo chacra: Sahashara (Lótus das mil pétalas, em sânscrito). Está no topo da cabeça, ligado à pineal ou epífise, que é a glândula que fica no centro da cabeça e se encontra sobre todas as outras glândulas no corpo. O chacra forma uma coroa de luz, por isso também é conhecido como chacra da coroa, pois está voltado para cima. Apresenta cor violeta, branco-fluorescente ou dourado.
Através desse chacra, podemos alcançar a compreensão de tudo e é por ele que nos conectamos com o plano espiritual, com o Eu Superior, com Deus e o divino em todas as coisas; está ligado à nossa forma de professar nossa fé e evoluir espiritualmente.
Efeitos positivos quando alinhado: Maior sensitividade e clarividência; Sabedoria; Melhor memória; Conscientização dos caminhos para o alcance dos projetos; Energização balanceada do cérebro; Provoca bem-estar; Melhores resultados das funções mentais; Regula o apetite, sono e humor; Saúde, disposição e felicidade; Traz todo o equilíbrio da vida.
Efeitos negativos quando não alinhado: Problemas neuróticos; Desenvolvimento de transtornos e fobias; Falta de crença no Universo, de fé; Tendências a ideias suicidas; Depressão.
Para manter o chacra equilibrado é recomendado efetuar meditação e concentrar na ponta do nariz.
Referências
Kobayashi, Simone http://www.personare.com.br/desvendando-o-significado-dos-chakras-m2073 publicado em 17 de janeiro de 2012
Ventura, Solange Christtine http://www.curaeascensao.com.br/ascensao_arquivos/ascensao/ascensao845.html publicado em 20 de outubro de 2013
https://www.iquilibrio.com/blog/espiritualidade/chakras/chakra-coronario/ publicado em 31 de maio 2017
http://www.luzdaserra.com.br/os-7-chakras-principais-dos-seres-vivos publicado em 19/03/2015
Lie, Suzanne http://blogsintese.blogspot.com.br/search?updated-max=2016-02-25T06:17:00-03:00&max-results=7&start=14&by-date=false publicado em 22 de fevereiro de 2016
Arquivo pessoal, vivência das aulas de kundalini yoga e materiais produzidos por Nambir Kaur em 2016.
No dia 26 de agosto, tivemos nossa gira de Oxumaré na força da esquerda. A energia de Oxumaré é renovação, mudança, movimento, transformação, transmutação, simbolicamente representada pela cobra que, para viver, constantemente passa por ciclos de renovação.
Inúmeras vezes, pedimos que determinada situação de nossas vidas mude, porém, queremos tudo de imediato e esquecemos que, para as mudanças ocorrerem, precisamos passar por um ciclo, assim como a cobra, que muda constantemente de pele.
Você já parou para pensar por que temos tanta dificuldade com mudanças? Por que queremos que algo mude, se transforme, aconteça, se renove, sem passar pelo “ciclo” devido? Pare um pouco e pense, analise.... É incrível como pequenas situações do cotidiano, quando mudam, mexem com nosso interior e sentimentos, dando uma sensação de insegurança, mesmo quando são boas mudanças.
Temos medo do que é novo. Queremos algo novo, diferente, mas temos medo do que pode acontecer. Muitas vezes, estamos em um emprego ruim, relacionamento ruim, em situações que não estão nos fazendo bem e não tomamos uma atitude para mudar. Pedimos que mude, mas não deixamos a mudança acontecer, não deixamos a energia fluir e, em vários momentos, até bloqueamos a energia que tanto pedimos.
Thich Nhat Hanh, monge budista, diz: “As pessoas têm dificuldade de abandonar seus sofrimentos por medo do desconhecido, elas preferem sofrer com o que é familiar! ”
Se analisarmos bem, também veremos que a mudança acontece, mas acabamos reclamando, como se estivéssemos constantemente insatisfeitos. Reclamamos que as coisas não mudam, mas também reclamamos quando a mudança acontece. Nesses momentos, devemos parar e fazer uma análise interior: se estou reclamando de tudo, talvez o problema esteja comigo. Eu tenho que ser/ fazer a mudança que tanto quero. Assim daremos início ao ciclo de renovação, mudança e transformação.
Para atingir as renovações que queremos, não podemos esquecer que a primeira coisa a ser feita é a mudança INTERIOR. Devemos lembrar também que mudar situações exige sair da zona de conforto e que é necessário pensar se estaremos preparados para a transformação que tanto pedimos, lembrando que há um passo a passo a seguir, sem focar apenas no resultado final.
Devemos, sim, pedir ajuda à espiritualidade, mas precisamos permitir que esse reforço nos ajude. Tudo que nos acontece tem um por quê. Nada é por acaso. A reforma íntima é indispensável, para que mudanças aconteçam. Não vamos ter medo do novo, não vamos ter medo de mudanças, pois cada minuto de nossas vidas é uma oportunidade de recomeço.
Sabiamente Chico Xavier nos ensina: “Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiências, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se1 e engrandecer-se por dentro”.
1 sinônimos: aperfeiçoar (-se), apurar (-se).
O terceiro olho, centro da visão e percepção ao ilimitado mundo da luz. As duas pétalas deste Chacra levam a resolução da dualidade ao único ponto da concentração, o 3º Olho. Este é o Chacra da percepção, da imaginação. O lugar do qual se revela a brilhante luz interior. (SHANTI, 2012)
O sexto chacra é o frontal. Ele rege nossa intuição e imaginação e possui a capacidade de nos informar qual motivação existe por trás das ações. Por meio do sexto chacra, nós podemos observar o teatro externo da vida a partir de um ponto de vista interior.
A visão interior também é regida por esse chacra e, pela meditação, nós podemos obter grande inspiração e a visão de nosso propósito e destino. Ele está intimamente relacionado com nossa espiritualidade (visão de espiritualidade). (LIE, 2015)
O nome do chacra frontal em sânscrito é Ajña, que significa “o centro de comando”. O mantra correspondente é “Om”. Ele é localizado na testa, entre as sobrancelhas, possui cor azul-índigo e é representado por todos os elementos. É responsável pela percepção, intuição, sabedoria e identidade, bem como representa a união dos opostos. Esse chacra é o responsável pela compreensão do nosso propósito de vida. Seu verbo é “ver”, na conjugação “eu vejo”.
Quando alinhado, ele nos permite: grande poder intuitivo, maior visão interior, segurança nas decisões, poder de liderança natural, clareza de ideias, maior criatividade, poder de raciocínio, fácil aprendizagem e desperta a capacidade de clarividência.
Quando não está alinhado, apresenta os seguintes efeitos negativos: vício em drogas de forma geral, falta de segurança, indecisão, sinusite, comportamento fanático por algo ou alguém, fragilidade emocional e mental, instabilidade na vida e intelectualização excessiva.
Para manter o chacra frontal equilibrado, é recomendado fazer exercícios ou posturas em que a testa repousa sobre o chão e praticar meditação.
“O espírito humano constitui-se num complexo energético com o qual troca impressões e sentimentos em todos os planos vibracionais (...) esse processo alimenta sua consciência com uma energia sublime, como uma antena receptora dos ensinamentos divinos, para se tornar refletora (...) por meio dessa antena psíquica do centro de força coronário, o espírito mantém forte ligação com as esferas superiores. (...) Mediunidade é a capacidade natural que o espírito tem de manter contato com seu verdadeiro mundo, seja de modo passivo ou ativo. (...) Não se pode esquecer que a mediunidade é um processo que ocorre de dentro pra fora do espírito (...) nos advertiu o próprio Mestre Jesus e seus instrutores siderais.”
Capitulo 4 do livro: Profilaxia dos espíritos dos médiuns, de Maria Regina Vilarinho, por Pai Joaquim de Aruanda
A partir das informações do livro Profilaxia dos espíritos dos médiuns, podemos realizar uma reflexão sobre o papel do médium no trabalho mediúnico. Há diferentes formas de mediunidade e todos nós, em alguma medida, possuímos essa faculdade, como nos ensina o Livro dos Espíritos. Na atuação mediúnica, afirmo que, sem doação, sem desprendimento, sem estudos, sem dedicação, sem comprometimento, sem alegria e sem AMOR, nosso trabalho se transforma numa obra sem fé. Ou seja: numa obra morta. Como disse o Mestre: “Seja quente ou frio, não seja morno que eu te vomito.” (Apocalipse, 3:16, grifo nosso).
Em outras palavras, Jesus quer um trabalho na íntegra e sem medo, reservas ou melindres. Para desenvolver seu papel nesse árduo trabalho de resgate e evolução, o médium precisa sempre buscar o equilíbrio e ter os pés no chão. Conscientizar-se de que não será fácil, mas também não será impossível realizá-lo maravilhosamente bem. O papel do médium é de sustentação e colaboração com a casa. Nessa jornada, ele se aperfeiçoa e aprende. Seus passos são amparados pela espiritualidade, de acordo com sua dedicação e humildade.
Existe quem tutele essa conexão entre a espiritualidade e os médiuns. O pai de santo é o principal responsável por isso. Ele é a base dos trabalhos mediúnicos e auxiliador da jornada dos médiuns. É uma troca. Por isso, o médium deve sempre atualizar-se com a espiritualidade. Isso mesmo! Se atualizar, preparar, dedicar, transformar, crescendo espiritualmente e culturalmente, aumentando seu conhecimento e se autoconhecendo.
As entidades sempre usam o conhecimento espiritual e cultural do médium para desenvolver o trabalho da melhor forma. O médium é uma maca de auxílio e de consolo para ele mesmo e para os irmãos necessitados, tanto encarnados como desencarnados. Para desempenhar seu papel mediúnico, é preciso sempre buscar o equilíbrio e a conexão com uma sintonia serena e adequada à realização do trabalho. Um médium que esteja num processo de desequilíbrio pode interferir negativamente na corrente mediúnica.
Mesmo com a diversidade de formas de manifestação da mediunidade, cada um contribui com seu pouco. Unidos, os médiuns formam uma gigantesca onda energética que fornece sustentação, auxílio e assistência para TODOS que fazem parte da corrente mediúnica. Envolvidos nessa forte vibração, é possível resgatar, tratar e amparar todos na mesma proporção, tanto encarnados como desencarnados. Tem-se como ponto de chegada e partida o próprio médium, que sempre é tratado. Isso porque passa primeiro por ele o que será destinado ao consulente.
Um bom médium sempre procura ser íntegro, honesto, humilde, sereno, tranquilo e eficaz no trabalho. Policia-se em todos os aspectos. Dos pensamentos ao agir. Do olhar ao se mover. Do imaginar ao falar. Do perdoar ao amar. O bom médium deve buscar sempre se auto observar, vigiar e zelar pelo bem comum da casa em que trabalha. Quem se conhece sempre procura melhorar o que está errado.
Ressalto que ninguém é mais do que ninguém num trabalho mediúnico. Devemos lembrar que somos pequenos e cada um, com seu pouquinho, tem algo para ofertar e dar de coração. O pouco de cada um se torna uma fortaleza quando unido em prol do bem comum. Todos contribuem, para que o trabalho mediúnico aconteça. Todos precisam estar sempre em sintonia e equilíbrio, para que a espiritualidade possa fazer com que as maravilhas de bênçãos aconteçam. TODOS SÃO IMPORTANTES NO TRABALHO!
Encerro com a velha e famosa frase: “CADA UM DÁ O QUE TEM”. Então, vamos nos perguntar e responder: O que estou dando para o trabalho mediúnico do qual faço parte? O que tenho e posso fazer, para que o melhor aconteça para mim e meus irmãos? Paz, bem e muita luz a todos.
Mais ...
A obsessão é a influência negativa de espíritos sobre outros espíritos, encarnados ou não. Ela acontece a todo o momento, com todas as pessoas, em diferentes graus. Ser obsediado não significa ser uma má pessoa, nem que há uma penitência necessária a ser cumprida.
Pedro sofreu a influência relatada na Bíblia: “Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (Mateus, 16:23).
Divaldo Franco sofreu por muitos anos a influência de seu obsessor maior, o Máscara de Ferro. Grandes líderes, políticos, religiosos sofrem obsessão, em razão da responsabilidade de seus trabalhos na colaboração para a fortificação da seara do Cristo.
Já disse Allan Kardec no Livro dos Espíritos: “Em geral, são os espíritos que nos dirigem”. A influência espiritual se dá entre mundos e é mais comum do que podemos imaginar.
Ser obsediado é um processo natural, haja vista o estado evolutivo em que nos encontramos, para cumprimento do nosso carma.
A obsessão se dá por um processo que começa com a sintonia energética pelo pensamento, conhecida como indução espiritual. É uma ressonância vibratória, que responde às leis da física (magnetismo). Em seguida a esse processo, há a obsessão propriamente dita, que pode ser simples ou complexa, feita por apenas um espírito ou por vários. Seguem-se a fascinação, subjugação, magia negra (ciência astral inferior), possessão, parasitismo e vampirismo, em uma sequência crescente de complexidade.
Os espíritos, quando trabalham em conjunto num processo obsessivo, formam o que se conhece por falange, legião ou horda. Não devem ser subestimados, pois se planejam, trabalham em equipe, estudam seus alvos, possuem inúmeros espíritos sob seu comando.
Ainda como tipo de obsessão, existe a auto-obsessão: também conhecida como obsessão recíproca. É o cultivo de pensamentos de baixa vibração, que leva ao autoboicote, à vitimização, à atormentação de si próprio, à manipulação de situações, à dramatização de ocorrências. As pessoas flagelam-se por ciúmes, depressão, orgulho, gerando um clima de constante desequilíbrio energético. Outras consequências são visíveis nesse caso: mediunidade desequilibrada, loucura, depressão, animismo exacerbado, etc.
Vê-se que existe a obsessão de desencarnados a encarnados, de encarnados a desencarnados e entre encarnados.
Como nos protegermos dessa ação comum e torná-la mais amena? Ou como tirarmos melhores lições das situações resultantes de obsessão? Um trecho do livro Mediunidade no Terreiro1 nos mostra um meio:
“A causa primária que mantém as comunidades rebeladas no Umbral inferior é a gerada pelos atos insanos dos encarnados da crosta, numa espécie de simbiose, como pâncreas canceroso de um indivíduo que não deixa de beber: de nada adianta extirpar-se o órgão sem alterar o hábito nefasto da ingestão de alcóolicos. Assim, pela Lei de Afinidade, somente mudando as ações dos espíritos encarnados conseguiremos modificar a sintonia dos que vivem em cima com os “mortos” ...”. (grifo nosso).
Outra forma de nos protegermos é observando o ensinamento do “orai e vigiai”, no intuito de não baixarmos nossa vibração energética, a fim de dificultar o acesso do obsessor aos nossos pensamentos. Segundo o espírito Sete Guizos2:
“Ninguém poderá derrubá-lo senão ele mesmo. Ele é Juiz e seu algoz. Enquanto agir na Luz da razão, nada o destruirá, mas, o dia em que afrontar a Lei, ele mesmo se destruirá. Assim é a Lei! Assim sempre será, como sempre tem sido”.
1 Obra Mediunidade no Terreiro, escrito por Norberto Peixoto e ditado pelo espírito Ramatis.
2 Obra Diálogo com um Executor, escrita por Rubens Saraceni, ditado pelo espírito Sete Guizos.
Em uma gira em Palmelo, enquanto estava sentada cambonando, pitando um cachimbo que Pai Leopold havia me pedido, me veio o seguinte questionamento: “O que você está fazendo pitando esse cachimbo? ” Parei para pensar e respondi mentalmente: “ Usando o fumo para dissipar a energia densa que me está chegando. ”
E a indagação continuou: “Mas, e como você acha que isso é feito? ” Novamente, me coloquei a pensar e dei aquela resposta pronta de leituras previamente estudadas: “Ué, pela ação do fogo no fumo. Ocorrendo um processo de transmutação da matéria (o fumo queimando se transformando em fumaça) que se estende ao etéreo e também transmuta essa carga energética. Além da ação dos elementais“.
Mas, aquela voz pareceu não se contentar com minha resposta, e, novamente perguntou: “E esse processo acontece apenas no campo etéreo? No seu corpo físico, nada acontece? ” Foi aí que realmente me concentrei no processo que é pitar um cachimbo, e comecei a perceber quais partes do meu corpo eu precisava colocar em movimento para executar aquele ato magístico. Aí, não me pareceu mais algo tão simples... e, minha atenção foi voltada para uma parte muito específica do nosso corpo: o Diafragma.
O Diafragma é o músculo responsável pela nossa respiração, e está situado mais ou menos no meio do nosso tórax, como se o dividisse em duas partes. Sendo que, na metade superior, temos nossos órgãos vitais, tais como: coração e cérebro (nosso sistema nervoso) e, na metade inferior temos os órgãos que estão relacionados com nossa digestão (função de absorção de vitaminas fundamentais para nosso organismo e excreção do que nosso corpo não precisa ou, até mesmo, do que é nocivo para ele) e do controle de líquidos.
O interessante foi associar que, ao inspirar (puxar o ar), o diafragma desce; e, com isso, todos os órgãos que estão acima dele também descem, assim como todos os que estão abaixo dele. E, na expiração, ele sobe e tudo volta para o seu lugar fisiológico. O que isso tem a ver? Bom, esse movimento diafragmático permite que o ar entre em nossos pulmões, levando o oxigênio para todas as células do nosso corpo e retirando o gás carbônico que é nocivo para elas. Ou seja, estamos fazendo nossas células se limparem.
Porém, não precisamos parar por aí. Podemos analisar esses movimentos viscerais e veremos que isso permite que mais sangue chegue às mais variadas partes do nosso corpo, permitindo que o bom funcionamento corporal seja mantido e a energia não se acumule, causando desconfortos físicos.
Agora, vamos associar o corpo físico ao perispírito, lembrando, que um é a cópia do outro e, que, no nosso corpo astral temos os canais energéticos que os unem (os nadis) e também os chackras. Então, se ao respirar eu movimento meus órgãos, espiritualmente, eu também proporciono movimento para os meus órgãos perispirituais, chackras e para a energia que circula nos nadis.
Se faço a energia circular não estarei acumulando a carga do trabalho mediúnico. É um processo constante de aquisição e eliminação de energia, que me permite fazer uma espécie de descarrego (de uma forma sutil) e mantendo meu ectoplasma renovado para a doação mediúnica. Isso tudo através de processos físicos que se perpetuam no meu espírito e se revelam nos dois corpos.
Confesso que, a partir desse diálogo mental, comecei a expandir meu pensamento não só para a utilização do fumo, mas também para a importância dos pontos cantados que exigem muito nosso diafragma. E lembrei daquela frase: “quem canta, os males espanta”.
Expire.
Espírito Vó Josefa, Médium Lisia Lettieri.
OS SETE CORPOS ASTRAIS - CORPO ÁTMICO
Para finalizar o estudo acerca dos corpos astrais que constituem os seres, chega-se no momento de analisar a estrutura do sétimo corpo astral. Qual seja, o corpo átmico, que também pode ser chamado de Espírito Essência, Centelha Divina, Inconsciente Puro ou Espírito.
Antes de adentrarmos na definição, faz-se necessário uma recapitulação das informações básicas.
No início dos estudos, verificamos que todo ser humano é composto por sete corpos astrais que apresentam características próprias que se relacionam entre si, de forma a exigir o equilíbrio de cada um deles para manter o todo em sintonia.
Até o momento, foram apresentados seis dos sete corpos astrais na seguinte ordem:
1º: Corpo Físico
2º: Corpo Etérico
3º: Corpo Astral
4º: Corpo Mental Inferior ou Concreto
5º: Corpo Mental Superior
6º: Corpo Búdico
Agora, apresentar-se-á o último corpo astral de cada indivíduo e, por consequência, o mais distante da realidade física (corpo número 1) e mais próximo da essência divina do espírito.
Em sumária síntese, entende-se que o corpo átmico é o local onde reside o Eu Superior, sendo constituído apenas por luz, onde estão localizadas todas as virtudes do Pai Maior. Em outras palavras, define-se o referido corpo astral como a essência divina em cada ser criado, manifestando-se em cada ser individualizado mais ou menos evoluído.
Afirmar que a essência divina se manifesta em cada ser individualizado mais ou menos evoluído, por maior ou menor que seja, confere a segurança de que Deus está sempre presente, ou seja, mesmo seres com grau evolutivo muito baixo não deixam de contar com a presença Dele.
Assim sendo, tem-se que a existência do corpo átmico dá concretude à afirmação de que Deus está em todos os seres, pois como já foi demonstrado, é nesse corpo que se encontra a fagulha divina, a essência do Pai Maior em cada um.
Além do mais, verifica-se que o corpo átmico, por estar mais ligado com o divino do que o corpo astral anterior (Búdico), encontra-se ainda mais desconectado da realidade humana física em si, tornando-se um veículo de expressão do íntimo e da essência do indivíduo, ou seja, da verdadeira personalidade de cada um sem as interferências excessivas do plano reencarnatório, que envolve o esquecimento do que se guarda nessa essência espiritual.
Dessa forma, uma vez que está tão desconectado de nós, o corpo átmico ainda é um mistério pouco conhecido, mas que precisa e será vivenciado a partir da evolução humana em uma escala gradativa que, por intermédio da reforma íntima, permitirá a regeneração do corpo físico, a revitalização do corpo etérico, a construção dos corpos astral e mentais inferior e superior, bem como a reconexão com os últimos corpos mais relacionados com o divino (Búdico e Átmico).
Diante dos pontos abordados, reforça-se, por fim, a necessidade de equilibrarmos a relação entre os nossos corpos astrais a partir dos cuidados e características reveladas durante todo o estudo aqui apresentado, para então nos mantermos na caminhada rumo à evolução, que permitirá a intensificação da nossa conexão com divino.
Referências Bibliográficas (acessadas em 01/08/2017):
Os Sete Corpos. (Anatomia oculta)
Disponível em: http://gnoseconhecimentointerior.com.br/2016/03/01/10-os-sete-corpos-anatomia-oculta/.
Os sete corpos
Disponível em: http://www.gnosisonline.org/psicologia-gnostica/os-sete-corpos/
Corpo Átmico ou Espírito Essência ou Centelha Divina ou Inconsciente Puro Ou Espírito
Disponível em: https://centroholisticocurae.wordpress.com/tag/corpo-atmico/
Os Sete Corpos ou Níveis de Consciência
Disponível em: http://www.radiovivazen.com.br/blog/materias/niveis-de-consciencia
Dando seguimento ao estudo sobre os corpos astrais, verifica-se que o caminho percorrido até o momento mostra a transformação de uma conexão forte com a matéria e com os instintos em uma relação mais intrínseca com os pensamentos e a espiritualidade.
O Corpo Búdico ocupa a sexta posição e representa a ligação com o espírito, uma vez que neste sexto corpo se manifestam a verdadeira sabedoria e todos os princípios da existência humana na Terra, bem como são gravadas todas as ações do espírito em si, de modo que as experiências mal resolvidas sejam remetidas de volta à personalidade encarnada para melhores significações.
Assim, por conter as ações do espírito, o Corpo Búdico mantém informações sobre erros cometidos por ele e faz com que tais erros sejam inseridos na personalidade do ser humano quando encarnado, para que possa então dar outro tratamento para a situação que tenha sido falha.
Embora o Corpo Búdico tenha a capacidade de remeter tais experiências ao encarnado, o ser humano não está intimamente ligado a ele, já que esse corpo simboliza a alma divina, e a encarnação em si impede que uma ligação profunda seja feita com facilidade.
A dificuldade para que se tenha tal ligação se deve à sutileza do referido corpo e ao fato de que a conexão intensa possibilitaria o acesso a memórias do espírito que, em obediência à lei divina, normalmente não devem ser descobertas, haja vista a necessidade de o encarnado fazer suas próprias escolhas sem influência de falhas passadas, para que possa superá-las finalmente.
No que tange às características do corpo búdico, ele consiste em um corpo totalmente radiante, sendo composto por 3 partes. São elas:
-
Alma moral, que permitirá o discernimento entre o bem e o mal de uma maneira individual, impulsionando o espírito para a obediência às leis da cultura em que está encarnado, bem como comandará o comportamento do individuo naquele meio.
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Alma intuitiva, capaz de captar e registrar a energia e as informações do universo, trazendo a inspiração para o individuo e regendo sua intuição.
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Alma Consciencial, responsável por coordenar a vida do indivíduo, promovendo sua ligação com a centelha divina.
Por fim, destaca-se que o referido corpo astral constitui a primeira estrutura vibratória que envolve o espírito, permitindo que ele se manifeste de modo ativo, mas pouco se sabe sobre sua estrutura, uma vez que está muito mais perto do espírito do que dos nossos padrões físicos e dos nossos meios de expressão.
De toda forma, diante das informações disponibilizadas, sabe-se que, mesmo sendo tão diferente dos padrões físicos, o corpo búdico tem influência direta no comportamento do individuo, haja vista que o ser humano encarnado, ainda que sem conhecimento das memórias de seu espírito, tem sua vida pautada por suas ações, sejam elas boas ou ruins, ações essas que permanecem registradas no corpo búdico.
Referências Bibliográficas:
Os sete corpos. Disponível em: http://www.gnosisonline.org/psicologia-gnostica/os-sete-corpos/
Apometria. "A mente é o instrumento de expressão e de consciência do nosso espírito". Disponível em: http://estudodaapometria.blogspot.com.br/2012/04/corpo-budico.html
Os Sete Corpos ou Níveis de Consciência. Disponível em: http://www.radiovivazen.com.br/blog/materias/niveis-de-consciencia