Mediunidade

Mediunidade (51)

A existência humana é muito mais complexa do que temos consciência e a identificação dos corpos astrais comprovam a capacidade de superação da limitação da carne, ou seja, do corpo físico.

Ao todo, cada ser humano é composto por sete corpos astrais que apresentam características próprias que, mesmo particulares, são interconectadas e sofrem influencias umas das outras.

A ligação entre os corpos astrais exige o equilíbrio de cada um para que o conjunto fique em sintonia, pois havendo o desequilíbrio em apenas um deles, todos serão influenciados, convergindo para desarmonia e para doenças no corpo físico.

Em sumária síntese, os corpos astrais podem ser identificados da seguinte maneira:

1º- Corpo Físico: É o corpo carnal, orgânico e sistemático, onde se somatizam os desequilíbrios dos demais corpos na forma de doenças.

2º- Corpo Etérico: Pode ser entendido como uma espécie de envoltório do corpo físico. Nele, observa-se a aura e os centros energéticos responsáveis pelo equilíbrio do corpo etérico e, por consequência, pela saúde do indivíduo.

3º- Corpo Astral: Está associado aos desejos e sentimentos do ser humano, é a Alma. Embora presente em todas as pessoas, sua densidade varia e se molda ao padrão energético em que se encontra.

4º Corpo Mental Inferior ou Concreto: Estende-se além do corpo emocional ligado diretamente aos pensamentos mais instintivos. Carrega a herança da vivência animal do ser humano, ou seja, seus instintos. Quando em desarmonia, promove dificuldades graves de comportamento, fazendo com que o homem tenha que submetê-lo ao raciocínio superior para conseguir o equilíbrio.

5º Corpo Mental Superior ou Abstrato: Volta-se ao pensamento mais racional, identificando e processando o presente. Também está sujeito a contaminações em virtude da capacidade humana de criar formas-pensamento, pois quanto mais pensamos e sentimos determinada energia, mais nutrimos aquela forma, que será capaz de crescer e se manifestar fisicamente.

6º Corpo Búdico: É onde se manifesta a verdadeira sabedoria e todos os princípios da existência humana na Terra. Nele, são gravadas as ações do espírito. Assim, as experiências bem significadas ficam arquivadas e as experiências mal resolvidas são remetidas de volta à personalidade encarnada para melhores significações.

7º Corpo Átmico: Local em que reside o Eu Superior. É um corpo de luz onde estão todas as virtudes do Pai Maior, ou seja, é a essência divina em cada ser criado. Por isso, manifesta-se em cada ser individualizado mais ou menos evoluído.

Logo, todos nós somos constituídos por diversas partes conectadas que se associam ao divino, ao físico e ao espiritual de maneira mais ou menos intensa, influenciando umas às outras. Isso faz com que seja fundamental a sintonia e o equilíbrio entre elas.

Por fim, trago definição retirada da Obra Evolução em Dois Mundos como forma de exemplificar a intrínseca relação entre os corpos astrais.

“Para definirmos de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, o corpo físico é que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação.” (Evolução em Dois Mundos – André Luiz II).

 

 

Referências Bibliográficas:

Evolução em Dois Mundos – André Luiz II

GRUPO RAMATÍS – GRAE-CA

https://pt.wikipedia.org/wiki/Forma-pensamento

 

 

Segunda, 16 Janeiro 2017 08:14

APOMETRIA

 

DE AUMBANDHÃ PARA O MUNDO

Pensemos nos métodos atuais de diagnóstico por imagem que permitem a visualização de ossos, órgãos ou estruturas por meio do uso de radiações (sonoras, eletromagnéticas ou corpusculares).

Agora pensemos na possibilidade de o médico e sua equipe poderem intervir diretamente na projeção dessa imagem, podendo aplicar medicamentos ou até mesmo proceder a intervenções cirúrgicas após detalhadíssima análise das possíveis raízes das mazelas físicas e espirituais, angariadas nesta ou em vidas passadas, e cujo diagnóstico revele que foram provocadas por si ou por agentes externos, como obsessores ou mesmo espíritos com vasto conhecimento de tecnologias astrais e magias maléficas.

Guardadas as devidas proporções, essa é a idéia básica da Apometria. Do grego ‘apo’ (além de/da) e ‘metros’ (relativo a medida). A apometria é uma técnica de desdobramento ou expansão dos corpos mediadores (em especial o etérico, o astral e o mental) do consulente encarnado e dos médiuns experimentados, por meio de pulsos mentomagnéticos induzidos pelos apômetras – pessoas devidamente habilitadas e dirigentes capazes.

Os médicos do astral procedem ao atendimento, com diagnósticos, cirurgias astrais, detalhes da problemática do paciente e esclarecimentos sobre a origem da enfermidade, além de orientações práticas para a consolidação da cura, através dos médiuns desdobrados.

Todos permanecem conscientes durante o tratamento e o desdobramento magnético independe de resistência, estado mental e/ou discernimento do consulente, que deve, de preferência, estar presente, e somente ser atendido à distância na impossibilidade de locomoção até o local apropriado. São imprescindíveis o amparo e a segurança espiritual pelas falanges da casa, além da equipe médica espiritual dedicada. É o médico do plano espiritual o verdadeiro dirigente das sessões, que devem funcionar sempre sob a égide da caridade e amor fraternos, dentro dos preceitos cristãos.

Advinda do plano espiritual e aperfeiçoada pelo saudoso médico espírita José Lacerda de Azevedo a partir de 1965, a técnica, que guarda as mesmas origens estelares de Aumbandhã, contém princípios e Leis primordiais registradas na obra (esgotada) Espírito/Matéria=Novos Horizontes para a Medicina, e vem sendo cada vez mais utilizada e ampliada em terreiros de Umbanda, linha espiritual com a qual guarda especial afinidade.

 

Adriano Monteiro Andrade.

Não somos apenas seres humanos lutando pela sobrevivência. Estamos imersos numa gigantesca comunidade com mais de 40 bilhões de espíritos - sendo sete bilhões encarnados. E viajamos no espaço-tempo a bordo da nave espacial chamada terra.

Os habitantes dessa nave habitam em diferentes dimensões, segundo frequências vibratórias elaboradas pelas próprias mentes. Apesar das diferenças evolutivas, algo existe em comum: somos todos seres pensantes. Porem, além de Criadores de pensamentos, estamos também capacitados para sintonizar com as ondas mentais das demais pessoas. A esta capacidade de identificar e interpretar as mentes alheias chamamos mediunidade.

No século XIX, estudando atentamente a mediunidade, Allan Kardec concluiu que todo ser humano dispõe dessa faculdade, porem, “médium é todo aquele que sente a presença ostensiva dos espíritos e isso acontece devido a uma disposição orgânica”.

Já no século XX, André Luiz estabeleceu a mente como sendo a base das comunicações mediúnicas. Resta-nos lincar as duas informações: organismo (dimensão física) e mente (dimensão espiritual), como estruturas complementares no processo mediúnico.

No corpo físico a mediunidade ocorre integralmente. Contudo, o órgão mais dinâmico durante a comunicação é o cérebro – local da ação direta da mente comunicante. Entretanto, dependendo das características fisiológicas do médium e da evolução mental do espírito comunicante, todo o cérebro ou apenas parte dele pode ser envolvido com maior ou menor intensidade. Mas, uma pequena glândula chamada epífise, localizada na parte superior do terceiro ventrículo do encéfalo, é invariavelmente acionada. Também conhecida como Pineal, é responsável por secretar a melatonina, hormônio que regula o relógio biológico e o sono.

Na umbanda, a comunicação dos mentores espirituais: pretos velhos, caboclos e médicos ocorrem diretamente sobre a epífise neural (pineal), que acelera a produção de melatonina, cedendo ao médium a sensação de sono. Por isso, as incorporações na umbanda apresentam-se bem mais intensas. Em contrapartida, as incorporações das entidades de esquerdas atingem os chacras básico e cardíaco aumentando o ritmo biológico e a aceleração do coração.

A localização especial da pineal na parte central do cérebro, faz com que ela sofra o impacto de quase todos os fenômenos mediúnicos, sobretudo aqueles cuja dinâmica atingem diretamente o córtex e o encéfalo. Mas é na mediunidade de vidência que a especialização dessa glândula é mais notável. Nesta faculdade, a ação da epífise é tão importante que ela foi denominada pelos iluminados orientais de o terceiro olho ou o olho da terceira visão.

Os médiuns que tem a clarividência desenvolvida e alinhada com os chacras frontal e coronário podem observar os fenômenos paranormais tanto no ambiente em que estão quanto fora dele, independentemente de ocorrerem no presente, passado ou futuro.

Porém, não devemos esquecer que a mediunidade não se situa apenas em um órgão ou glândula, mas no períspirito, no corpo mental e em todo organismo físico.   

 

 

LEI NATURAL/DIVINA

 

Vamos começar com algumas definições básicas:

“Karma”, palavra que tem origem no sânscrito, significa, em resumo, “ação”.

“Estigma”, grosso modo, pode ser entendido como uma “marca”, ou “cicatriz”, numa acepção mais específica do termo.

“Lei Natural/Divina”, na questão número 614 do Livro dos Espíritos, foi definida da seguinte forma: “A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta”. (grifo nosso)

Dito isso, vamos lá!

Fazemos parte de uma realidade muito mais ampla do que somos capazes de conceber. O estágio atual de nossas consciências ainda é muito limitado não apenas para compreendermos a realidade como um todo, mas também para nos percebermos. Não temos real consciência de quem somos em meio a essa realidade que desconhecemos, nem das potencialidades que nos são inerentes.

Muitos de nós crescemos ouvindo a afirmação “Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança”. Aí a confusão está feita, pois, sendo Deus perfeito, essa afirmação parece, por vezes, uma propaganda enganosa, de tão distantes que estamos de compreender nossa verdadeira essência.

O Criador, em Sua infinita sabedoria, nos deu a possibilidade de sermos agentes do nosso desenvolvimento ao nos fazer perfectíveis – ou seja, com a inata capacidade para o autoaprimoramento e com todas as virtudes e habilidades em potencial gravadas no nosso íntimo – e ao nos conceder o livre arbítrio – nos dando a liberdade de realizar escolhas ao longo do caminho.

Inscreveu Suas Leis em nossas consciências, tornando-nos centelhas divinas. Assim, cada um de nós carrega dentro de si capacidade infinita de evolução e, ao longo da caminhada, nossa tarefa é buscar acessar o divino em nós, aprendendo com os erros e acertos, desenvolvendo as habilidades e virtudes que, em potencial, já possuímos.

Essa busca é mais leve ou mais dura, a depender do quanto nos guiamos pelas Leis Divinas e do quanto delas nos afastamos ao escolhermos as ações que praticaremos e os pensamentos que cultivaremos.

Os parâmetros têm sido dados por meio de grandes missionários ao longo da história da humanidade e, atualmente, temos Jesus Cristo como modelo principal a seguir, que resumiu a Lei Divina em dois pontos principais: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Quando nossas escolhas não se baseiam nesses ensinamentos, acabamos por agir de forma a nos distanciarmos de nossa verdadeira essência e acabamos por interferir negativamente na vida de outros companheiros de jornada.

Acontece que toda ação (karma) positiva ou negativa que praticamos fica gravada em nossas consciências, em nossos corpos sutis, como marcas (estigmas) que, na existência atual ou em outras encarnações, se manifestam seja no corpo físico ou no campo psíquico, de acordo com a natureza da ação praticada.

Quando a ação praticada nos distancia da essência de puro amor da qual fomos feitos, temos a sensação de culpa, de dívida, de erro, à medida que tomamos consciência desse distanciamento. A dor e o sofrimento acontecem porque o caminho de volta, de ajuste à verdade, requer o reconhecimento e a análise das consequências das escolhas equivocadas.

Muitos diriam “é a Lei de Ação e Reação”, compreendendo-a praticamente como uma Lei de Talião (feriu, agora será ferido), num entendimento que nos daria a ideia de um Deus sádico e contrariaria a concepção de que o Pai Maior é Todo Amor e Bondade.

O indivíduo, então, na caminhada de aperfeiçoamento da vida, ao começar a tomar consciência da gravidade das consequências de determinadas ações, guarda, por vezes de forma muito intensa, as imagens e sentimentos dos atos praticados, presos em sentimentos muito fortes de culpa, porque todo pensamento e toda ação geram imagens astrais ou formas-pensamento. Alguns, mesmo desencarnados, chegam a sentir as dores que provocaram em outras pessoas, tão fortes podem ser essas imagens e sentimentos retidos.

Esses sentimentos podem se arraigar nos corpos sutis de tal forma que se manifestam no corpo físico como doença ou como perturbação no campo psíquico. Por isso, no estudo da apometria¹, temos os estigmas kármicos físicos e psíquicos classificados como processos auto-obsessivos².   

Ao nos criar perfectíveis, o Pai Maior, em Sua infinita Sabedoria e Misericórdia, com certeza sabia que, por vezes, nos afastaríamos da Lei de Amor e, no karma (ação), e não no sofrimento, nos concedeu a alternativa de voltarmos ao caminho em busca de nós mesmos, de nossa verdadeira essência.

O sofrimento é fruto de nossas escolhas e faz parte da caminhada como instrumento para nos auxiliar na reflexão que nos reconduzirá à busca do autoconhecimento.

A ação no bem, o karma bem empregado, a escolha de utilizar o tempo e concentrar a mente e as habilidades em atividades produtivas – que gerem conhecimento, progresso, auxílio a outras pessoas, autoaprimoramento, produzem energia e formas-pensamento positivas que tanto auxiliam o indivíduo a libertar-se dos estigmas kármicos por ele criados – constituem o meio que a vida nos confere para seguirmos buscando o desenvolvimento das potencialidades que nos são inerentes, como centelhas divinas que somos, certos de que o ápice desse desenvolvimento é a capacidade amar incondicionalmente.

1apometria: o termo Apometria vem do grego Apó – preposição que significa além de, fora de, e Metron – relativo a medida. Representa o clássico desdobramento entre o corpo físico e os corpos espirituais do ser humano. Não é propriamente mediunismo, é apenas uma técnica de separação desses componentes (Disponível em: https://hugolapa.wordpress.com/2012/11/09/apometria-definicao/).

        2processos auto-obsessivos: nesse tipo de obsessão, o indivíduo é o causador de sua desarmonia.

Todos passam por alguma doença na vida. Seja uma gripe, um machucado e até um câncer. Alguns desencarnaram ou vão desencarnar por conta de uma doença. Muitos a terão e se recuperarão de forma rápida enquanto outros terão uma recuperação mais demorada e um tratamento mais severo/agressivo. Por maior que seja a semelhança de doenças, ela reage diferente em cada corpo. Uma gripe, por exemplo, causará efeitos e reações diferentes em cada organismo. Mesmo que isto não seja perceptível.

Quando o corpo físico manifesta alguma alteração em sua normalidade e esta causa alguma dor ou incômodo, normalmente denomina-se como doença. Ela pode ter sua origem na reação do corpo a um estímulo externo (uma pancada, choque...) ou interno (causas mentais...). Essas alterações de estabilidade, quando manifestadas no corpo físico, são resultados de alterações no períspirito do doente. Essas chagas são resultado de acúmulos ou carências energéticas em alguma região corporal e normalmente são alinhados como resultados de alguma ocorrência em vida (nesta ou outra encarnação) na qual o espírito, em reação a um acontecimento/situação, emite e/ou absorve energias deletérias reativamente, acumulando-as em parte de seu físico.

Pelos estudos científicos, sabe-se que o corpo humano possui seu sistema imunológico, sem o qual a vida na terra não seria possível. Ele diariamente combate e elimina diversos tipos de agentes que poderiam destruir a raça humana. Assim, seu corpo está constantemente em luta para se manter saudável e em atividade. Mas aí você pega uma gripe e fica de cama. Então você pensa: “como posso estar doente se eu estava tão bem? Sem problemas, tranquilo, estou vivendo a melhor fase da minha vida...”. É difícil analisar casos sem detalhes específicos, mas o corpo reage conforme o espirito dentro dele trabalha. Ele reage ao cansaço, ao stress, à preguiça, à má alimentação, aos maus pensamentos, etc.… tudo aquilo que não for controlado dentro da balança física que o espirito encarnado se encontra e exige um consumo energético maior do que o corpo físico possui, retira do espirito. E a baixa desta energia reflete de volta no corpo físico.

Além disto existem as doenças que retornam como provas na encarnação devido a fatos ocorridos em outras vidas que, quando o espírito volta a reencarnar, aceita passar pela doença a fim de expiar e reparar erros passados. Esses tipos de doenças, além da missão de ensinar os limites e bom uso do corpo físico-espiritual, trazem ensinamentos de suma importância para a evolução e crescimento pessoal daqueles que sofrem. Tendo seus efeitos duradouros, conforme o merecimento, para que o enfermo passe pelo aprendizado das lições que ela traz para sua vida e aqueles que lhes cercam. Deus em sua justa sabedoria por vezes promove por meio de uma doença necessária para uma pessoa a evolução de toda a família. Devemos considerar ainda que não é a vontade divina que necessita da dor e sofrimento para nos fazer crescer e seguir o caminho da evolução. Mas a dor é um dos maiores catalizadores evolutivos para aqueles que neste planeta encarnam.

Mas, para toda dor existe uma cura. Existem aqueles que desencarnam sem atingir o objetivo de recuperar seu corpo físico e existem aqueles que atingem a cura. Como dito acima, cada caso traz suas peculiaridades e não é possível afirmar que somente os curados encarnados atingiram o que lhe foi proposto de crescimento e assim fizeram por merecer a cura. Por vezes o desencarne por doença finaliza seu processo de aprendizado do outro lado, após compreender as causas e razões por ter passado por isto. De qualquer forma, qualquer tipo de cura que seja efetivado em encarnados ou desencarnados, passará sempre pelo seu merecimento.

A doença cumpre etapa fundamental na evolução humana e, durante seu período de vigência, não somente o corpo físico deve ser tratado. Quando se atua sobre um paciente, deve-se dar atenção especial ao seu mental e emocional. Seus pensamentos, sentimentos e sua visão de vida. Não é necessário impor qualquer tipo de crença ou religião, mas fundamentos como a paciência, a fé, a perseverança, a alegria de viver, entre outros, são os mais trabalhados nos momentos de dor. E a cura é alcançada quando seu espírito reage compreendendo e trazendo as energias positivas que estes sentimentos promovem quando são vibrados do interior daquele espirito, e fazem seus reflexos no seu corpo físico.

E é neste caminho que atua o tratamento físico-espiritual. Sob o regimento das leis divinas, onde nada é recebido sem o merecimento, trata-se o corpo físico por meio de magnetização e reestabelecimento espiritual. Mas somente aqueles que lutam para compreender o que passam e buscam melhorar, aprender, entender e aceitar, que conseguem colher os frutos do atendimento do trabalho espiritual. Este é feito em conjunto, atuando nos corpos do paciente, mas principalmente em sua mente, para que esta possa tornar o conjunto de seus corpos receptivo às boas energias doadas, mas sendo o principal agente para iniciar e promover todo o tratamento. Pois quando o espírito não efetiva seu desenvolvimento e abertura para sua melhora, o magnetismo é feito apenas superficialmente e logo as energias que circulam naquele corpo o levam de volta ao estado doentio. Mas aqueles que se permitem, promovem atuação de dentro para fora, em que a energia que vem de fora para dentro impulsiona e potencializa o tratamento.

Assim, passaremos em algum momento por uma doença. Que a sabedoria e a reflexão predominem sobre os momentos difíceis. Que, junto do tratamento da medicina humana, auxiliado aos cuidados mentais com a busca na fé, com resignação e paciência, norteiem os tratamentos dos diversos enfermos. Que aqueles que ali se envolvam percebam e aprendam o poder da mente em todos os corpos. Que, independente de crença ou credo, todos aqueles que buscarem o amor de cristo através dos diversos caminhos que ele mostrou, encontrará o consolo e a força necessária para seguir a luta contra doença.

Médium Thiago Lobo.

 

 

Relembrando: Médium é todo aquele que sente num grau qualquer, a influência dos Espíritos (Cap. XIV - Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec). Mediunidade é uma ferramenta que pode ser utilizada para o crescimento humano. Quanto mais moralizado e evangelizado for o médium, mais terá condições de servir de veículo para espíritos superiores. Médiuns de Efeito Físico são particularmente aptos a produzirem fenômenos materiais como movimento dos corpos inertes, os ruídos, etc. A condiçãoElétrica das pessoas é uma potencialidade anímica, já que não tem a influência dos espíritos. Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis são pessoas suscetíveis a sentirem a presença dos Espíritos por uma vaga impressão a qual não compreendem. Médium Audiente é aquele que possui a faculdade de ouvir a voz dos Espíritos. Pode ser por uma voz interna que se faz ouvir no foro íntimo e pode ser também por uma voz externa, clara e distinta como a de uma pessoa viva. Médium Falante são os que falam sob a influência dos Espíritos, estes agindo sobre a região vocal do médium. Médiuns Videntes são o que possuem a capacidade de ver Espíritos. O médium vidente acredita ver pelos olhos, mas na realidade é a alma que vê, e essa é a razão pela qual veem tão bem com os olhos fechados quanto com os olhos abertos (Cap. XIV –Dos médiuns, em

Livro dos Médiuns, de Allan Kardec). O Sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade medianímica, ou melhor, são duas ordens de fenômenos que, com muita frequência, se encontram reunidas. Médiuns Curadores são os que têm o poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece. Frequentemente não é mais do que a exaltação da potência magnética, fortalecida em caso de necessidade pelo concurso dos Espíritos bons. (Cap. XIV –Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

Pneumatografia (do grego pneuma - sopro ou espírito + graphein - escrever) é o termo cunhado por Allan Kardec para denominar um tipo de fenômeno mediúnico em que um espírito se comunicaria por via escrita sem o auxílio de um médium psicógrafo. É, por isso, também chamada de escrita direta. (Wikipédia). A Pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem nenhum intermediário. Difere da psicografia porque esta é a transmissão do pensamento do Espírito pela mão do médium.  O fenômeno da escrita é indiscutivelmente um dos mais extraordinários do Espiritismo. Por mais estranho que possa parecer à primeira vista, é hoje um fato averiguado e incontestável. Se a teoria é necessária pra se compreender a possibilidade dos fenômenos espíritas em geral, mais ainda se torna neste caso, um dos mais chocantes até agora apresentados, mas que deixa de parecer sobrenatural quando compreendemos o princípio em que se funda. (Livro dos Médiuns Capítulo XII).

Médiuns Pneumatógrafos são médiuns que tem aptidão para obter a escrita direta, o que não é dado a todos os médiuns escreventes. Provavelmente se desenvolve por exercício. Mas, como dissemos, sua utilidade prática se limita à comprovação evidente da intervenção de uma potência oculta nas manifestações. Só a experiência pode revelar se a gente a possui. Pode-se, pois, experimentar, como se pode interrogar um Espírito protetor através de outras formas de comunicação. A prece e o recolhimento são condições essenciais. Eis porque podemos considerar impossíveis obtê-la em reuniões pouco sérias ou de pessoas que não estejam animadas de sentimentos de simpatia e benevolência (Livros dos Médiuns, Capítulo XII, nº177).

Médium Luana Mayra.

 

 

Recordando: Médium é todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos (Cap. XIV – Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec). Mediunidade é uma ferra-menta que pode ser utilizada para o crescimento humano. Quanto mais moralizado e evangelizado for o médium, mais terá condições de servir de veículo para espíritos superiores. Médiuns de Efeito Físico são particularmente aptos a produzirem fenômenos materiais como movimento dos corpos inertes, os ruídos, etc. A condição Elétrica das pessoas é uma potencialidade anímica, já que não tem a influência dos espíritos. Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis são pessoas suscetíveis a sentirem a presença dos Espíritos por uma vaga impressão a qual não compreendem. Médium Audiente é aquele que possui a faculdade de ouvir a voz dos Espíritos. Pode ser por uma voz interna que se faz ouvir no foro íntimo e pode ser também por uma voz externa, clara e distinta como a de uma pessoa viva. Médium Falante são os que falam sob a influência dos Espíritos, estes agindo sobre a região vocal do médium. Médiuns Videntes são o que possuem a capacidade de ver Espíritos. O médium vidente acredita ver pelos olhos, mas na realidade é a alma que vê, e essa é a razão pela qual veem tão bem com os olhos fechados quanto com os olhos abertos (Cap. XIV – Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec). O Sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade medianímica, ou melhor, são duas ordens de fenômenos que, com muita frequência, se encontram reunidas.

Médiuns Curadores são os que têm o poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece. Frequentemente não é mais do que a exaltação da potência magnética, fortalecida em caso de necessidade pelo concurso dos Espíritos bons. É evidente que o fluido magnético exerce um grande papel no caso. Mas, quando se examina o fenômeno com devido cuidado, facilmente se reconhece a presença de mais alguma coisa (Cap. XIV –Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se souberem cuidar do assunto convenientemente. Mas, entre os médiuns curadores, a faculdade é espontânea, e às vezes a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A força magnética pertence ao homem, mas é aumentada pela ajuda dos Espíritos a que ele apela (Cap. XIV – Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

A mediunidade de cura ocorre pela doação de fluído dirigida por um espírito, com resultados mais ou menos rápidos, dependendo da capacidade do médium e do merecimento do paciente. O médium curador, além do magnetismo próprio, possui a capacidade de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza. A qualidade do fluido emitido pelo médium também interfere no resultado do fenômeno. O poder de irradiação e de penetração fluídica do médium curador cresce na medida em que ele pratica a moral cristã. Com o domínio de forças mais sutis, atinge áreas mais complexas no corpo e no perispírito do paciente. 

A cura se processa pela emissão do fluido do médium combinado com a irradiação de um espírito, que o assiste, monitorando e dirigindo o fenômeno. O médium curador NATO possui uma ligação energética-mediúnica (cármica) com Espíritos comprometidos na ação curativa com a coletividade: ESPIRITO/MÉDIUM; ESPIRITO/COLETIVIDADE; MÉDIUM/COLETIVIDADE.

O médium de cura por vezes é tomado por muitas dores, que, num primeiro momento, pode considerar infundadas, mas a capacidade mediúnica de sentir as dores de pessoas que estão no mesmo local onde se encontra, ou de pessoas que procuram atendimento, denota uma característica muitas vezes comum aos curadores, que identificam o local a ser tratado, pois sentem em si mesmos as dores e sintomas das enfermidades.

Muitas curas podem ocorrer por mérito exclusivo do paciente. Um bom espírito utiliza-se, momentaneamente, do fluido de um médium curador, seja ele quem for, considerando a urgência do atendimento a um doente que precisa de tratamento e tem merecimento. Pode acontecer também de um doente sem merecimento não obter a cura, ainda que recorra ao mais eficiente dos médiuns. 

São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de acordo com as circunstâncias.  Algumas vezes ela é lenta e reclama tratamento prolongado, como no magnetismo ordinário; em outras vezes é rápida, como uma corrente elétrica (A Gênese, p. 279. FEB, 13ª edição).

Na próxima edição, falaremos sobre Médiuns Pneumatógrafos.

Médium Luana Mayra.

Revista Estudos Espíritas - Janeiro de 1999 - Edições Léon Denis.

http://www.triangulodafraternidade.com/2012/10/o-medium-de-cura-quais-sua.html. (Acesso em setembro/2016)

https://youtu.be/UUTsXlIH6lA. (Acesso em setembro/2016)

Ramatis - Mediunidade de cura Ercílio Maes - ED Conhecimento.

 

 

O trabalho com a espiritualidade é feito por meio da mediunidade. Conforme o Livro dos Espíritos, todos somos médiuns, variando dentre os tipos de mediunidade e sua ostensividade. Culturalmente denominamos médium aquele que tem uma faculdade mais ostensiva (mais fácil de perceber). Nos vários tipos de mediunidade inerentes ao corpo humano, a de incorporação é a mais utilizada nos atendimentos fraternos de nossa casa. Porém, todos os demais tipos de mediunidade têm sua função e igual relevância para a realização dos trabalhos.

Durante a incorporação, o espírito da entidade que irá trabalhar naquele momento se liga ao corpo do médium através dos chakras. Nesta fusão, os chackras do médium se abrem para que a entidade efetive a conexão que resultará na incorporação. Mas essa conexão não é feita afastando o espirito do médium. Este continua presente e conectado ao seu corpo físico, embora, na mediunidade inconsciente e semi-inconsciente, tenha seu controle sobre o corpo restrito. A grande maioria dos médiuns tem a mediunidade consciente, na qual mantém a consciência e o controle do que acontece quando a entidade está utilizando de seu corpo, aprende e influencia durante os trabalhos.

Os chakras são pontos do nosso corpo que efetivam conexões energéticas, recebendo e liberando energias, e ao disponibilizar seu corpo físico para a incorporação, em nosso templo, você está fazendo em um ambiente de energias controladas pelas entidades que dirigem os trabalhos. Um terreiro tem suas diversas formas de segurança como firmezas e assentamentos, assim como diversos elementos magísticos utilizados para dar suporte para que o trabalho mediúnico seja mais seguro para aqueles que atuam naquele momento.

Mas e a sua casa? Será que ela possui as mesmas proteções que o terreiro? Será que ela foi construída e estabelecida para as mesmas funções?

A nossa casa (residência) é nosso local de repouso e descanso. Onde convivemos com nossos familiares e aqueles que gostamos. Mesmo sua casa tendo firmezas de esquerda (exu e pombagira) e das demais linhagens possíveis, o seu lar não foi feito e preparado para o atendimento fraterno. As firmezas, quando realizadas em uma moradia, são diferentes das firmezas realizadas em um terreiro de umbanda. Ambas são para proteção, mas cada uma poderá sofrer diferentes ataques e influências.

Então, considerando que sua casa não tem a proteção necessária para um atendimento fraterno, é errado você abrir seu corpo para uma incorporação em casa ou em qualquer outro lugar sem orientação dos dirigentes da casa. Ao disponibilizar seu aparelho mediúnico para a incorporação sem o local certo e preparado para isto, você o estará cedendo não só para a incorporação, mas para diversos obsessores, vampirizadores, energias deletérias e etc. Se tornará um alvo fácil para aqueles que lutam contra o trabalho de caridade espiritual, atraindo para si espíritos os quais não conseguirá conter e energias que que não conseguirá dissipar ou transmutar, podendo ser enganado por obsessores travestidos de mentores, acarretando efeitos físicos e mentais dolorosos.

Além disso, é importante lembrar que a espiritualidade possui tarefas diversas na erraticidade. E assumem o compromisso de trabalho com o médium em dias e horários preestabelecidos. Então, os trabalhos mediúnicos "fora de hora" podem não contar com o auxílio espiritual adequado, pois a espiritualidade também precisa se organizar para prestar o socorro necessário.

No ACVE, esse trabalho é realizado apenas em nosso terreiro, nos trabalhos na mata e nos grupos de prece no lar, com autorização, coordenação e proteção dos mentores do templo.  Para qualquer ação diferente dessas, deverá ser solicitada autorização ao mentor da casa

Lembrem-se de que, ao integrar uma corrente mediúnica, dividimos nossas boas e más energias com os irmãos que ao nosso lado caminham. Mesmo que não estejamos fisicamente perto, compartilhamos essas energias, pois, ao aceitarmos participar da corrente, criam-se cordões energéticos que nos ligam.

Respeitar as regras e orientações da casa fortalece e unifica o trabalho. Atuar em locais sem autorização dos mentores traz energias e maiores dificuldades, além das que já são enfrentadas em nosso templo. Não deixe que a vaidade afaste a caridade de seu trabalho mediúnico.

Uma boa corrente é feita de elos fortes. Não importa quantos, desde que eles sejam fortes, ela não se quebrará. E crescendo com força aumentará sua atuação e sua capacidade de ajudar todos aqueles que nos procuram e que precisam de nós.

Médium Thiago Lobo.

 

 

 

 

 

Recapitulando: Médium é todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos (Cap. XIV -Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec). Mediunidade é uma ferramenta que pode ser utilizada para o crescimento humano. Quanto mais moralizado e evangelizado for o médium, mais terá condições de servir de veículo para espíritos superiores. Médiuns de Efeito Físico são particularmente aptos a produzirem fenômenos materiais como movimento dos corpos inertes, os ruídos, etc. A condição Elétrica das pessoas é uma potencialidade anímica, já que não tem a influência dos espíritos. Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis são pessoas suscetíveis a sentirem a presença dos Espíritos por uma vaga impressão a qual não compreendem. Médium Audiente é aquele que possui a faculdade de ouvir a voz dos Espíritos. Pode ser por uma voz interna que se faz ouvir no foro íntimo e pode ser também por uma voz externa, clara e distinta como a de uma pessoa viva. Médium Falante são os que falam sob a influência dos Espíritos, estes agindo sobre a região vocal do médium. Médiuns videntes são o que possuem a capacidade de ver Espíritos.  O médium vidente acredita ver pelos olhos, mas na realidade é a alma que vê, e essa é a razão pela qual veem tão bem com os olhos fechados quanto com os olhos abertos. (Cap. XIV - Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

O sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade mediúnica. O sonâmbulo age por influência do seu próprio Espírito. É a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele diz procede dele mesmo. Em geral, suas idéias são mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos são mais amplos porque sua alma está livre. Numa palavra, ele vive por antecipação a vida dos Espíritos. (Cap. XIV - Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

Durante o sono, em razão do repouso orgânico, os liames que unem o corpo ao Espírito se relaxam. Como o Espírito não acompanha a inatividade orgânica, passa a dispor de mais faculdades que no estado de vigília (Livro dos Espíritos, questão 401). Sonambulismo é a capacidade que o indivíduo tem de hipnotizar-se. Ou seja, não é uma capacidade mediúnica e sim anímica. Ele entra em um estado de transe e, nessa condição de transe, ele tem uma alteração de consciência que permite que ele vislumbre coisas, eventos, tenha contato com diversas informações e tenha a capacidade de desenvolver certas habilidades que, no estado natural, ele não conseguiria.

O fenômeno sonambúlico sob o efeito do sono é conceituado como “um estado de independência da alma” mais completo que o sonho, portanto as faculdades adquirem maior desenvolvimento. A alma tem percepções que não atinge no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito (Livro dos Espíritos, questão 425).

O médium, pelo contrário, serve de instrumento a outra inteligência, é passivo e o que diz não é dele. Em resumo: o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento e o médium exprime o pensamento de outro. Mas o Espírito que se comunica através de um médium comum pode também fazê-lo por um sonâmbulo. Frequentemente mesmo o estado de emancipação da alma, no estado sonambúlico, torna fácil essa comunicação. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com a mesma precisão dos médiuns videntes. Podem conversar com eles e transmitir-nos o seu pensamento. Assim, o que eles dizem além do círculo de seus conhecimentos pessoais lhes é quase sempre sugerido por outros Espíritos (Cap. XIV - Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

Na próxima edição vamos falar sobre: Médiuns Curadores.

Médium Luana Lopes.

 

 

Relembrando: Médium é todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos (Cap. XIV -Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec). Mediunidade é uma ferramenta que pode ser utilizada para o crescimento humano. Quanto mais moralizado e evangelizado for o médium, mais terá condições de servir de veículo para espíritos superiores. Médiuns de Efeito Físico são particularmente aptos a produzirem fenômenos materiais como movimento dos corpos inertes, os ruídos, etc. A condição Elétrica das pessoas é uma potencialidade anímica, já que não tem a influência dos espíritos. Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis são pessoas suscetíveis a sentirem a presença dos Espíritos por uma vaga impressão a qual não compreendem. Médium Audiente é aquele que possui a faculdade de ouvir a voz dos Espíritos. Pode ser por uma voz interna que se faz ouvir no foro íntimo e pode ser também por uma voz externa, clara e distinta como a de uma pessoa viva. Médiuns Falante são os que falam sob a influência dos Espíritos, estes agindo sobre a região vocal do médium.

Médiuns videntes são os que possuem a faculdade de ver Espíritos.  O médium vidente acredita ver pelos olhos, mas na realidade é a alma quem vê, e essa é a razão pela qual vêem tão bem com os olhos fechados como de olhos abertos. (Cap. XIV - Dos médiuns, em Livro dos Médiuns, de Allan Kardec).

Também conhecido como Terceiro Olho, o Chakra Frontal está relacionado à vidência. Ele está ligado a nossa intuição, também chamada de visão interior, ou seja, olhos da alma. Esse chakra fica localizado no meio da testa, logo acima do nível dos olhos.

Edgard Armond, no livro Mediunidade, divide a vidência da seguinte maneira:

→ Vidência Ambiente (ou local): é aquela que se opera no ambiente em que se encontra o médium, atingindo fatos que ali mesmo se desenrolam;

→Vidência no Espaço: é aquela em que o médium vê cenas, quadros, sinais ou símbolos, em pontos distantes do local do trabalho (mediúnico).

→ Vidência no Tempo: é aquela em que o vidente vê cenas representando fatos a ocorrer ou já ocorridos em outros tempos.

Erroneamente algumas pessoas acreditam que Vidência e Clarividência são as mesmas coisas.  Muitas vezes acontece a combinação da Vidência com a Clarividência, ou seja, o individuo pode ser médium vidente e também ser clarividente.

Clarividente é a pessoa que tem a capacitação psíquica de ver acontecimentos do mundo material, pode observar os acontecimentos no passado, presente e futuro. É a faculdade natural do homem , todos os seres humanos possuem em diferentes escalas de grau. A clarividência também pode ser chamada de dupla vista, vista dupla e segunda vista (A Gênese, de Allan Kardec). O Clarividente consegue expandir o seu perispírito e, através dessa expansão, pode localizar acontecimentos do mundo material em qualquer tempo (Obras Póstumas, Allan Kardec).

No livro “Mediunidade dos Santos”, obra póstuma de Clóvis Tavares (Instituto de Difusão Espírita - IDE), há relatos de que, imune às chamas, Santa Luzia era clarividente e teve visões do espírito de Santa Ágata e outras entidades espirituais que a auxiliaram a realizar curas em Catânia. Por isso, Santa Luzia é conhecida como protetora dos médiuns videntes.  Também é conhecida como a Padroeira dos Oftalmologistas e daqueles que têm problemas de visão.

Na próxima edição, falaremos sobre: Médiuns Sonâmbulos.

 

Médium Luana Mayra.

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