Mediunidade

Mediunidade (51)

A concentração é de fundamental importância para qualquer atividade que desenvolvemos. Concentrar, segundo o dicionário Aurélio, é o ato ou efeito de orientar a atenção ou as energias para um tema ou objetivo determinado. O que isso significa? Que para podermos nos concentrar em algo, é necessário fecharmos nossa mente para o mundo exterior e interiormente focarmos nossa atenção somente em um objetivo.

Segundo Léon Denis, pensador Espírita, médium e um dos continuadores do espiritismo após a morte de Kardec, “Na maior parte dos homens, os pensamentos flutuam sem cessar.  Sua mobilidade constante e sua variedade infinita pequeno acesso oferecem às influências superiores. É preciso saber concentrar-se, pôr o pensamento acorde com o pensamento divino. (...)" (da obra O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. XX).

Devemos reconhecer que, com o cotidiano atribulado e com as dezenas de tarefas que temos de realizar ao longo do dia, é complicado pararmos, sentarmos, respirarmos para mantermos um foco e, enfim, conseguirmos nos concentrar. Porém, precisamos nos conscientizar da importância da concentração nas ações do dia a dia.

Necessitamos exercitar essa concentração especialmente dentro do terreiro, durante a gira. No que se refere aos médiuns, nossa energia é mais bem utilizada quando pensamentos mal-intencionados são dispersados, assim, aumentamos nossa capacidade de sentir as energias mais sutis, suaves e benevolentes dos espíritos superiores, exercendo com presteza o que nos é solicitado e disponibilizando a mente e o corpo aos mentores que tanto nos auxiliam nos trabalhos.

Ao ignoramos o quanto a concentração e a atenção nos trabalhos são importantes, sentimos na pele efeitos como dores de cabeça, corpo pesado e até mesmo alguma energia que não fluiu muito bem. Nem sempre a energia pesada está no ambiente, ela pode estar em nós que, dispersos, acabamos absorvendo algo não desejável, mas sempre merecido.

Cada gira tem suas características, cada uma é diferente da outra, e o foco e a atenção devem estar sempre presentes para que, seguindo os preceitos que a casa, os dirigentes e os guias espirituais nos pedem, o trabalho possa ser realizado.

Já em relação aos consulentes, o seu pensamento é de suma importância para o bom andamento da gira, fato que dificilmente podemos controlar, pois sempre há os curiosos e os desinformados, que, em vez de mentalizarem coisas boas, energias positivas e desejarem uma excelente gira tanto aos irmãos consulentes quanto aos médiuns da corrente, têm pensamentos aleatórios, olham o relógio a todo instante, querendo logo ser atendido, utilizam aparelhos eletrônicos, observam o outro consulente que incorporou, e vários outros pensamentos que dispersam a atenção.

A partir do momento que decidimos ir ao terreiro, tanto médiuns quanto consulentes, já devemos estar conscientes da nossa colaboração para o bom andamento do trabalho para nós e para as entidades que se dispõem a nos ajudar. Ao ingressar na casa, devemos refletir em nosso íntimo sobre o que fomos buscar, sobre nossos mentores, e nos atentar ao significado dos pontos cantados, ao bater palmas e a vários outros gestos e pensamentos que fazem a diferença.

Serão sempre bem-vindos: uma prece, um pensamento edificante, uma reflexão cheia de amor, mentalização de energias positivas. São ações fundamentais para que você possa sair do terreiro descarregado, cheio de energia boa e do axé que a gira nos proporciona. Sabemos que não é possível conseguir concentrar-se de um dia para o outro, é necessário um esforço diário, exercer atividades de meditação, de controle da respiração, de controle de pensamentos, etc.

Não tente canalizar seus pensamentos somente quando estiver dentro do terreiro, é necessário treinar para que esta atividade se torne mais fácil de ser realizada. Você pode treinar a atenção em casa, ao ler, ao ouvir uma música, ao caminhar e até mesmo ao dirigir, pois é preciso que estejamos concentrados para que essa tarefa seja cumprida.

Portanto, é de fundamental valor que cada um de nós (médiuns e consulentes) saiba da sua responsabilidade na contribuição para um resultado positivo das atividades programadas pela Espiritualidade maior.

 

 

O Corpo Mental Inferior, também chamado de corpo concreto, é o quarto corpo astral na composição do individuo. Ele se estende além do corpo emocional (estudado na edição anterior) e está ligado, diretamente, aos pensamentos mais instintivos do ser humano.

Pode-se entender que o corpo mental inferior carrega a vivência animal do ser humano e seus instintos primitivos, transformando pensamentos e desejos em ação. Por isso, quando se encontra em desarmonia, promove dificuldades graves de controlar o comportamento, fazendo com que o homem tenha que submetê-lo ao raciocínio superior para conseguir o equilíbrio.

Em outras palavras, pode-se evitar a prática do comportamento desregrado a partir de uma reflexão submetida ao raciocínio superior e analítico, que irá esclarecer as consequências da ação, possibilitando que o individuo decida não agir de forma indevida.

Como exemplo simplório, podemos pensar em um vaso no chão, a percepção do vaso, do mundo externo em que ele se contra, ocorre no corpo mental inferior e, em um primeiro momento, pode-se pensar, instintivamente, em chutá-lo. No entanto, a submissão dessa percepção ao raciocínio superior consegue impedir que a ação seja executada.

De toda forma, é importante exemplificar alguns dos desregramentos que podem ocorrer e danificar o corpo mental: desregramento sexual, uso de drogas, compulsão alimentar, comodismo, etc.

Nesse mesmo sentido, percebe-se que o corpo mental inferior tem a função de englobar as percepções referentes aos cinco sentidos básicos (olfato, tato, visão, paladar e audição), sendo responsável direto pela personalidade do encarnado.

Este corpo é a sede de fenômenos como a cognição mental, memória e avaliação comportamental, possibilitando as percepções simples e objetivas relacionadas às coisas, às pessoas, aos animais, etc, registrando todos os pensamentos de seu dono.

A função supramencionada é fundamental para que o ser se expresse como individuo, pois surge após a fase das emoções e das paixões, para carregar os instintos. Ele irá analisar o mundo ao redor, permitindo que o homem compreenda sua relação com ele, formando sua consciência própria e reconhecendo-se como sujeito.

Além do mais, é importante reforçar a ideia de que o corpo mental inferior é o responsável pelo domínio das emoções humanas, pois utiliza as experiências adquiridas e armazenadas no subconsciente de forma a canalizar os recursos para promover o crescimento como ser.

Concretamente, o corpo mental inferior pode ser visualizado por médiuns clarividentes, geralmente como uma luz amarela brilhante que se irradia próximo à cabeça e aos ombros, podendo se expandir de acordo com a concentração de seu dono em processos mentais, sem falar que pode ser até registrado em fotografias.

Por fim, uma vez que o corpo concreto registra tudo que é externo à pele e traz à tona os instintos do ser humano, transformando pensamentos e vontades em ação, verifica-se a necessidade de mantê-lo em equilíbrio como forma de evitar desvios comportamentais indesejados.

 

Referências:

“Corpo Mental Inferior Ou Mental Concreto” Disponível em: http://estudodaapometria.blogspot.com.br/2012/04/corpo-mental-inferior-ou-mental.html

Centro Holístivo Curae “Corpo Mental Inferior ou Mental Concreto”. Disponível em:https://centroholisticocurae.wordpress.com/tag/mental-concreto/

 

Reflexões Espiritualistas Progressivas “Corpo Mental Inferior”. Disponível em: http://reflexoesprogressivas.blogspot.com.br/2012/04/corpo-mental-inferior-4.html

“A umbanda é a comunicação dos espíritos para a prática da caridade”, Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Por definição, a comunicação entre homens e espíritos e a caridade são objetos intrínsecos e complementares. São as duas asas para o umbandista que pretende alçar voo rumo à evolução espiritual. Todavia, precisamos adicionar o estudo sério e continuado para obtermos as estruturas dos pássaros. A prática aliada ao conhecimento gera a sabedoria.

Tudo isso pode ser obtido no nosso terreiro: estudo sério, comunicações mediúnicas com Pretos-velhos, Exus, Caboclos, Baianos, Boiadeiros, Crianças, Ciganos, e o exercício da caridade.

Mesmo assim, alguns médiuns de incorporação se sentem inibidos, principalmente quando iniciam na corrente ou quando não sabem como lidar com a mediunidade de incorporação durante os instantes iniciais da gira, nos quais é efetuada a reativação das energias nas firmezas das Entidades e dos Orixás.

Essas dificuldades que alguns encontram em lidar com suas sensibilidades nesses momentos têm chamado atenção de Pai Leopold, Sr. Mangueira e Pai Pedro, os quais têm demonstrado grande interesse e certa preocupação. Por isso esses assuntos serão aqui tratados com seriedade e serenidade.

Uma breve observação dos fatos e despretensiosas conversas com alguns médiuns revelaram as principais entropias ocorridas nas comunicações mediúnicas do nosso terreiro: 1. Timidez; 2. Receio do animismo; 3. Medo da mediunidade; 4. Curiosidade; e 5. Não ser médium.

Contudo, apenas conhecer as causas de determinada situação não é suficiente. Precisamos encontrar as soluções para cada uma delas:

1. TIMIDEZ: Ocorre devido a uma preocupação exagerada com a opinião alheia e ao desconforto de ser observado por outros médiuns, tornando-se alvo de críticas e fofocas.  Embora seja um receio natural em todas as pessoas, pode ser superado com ajuda de alguém. Nesse caso, o médium deve buscar a oportunidade adequada e expor a situação para o dirigente espiritual, Pai Leopold, bem como a leitura contínua das obras básicas e de nossa apostila.

2. RECEIO DO ANIMISMO: ânima vem do grego e significa alma, “...é o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns”, na conceituação do espírito André Luiz. Ao considerarmos que o fenômeno mediúnico é a interação entre a mente encarnada e desencarnada, torna-se muito difícil não existir algum componente psíquico do médium durante o intercâmbio. Até os médiuns mais experientes são tomados por certa preocupação, vez por outra, de estar interferindo no pensamento transmitido pela entidade.

O importante é que o médium mantenha a neutralidade, permitindo que a ideia do guia flua livremente. Por outro lado, devemos fugir do cuidado excessivo com o animismo, porque ele pode tornar-se um empecilho para o fenômeno mediúnico autêntico.

3. MEDO DA MEDIUNIDADE: algumas pessoas receiam serem vítimas de mistificação – obsessores se passando por guias – ou de que o processo mediúnico torne-se prejudicial psicologicamente para o médium, porque alguém falou que a mediunidade provoca loucura ou outros transtornos.  Tanto na questão das mistificações quanto nas consequências negativas da mediunidade, é importante salientar que tais situações, embora passíveis de ocorrer, dependem bastante do ambiente psíquico da gira quando o estudo, a seriedade e a observação não acontecem. Kardec afirma que a seriedade dos espíritos comunicantes depende dos propósitos dos participantes da reunião.

Graças a Deus, no nosso caso, as giras são sérias e os guias e dirigentes encarnados, pessoas responsáveis e competentes.

4. CURIOSIDADE: Quando a pessoa gosta de observar o fenômeno nos outros e esquece-se de si mesmo. O risco é que, quem assim age, quase sempre comenta com outros do terreiro e a coisa toda vira maledicência.

5. NÃO SER MÉDIUM: Ou seja, a pessoa não sente ou não percebe a ação dos espíritos. Nunca é demais lembrar que nem todos possuem a mediunidade tão evidente. Em outros casos, a paranormalidade pode estar temporariamente suspensa e os guias aguardando apenas a disposição de trabalho do médium para reativá-la.  

Em qualquer das situações acima, a apostila do ACVE sugere as seguintes atitudes:

  1. Evite a pressa e persista serenamente nos seus objetivos;

  2. Durante as giras, se entregue confiantemente, sem medo de errar, porque dificilmente alguém deixaria suas obrigações e lazeres para desempenhar um papel de médium como um ator vulgar;

  3. Concentre-se exclusivamente na gira.

Por fim, em qualquer dos casos acima, bem como quando há dúvidas quanto ao nome dos guias e dos Orixás, procure se aconselhar com os mentores da casa – Pai Leopold, Sr. Mangueira, Pai Pedro ou demais Pais de Santo.

Em última instância, converse com o dirigente do setor espiritual onde atua, que certamente o encaminhará para uma das pessoas acima. Evite comentários com médiuns sem a devida autorização para orientá-lo, por maior boa vontade que esta pessoa possa demonstrar, e recorra somente às pessoas credenciadas.

Agindo assim, evitaremos a fofoca no terreiro e os consequentes danos aos nossos trabalhos espirituais, ou simplesmente transcrevendo o pensamento de Emmanuel no Livro Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz: “Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os cimos da vida.”

 

 

“O equilíbrio harmonioso e saudável de nossos pontos vitais, nossos centros energéticos, é o que nos dá a estabilidade necessária que precisamos para cumprir nosso papel neste plano, para levarmos a termo o que nos foi destinado, designado pelo nosso Pai e Mestre no cumprimento de nossa missão” (Feitosa, Médium do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde, 2012, sic).

O quarto Chara é o chacra do coração e “tem a função de equilibrar as energias de todos os outros chacras, pois está no centro, tendo abaixo dele três chakras inferiores associados à existência na Terra, e, acima, três chakras superiores, mais sutis e associados ao plano espiritual. É o coração que conecta o Céu com a Terra, é a conexão da espiritualidade através da matéria. Representa o corpo astral” (Serra, 2015).

O chakra cardíaco, ou Anabata, que em sânscrito significa “O Reino do Som Sagrado”, possui 12 pétalas e sua cor é verde, seu elemento é o ar e ele se localiza no centro do peito. No corpo físico, este chacra corresponde ao coração, aos pulmões e à glândula Timo, cuja função é regular o crescimento nas crianças, dirigir o sistema linfático, estimular e desenvolver o sistema imunológico. Ele simboliza a consciência do amor, empatia, abnegação e devoção. Ele nos da a capacidade de se doar e receber, a maturidade emocional, o amor em um nível mais sutil, sem o apego. Seu verbo é amor, na conjugação, Eu Amo.

Neste chacra “entramos no mistério do amor e dos relacionamentos, transcendendo o EGO e viajando com os outros para o interior do divino círculo do coração. Unindo Céu e Terra, Masculino e Feminino, Mente e Corpo, em perfeito equilíbrio.  O coração é um lugar cômodo, terno, profundo, um lugar de compaixão e união. Uma vez acordado, o coração pulsa no ritmo da Vida, pulsando seu amor em todas nossas relações, em nós mesmos e nos demais, na cultura e no planeta, no Humano e no Divino” (sic, Chakras e Kundalini, 2012).

Este chacra, “quando em desequilíbrio, pode produzir patologias, tais como:  síndrome do pânico, câimbras, palpitações, arritmias cardíacas, pressão alta, enfermidade dos pulmões, problemas como colesterol alto, intoxicação, tensão e até a incapacidade de amar.  Bloqueios nesse chakra podem resultar em egoísmo, amor sufocante e chantagens emocionais” (FERNANDES, consultado em 2017).

Algumas das maneiras de manter o chakra cardíaco equilibrado são: efetuar exercícios que fortaleçam os braços e exercícios que giram o dorso superior, como alguns alongamentos.

 

 

O corpo correspondente à alma do ser, denominado corpo astral, está associado aos desejos e sentimentos do ser humano e, embora esteja presente em todas as pessoas, sua densidade varia e se molda ao padrão energético em que se encontram.

Assim, o corpo astral tende a ser invisível e intangível aos sentidos físicos, o que não impede que seja acessado ou visto por encarnados, como é o caso dos médiuns videntes.

O que se vê como imagem do corpo astral, por se relacionar com os sentimentos dos seres humanos, depende do estado de saúde, emoções e paixões de cada um. Esses quesitos serão responsáveis por dar forma e colorir o corpo astral. Por exemplo, bons sentimentos e boas emoções produzirão um corpo astral com cores brilhantes, enquanto emoções ruins o tornam escuro.

De maneira resumida, o corpo astral do homem é um veículo que, à visão do clarividente, não parece muito diferente do corpo físico, está rodeado de uma aura de cores cintilantes e é composto de matéria muito mais fina que física; é o veículo por meio do qual o homem expressa seus sentimentos, paixões, desejos e emoções, servindo como uma ponte ou meio de transmissão entre o cérebro físico e a mente, a qual atua em um veículo de ordem superior- corpo mental.

O corpo astral é aquele que se afasta do corpo físico durante um desdobramento2, o abandono temporário da parte densa do corpo físico ocorre por intermédio do corpo astral, que assume a forma do físico e funciona como uma espécie de veículo.

Tal fenômeno tende a acontecer de maneira inconsciente, mas o ser humano, sempre que desdobrado, poderá valer-se de seu corpo astral para estudar os fenômenos do mundo espiritual. A inconsciência ocorre em virtude da desorganização do corpo astral, estado frequente nos seres humanos, entretanto, quando completamente desenvolvido, pode possibilitar experiências astrais conscientes.  

Então, conclui-se que a projeção de consciência, nome dado ao fenômeno de separação temporária entre o corpo físico e o astral, ocorre no momento em que consciência não está mais desperta, normalmente, na hora do sono, podendo ocorrer também em situações de transe. De toda forma, estando o corpo físico e a consciência despertos, o corpo astral coincide com o corpo físico.

Conforme apresentado inicialmente, sabe-se que o corpo astral varia e se molda ao padrão energético, e esse padrão energético, aliado ao estado evolutivo de cada ser, é capaz de condicionar a consciência do indivíduo a respeito do que acontece no plano astral, quando seu corpo astral está desprendido de seu corpo físico.

Por fim, destaca-se que o corpo astral não se perde após a reencarnação, bem como o fato de que todos os espíritos que trabalham ou são atendidos por intermédio da incorporação possuem o corpo astral, que os mantém no mundo espiritual. Apenas os espíritos mais evoluídos, podem abrir mão desse corpo, mas, nesse caso, passam a se comunicar com os médiuns por intermédio da intuição.

Na próxima edição, passaremos a falar sobre o 4º corpo astral, ou seja, o corpo mental inferior ou corpo concreto.

 

 

POWELL, Arthur E., O Corpo Astral e outros fenômenos astrais”, pg. 5. Disponível em: http://www.lojadharma.org.br/textos_Doc/o-corpo-astral.pdf

2Desdobramento é a capacidade que todo o ser humano possui de projetar a consciência para fora do corpo, utilizando-se dos corpos sutis de manifestação.  Wagner Borges – Viagem Espiritual II.

 

Referências Bibliográficas:

O que é o Corpo Astral. http://dharmadhannyael.blogspot.com.br/2012/03/o-que-e-o-corpo-astral.html

 

Os sete corpos. http://www.gnosisonline.org/psicologia-gnostica/os-sete-corpos/

 

“A alma veste sempre um corpo material, rarefeito.”
(Leibintz)

 

O vocábulo períspirito é um neologismo criado por Kardec para definir a matéria que envolve o espírito e que serve de elo entre este e o corpo denso. A palavra vem do grego peri, que significa “em torno de”; e do latim spiritus, “alma”.

Ao reencarnar, devido às grandes diferenças vibratórias e de densidade entre o psicossoma e o corpo humano, o espírito agrega o fluido vital presente no planeta para dar mobilidade ao corpo. Esse novo elemento é chamado de duplo etérico ou duplo etéreo. Alguns médiuns o exteriorizam sob a forma de ectoplasma, sobretudo no transe mediúnico.

Mediunidade

Se a mente é a base das comunicações mediúnicas, o períspirito é o veículo por excelência para que o fenômeno ocorra. Compensando a frequência vibratória própria com as condições psíquicas do médium, o comunicante transfere emoções, ideias e sensações para o cérebro e demais órgãos do médium. Portanto, uma melhor ou pior qualidade da comunicação depende das condições morais e intelectuais do médium e da evolução da entidade.

Composição

Segundo Kardec, o espírito retira a matéria que compõe seu psicossoma do fluido Cósmico Universal que permeia o espaço entre os corpos celestes. Por outro lado, a física contemporânea deduz que o universo está assim constituído:

Matéria bariônica: 4% (visível)

Matéria escura: 23% (não visível, ainda)

Energia escura: 73%

Considerando que a energia escura está presente em todo o universo e existe em bem maior quantidade que as outras duas, por inferência, ela deve ser o que Kardec chamou de Fluído Cósmico Universal e elemento básico na constituição do períspirito. Essa energia, por apresentar campo antigravitacional, não existe no interior das galáxias. Ela provocou o Big Bang e a constante expansão do Universo. A matéria escura não é visível, tem campo gravitacional de atração e ocupa os espaços entre os astros. Possivelmente, é o que Kardec chamou de fluido vital. A matéria bariônica compõe os nossos corpos, os corpos celestes e tudo que é visível.

Reencarnação

Segundo Hernani Guimarães Andrade, autor do livro A teoria corpuscular do Espírito, a massa do períspirito é cerca de 60g, ou seja, 1.200 vezes mais leve que o corpo humano. Ainda segundo Andrade, o períspirito é o estruturador do corpo físico durante o processo reencarnatório, por isso ele o chama de Modelo Organizador Biológico (MOB).

A literatura espírita esclarece que o psicossoma tem todos os órgãos do corpo somático e mais alguns dos quais este não dispõe. É o caso dos chacras, entre outros. Com um cérebro mais sofisticado do que o do corpo denso, o períspirito, encarnado ou não, registra todos os atos conscientes e inconscientes praticados pelo espírito ou ocorridos no seu ambiente.

Como tudo que vivencia é armazenado no cérebro perispiritual, o espírito conhece o processo reencarnatório aprendido em inúmeras passagens vividas nos reinos animal e hominal. Então, a partir da concepção no ventre materno, ele preside o mecanismo de divisão celular e o períspirito serve de molde para o novo corpo, cujos órgãos, membros, músculos, ossos, vasos se desenvolvem corretamente: dois olhos, boca, nariz, dois braços, órgãos internos, etc, tudo exatamente onde deve estar, obedecendo aos arquivos do MOB.

As memórias, quando geradas por atitudes nefastas, irão produzir lesões no corpo espiritual e, em determinado momento, irão eclodir sob a forma de patologias. São as síndromes congênitas, os cânceres, os transtornos mentais, sob o patrocínio da consciência culpada, que cobra resgate do autor dos débitos, independentemente da presença de um Deus vingativo.

Em contrapartida, as conquistas, os bons sentimentos e os atos meritórios determinarão gravações no períspirito, que se apresentará menos denso, e o reencarnante terá uma vida relativamente saudável, inteligência aguçada, propensão para o bem e um desejo inconsciente de evolução.

 

 

 

“Chacras são locais, pontos que se trabalha no sentido de energização revigorante e equilibrada para transformação, um adequação ou readequação, como a aplicada para se obter um solo fértil, onde tudo possa gerar, possa crescer e se desenvolver em pleno equilíbrio e em harmonia com todos os demais elementos vivos que o compõe, em parceria, fazendo do todo um corpo único, saudável, produtivo, cujo resultado é a garantia de uma vida de qualidade e significado” (Feitosa, Médium do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde, 2012).

Como vimos nos artigos anteriores, o chacra básico tem relação com a nossa forma mais instintiva, nosso eu primitivo, nossa necessidade e força de sobrevivência. É nossa semente mais profunda de onde podemos germinar e virar uma árvore frondosa, com raízes fortes. Já o segundo chacra, o esplênico, tem a ver com a forma como sentimos o mundo, como tudo que está a nossa volta nos afeta positiva ou negativamente. Ele é a semente do movimento, é o que nos faz desejar mudar, mover, transformar a nós e ao mundo.

O terceiro chacra se localiza perto da região do umbigo, possui dez pétalas e é representado pelo elemento fogo. Ele esta relacionado à Ação e ao Equilíbrio, representa avontade do guerreiro espiritual. Por este motivo, seu verbo é fazer, conjugação Eu Faço.

É o “chacra situado no plexo solar, o lótus amarelo chamado Manipura, que significa "joia brilhante". Da terra, passando pela água até o fogo! A divina faísca de consciência inflama das chamas da nossa vontade para queimar toda resistência, revitalizando todo o corpo. Pulsantes chamas de energia nos animam para despertar em nós o poder, para arder em nós, o propósito, para fortalecer nossa vontade. Para manter essa chama viva durante todas as tribulações e provas enquanto queimamos através dos obstáculos em uma crescente liberdade e poder” (Chakras e Kundalini, 2012).

Representa a personalidade e concentra as qualidades da mente racional e pessoal,  da vitalidade, da vontade de saber e aprender, da ação do poder, do desejo de viver, comunicar e participar. É o ponto de ligação com outras pessoas.

Seu desequilíbrio é responsável pelas secreções gástricas desordenadas e disfunções das glândulas salivares. Quando o chacra fica desequilibrado, o sentimento de inferioridade aumenta e as capacidades lógicas e racionais podem diminuir. Atitudes como ambição, gastos compulsivos e ansiedade por status também são reflexo do chacra do plexo solar desarmonizado (FERNANDES, consultado em 2017).

 

Para manter o chacra equilibrado, recomenda-se fazer exercícios de respiração intensa contraindo o diafragma e o abdômen (respiração de fogo), e todos os exercícios que treinam os músculos abdominais.

Para entender um ditado tão duro quanto o título deste texto, creio ser necessário falar um pouco sobre disciplina. Ao procurar no dicionário, eis o significado de Disciplina: “Obediência aos preceitos, às regras. Boa conduta. Respeito a um regulamento; respeito às regras, às normas, àqueles que são seus superiores, etc. Regulamentação que garante a satisfação de indivíduos ou instituições. O conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem em qualquer assembleia ou corporação; a boa ordem resultante da observância desses regulamentos. [Por Extensão] Modo de agir que demonstra constância”.

Conforme crescemos, começamos a ganhar mais responsabilidades e precisamos de disciplina para alcançar nossos objetivos. No nosso caminhar escolar, precisamos de disciplina para passar de ano e, depois, ainda mais para passar no vestibular. Organização e disciplina nos estudos são fundamentais para o êxito. Na sequência, como arrumar um emprego sem ter disciplina para procurá-lo? Com o emprego em mãos, é impossível mantê-lo e posteriormente crescer na empresa se não tivermos disciplina. Alguém consegue emagrecer milagrosamente sem ter disciplina para se alimentar direito e fazer exercícios? Vocês conhecem algum atleta que não tenha disciplina? Não precisa nem ser atleta de alto nível, qualquer um que vá praticar um esporte precisa ter disciplina para evoluir. Poderia listar milhões de outros exemplos, mas o que creio ser o mais importante nessa reflexão é de que em qualquer objetivo, novo ou velho, a evolução está intrinsecamente ligada à disciplina.

Existe a possibilidade de a nossa evolução espiritual não se encaixar nesse padrão? Creio que não. Vamos fazer uma reflexão sobre como está nossa disciplina espiritual/mediúnica? Poderia também listar uma série de perguntas agora, mas responder a um check list não é o nosso objetivo, e sim nos fazer pensar no que temos feito para manter nosso padrão vibratório. Todos nós sabemos que nossa vida é cheia de percalços e situações difíceis, mas devemos lembrar que todas elas são chances de crescimento. É MUITO DIFÍCIL não desejar mal a alguém quando nos sentimos feridos de alguma forma, pois esse é o MAIOR de todos os desafios. Estamos longe de ser Jesus e conseguir dar a face esquerda a todo o momento, mas a busca pela disciplina e de não desejar o mal ao outro deve ser constante. Orai e vigiai!

Qual a ligação disso tudo com o ditado: Quem com ferro fere com ferro é ferido? Estamos no mês em que celebramos o orixá Ogum. Entre várias qualidades, ele é o senhor do ferro e o aplicador da LEI. Existe a possibilidade de aplicar a lei sem ter disciplina? Será que somos tão poderosos quanto Ogum e podemos aplicar a lei ao nosso bel prazer? É claro que não! Mas por muitas vezes nos esquecemos disso. Infelizmente, o ato de apontar o defeito do outro é muito comum. Nos julgamos no direito de venerar ou condenar o nosso próximo. Deveríamos lembrar que quando fazemos isso estamos ferindo o outro com ferro e a lei do retorno é implacável, ou seja, com certeza vamos ser feridos com ferro no futuro. Cabe, única e exclusivamente, a nós o poder de interromper essa “bola de neve” e ter disciplina para rever os nossos próprios atos, pois apenas estes podem ser mudados por nós, já que no outro, nós não podemos modificar nada.

Para encerrar essa reflexão sobre disciplina interna, gostaria de ressaltar que, por muitas vezes, nos esquecemos de que o pensamento é o que temos de mais poderoso. Não precisamos agir de maneira ruim para ferir o próximo, basta um pensamento mal canalizado para gerar uma ferida de ferro energeticamente muito maior do que uma paulada. Vamos sempre lembrar que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Estamos longe de sermos perfeitos, mas devemos sempre ao máximo buscar nos disciplinar no caminho do bem. Quando levar pedradas da vida, devolva flores e faça o seu papel por um mundo melhor. Devemos ter a certeza de que ferir com o ferro nunca será a nossa melhor opção.

 

Nossas três regras são: a primeira, disciplina; a segunda, disciplina; e a terceira, disciplina!

 

 

Continuando o estudo acerca dos 7 corpos astrais, chegamos no segundo corpo astral, conhecido como Corpo Etérico, ou Duplo Etéreo. Esse corpo pode ser entendido como uma segunda pele a partir da qual o corpo físico assume sua forma e é nele que estão contidos os chakras, ou seja, os centros de energia do indivíduo.

Por analogia, podemos afirmar que os órgãos para o corpo físico são como os chakras para o corpo etérico, funcionando como reguladores e fornecedores de energia/força para que o sistema como um todo permaneça em funcionamento.

O corpo etérico absorve energia da atmosfera e distribuí para os demais corpos, por isso precisamos do equilíbrio das energias e sintonia para que seja mantida a saúde do indivíduo. Assim, ele acaba sendo o responsável pela manutenção da vida do ser ligado à carne.

A energia absorvida pelo corpo etérico é denominada prana, é a força vital do universo que será distribuída ao corpo físico a partir do corpo etérico que abastece as reservas energéticas do indivíduo e o permite continuar vivendo.

Além do mais, outra função desempenhada pelo corpo etérico sugere que ele funciona como uma espécie de ponte entre o corpo físico e os demais corpos, possibilitando a troca de informações entre os planos.

Quatro são os níveis que constituem o corpo etérico como um todo e o permite desempenhar suas funções. São eles:

  1. Éter químico: É o nível responsável pela assimilação dos elementos nutritivos dos alimentos e da respiração para o crescimento e manutenção do corpo. É também responsável pela excreção dos materiais contidos nos alimentos que são impróprios para o corpo ou que já exerceram seu papel. Tais processos não dependem da vontade do homem e são puramente mecânicos.

  2. Éter de vida: É responsável pela manutenção da forma individual, funcionando como o meio de operação das forças que permitem a manutenção das espécies e sua propagação. Assim, atuam de uma maneira nas mulheres e de outra nos homens. As forças atuam nas mulheres (polo positivo) no período de gestação para que se tornem capazes de gerar um novo ser e no homem (polo negativo) possibilita que seja capaz de produzir o sêmen.

  3. Éter Luminoso: Responsável por gerar o calor do corpo (polo positivo) e possibilitar a manifestação dos 5 sentidos básicos do corpo físico, visão, audição, tato, olfato e paladar (polo negativo).

  4. Éter Refletor: Responsável por manter as memórias e pensamentos do indivíduo. A natureza os grava no Éter refletor, construindo a sua história com recordações que nada mais são do que reflexos das memórias da Natureza.

Por fim, tem-se que a relação do corpo etérico com o corpo físico é de interdependência, assim como o corpo físico não tem vida sem o corpo etérico o abastecendo de energia vital, o corpo etérico se desintegra com o desencarne, haja vista não haver mais a ligação com o corpo físico.

 

Referências Bibliográficas:

“Os sete Corpos”

Disponível em: http://www.gnosisonline.org/psicologia-gnostica/os-sete-corpos/

“Equilíbrio Interior”

Disponível em: http://www.equilibriointerior.net/index2.php?id=34

“Duplo Etérico e os Corpos Sutis”

Disponível em: http://www.neas.org.br/wp-content/uploads/2013/04/Duplo-e-CorposSutisv-7-e-8.04.13.pdf

 

Nesta jornada através dos chacras aprendemos que o Básico lida com a nossa relação intima como individuo, de como nos reagimos ao mundo. Ele que nos conecta com a matéria e dá o suporte para sobrevivermos à jornada da vida.

E, na medida em que nos distanciamos do chacra anterior e de sua ligação com a terra, suas vibrações vão se tornando mais sutis, gradativamente, partindo do projeto à ação, do instinto à emoção.

Chegamos ao chacra de cor laranja, que possui seis pétalas, ele é chamado  “Swadisthana”, que significa “nosso próprio lugar”. Este chacra esta localizado na região do baixo ventre e representa a semente do movimento. Ele desperta nossas emoções, sensações, desejos, necessidades, prazer, sexualidade e o cuidado e possui conotação fluida moldável, mutável. O verbo do segundo chacra é SENTIR na conjugação “eu sinto”.

“Este Chacra está relacionado com o elemento água e representa a natureza dual  da existência. Em constante ascensão e fluxo de polaridade. Opostos atraindo-se, movendo-se e flutuando um para o outro. À união primitiva para fundir-se juntos em um só ser. Aqui chegamos ao fluxo principal der energia da Força Vital (...). Arrastada pelas correntes da alma, urgida por nossos desejos e aflições. Ao nivel do 2º Chakra, kundalini serpenteia e de uma só vez une e divide, criando o eterno Yin – Yang da existência”. (sic, Chakras e Kundalini, 2012)

O chacra deste estudo, conforme dito por Lakshimi (2012), rege nossa relação com a água, com relacionamentos vinculados ao afeto, aos sentimentos, a sexualidade, reprodução, alegria, criatividade, sendo o próximo passo além do projetar, que é tornar real.

Quando bem equilibrado, este chacra traz a assimilação de novas ideias, a possibilidade de relacionar-se, interagir, a aceitação de si mesmo, aceitação do próprio papel no mundo e em uma relação. Quando em desequilíbrio ele oferece rejeição a tudo que represente o “novo”. Medo, repugnância pelo próprio corpo, dificuldade de relacionar-se, mágoa, rejeição, isolamento, e fisicamente, cólicas renais, cistite, desequilíbrios hormonais, problemas circulatórios, problemas na bexiga e no aparelho reprodutor e urinário, em geral.

Para reequilibrá-lo ou mantê-lo equilibrado, deve ser mantido contato com o Elemento Água, fazendo trilhas por rios, praias, e cachoeiras, praticando esportes como natação, mergulho e apneia. Abra-se às novidades, integre-se ao meio, à natureza, dê vida a seus projetos, crie, vivencie suas emoções, evite sentimentos de mágoa e rejeição, procure o convívio com as outras pessoas, se aceite como é.

Para nos conectarmos com o divino é necessário termos consciência de como as coisas e pessoas nos influenciam e afetam, e é o chacra Esplênico, o 2º chacra, que nos permite isso.

 

 

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