Orientações (18)
Os sete mandamentos do Umbandista
1 – Conservar o corpo, mantendo a higiene mental.
2 – Conservar o corpo, mantendo a higiene física.
3 – Praticar exercícios físicos regularmente.
4 – Manter uma boa alimentação.
5 – Proporcionar repouso adequado.
6 – Ter lazer com moderação.
7 – Manter atitude de oração e prece constantes.
a) Igualdade entre os seres;
b) Assistência social como forma de promover a evolução humana;
c) Estudo científico, técnico, cultural e moral como forma de desenvolvimento das potencialidades humanas;
d) Preservação do Planeta como forma de manutenção da vida.
Objetivos da Associação (Estatutários):
- Promover assistências sociais, médicas e odontológicas, culturais, educacionais e de formação profissionalizante às famílias e pessoas carentes através de profissionais habilitados;
- Promover e apoiar atividades e eventos relacionados com o estudo e aprimoramento espiritualista e/ou afins, utilizando tecnologias e meios diversos de divulgação, esclarecendo os ideais e princípios espirituais cristãos trabalhando pelo aprimoramento da igualdade e dos bons costumes, para a evolução do ser do humano;
- Apoiar a divulgação de obras concordantes com seus princípios;
- Estimular e promover a caridade espiritual, moral e material;
- Conhecer a importância das consequências dos atos das pessoas na natureza para a preservação do Planeta, por meio de estudo, campanhas e outras formas, para a devida conscientização coletiva;
- Respeitar as leis naturais, ambientais e civis que regem a sociedade.
O Ação Cristã Vovô Elvírio é uma Associação civil com tempo de duração indeterminado, com personalidade jurídica, orientadora, espiritualista, de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, CNPJ 09.598.578/0001-66.
Para doar qualquer quantia:
Banco do Brasil
Agencia: 1419-2
Conta corrente: 430.021-1
PIX: 09.598.578/0001-66
Quantas vezes já escutamos nossos pretos velhos falarem sobre o evangelho ou culto no lar? Nossos pretos velhos sempre pedem que reservemos alguns minutos do nosso dia para a leitura do evangelho. Mas, afinal, qual é a real importância dessa reunião?
Uma cartilha da Federação espírita sobre o evangelho cita estas funções: aproximar-nos dos ensinamentos de Jesus e criarmos laços com nossos familiares, pois este é um momento em que a família se reúne para compreender os ensinamentos de Cristo.
Também tem como função proporcionar-nos momentos de paz, energizar, limpar nosso lar de sentimentos e energias desequilibradas, dar-nos o amparo necessário para as dificuldades materiais e espirituais, manter-nos sempre vigilantes e em oração, elevar nosso padrão vibratório e ajudar no plano espiritual, encaminhando os espíritos que necessitam de ajuda.
Mas como devo fazer o culto?
Reserve um tempo do seu dia e da sua semana para fazer o culto no lar, ele não necessariamente precisa ser extenso, alguns minutos que você guardar para ler o evangelho já será benéfico para você e sua família. Abra o evangelho, leia e discuta com seus familiares, coloque sempre um copo com água, para que, ao final da reunião, vocês bebam. Inicie com uma prece e termine sempre com uma prece de agradecimento. Faça sempre no mesmo horário e no mesmo dia.
Dicas de livros para serem usados:
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O evangelho segundo o espiritismo -Allan Kardec;
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Vinha de luz – Francisco Cândido Xavier
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Abrindo portas interiores – Eileen Caddy
Referências:
O Evangelho no lar – Práticas e vivência espírita; Paizan, Humberto C.
Campanha espírita - o evangelho no lar e no coração
As religiões de descendência africana, em especial a Umbanda e o Candomblé, avaliam de formas diversas a atuação dos orixás no decorrer de cada ano. Todos os anos, são levantadas divergências e discussões acerca do orixá regente do ano, diferenças estas que nascem nos hábitos de cada terreiro ou centro.
As formas de identificar o orixá regente do ano são inúmeras, na Umbanda, majoritariamente se faz uso da astrologia, seguindo a orientação dos astros, enquanto que, no Candomblé, majoritariamente se utiliza dos búzios.
O meio utilizado e a interpretação das respostas logicamente acabam por trazer resultados divergentes, devendo todos serem respeitados e estudados, a fim de uma correta compreensão.
Há indicativos de atuação intensa de Xangô, Nanã e Ogum no ano de 2019, porém, para a Umbanda, trata-se de um ano sob a regência do Orixá Ogum, tendo em vista a atuação e a regência de Marte, astro ligado à energia de Ogum.
Sob a regência de Ogum, trata-se de um ano de muita atividade, um ano para desobstruir os caminhos fechados e abrir caminhos novos. Ogum age na Lei Divina, ou seja: na Lei do Amor, luta pela ordem, pela evolução, pelo recomeço abençoado.
É importante lembrar que, para alguns recomeços, é necessária a destruição do antigo e Ogum vem auxiliar neste momento de transição. É um ano para lutar contra as más inclinações morais e materiais, abrindo um novo caminho para um novo começo.
Ogum dá força àquele que quer se libertar das amarras pessoais, dos vícios, das dores morais, que busca crescimento moral. Ogum conduz os que persistem e que não querem desistir dos objetivos traçados, fortalece o coração e a mente daqueles que buscam vencer as guerras morais e disciplinar a vida.
A energia de Ogum, além de disciplinadora, tem um viés explorador, curioso, descobridor, que traz certa impulsividade aos seus filhos. Sendo assim, cientes da vibratória regente, deve-se buscar a racionalidade e o equilíbrio, utilizando esta grande energia regente para realizações positivas, pois esta é a vertente do ano e de Ogum: AÇÃO, REALIZAÇÕES POSITIVAS, VENCER.
Lutemos com toda a força da alma contra as más inclinações e atitudes que não engrandecem o espírito, na certeza de que Ogum nos auxiliará em nosso crescimento e em nossas necessidades, tanto materiais quanto espirituais.
Assim como já descrito algumas vezes em outras edições do nosso jornal, médium é todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos (Cap. XIV – Dos médiuns, em Livro dos médiuns, de Allan Kardec). Já a mediunidade é o nome atribuído a uma condição humana que possibilita a comunicação entre encarnados e desencarnados, dessa forma, sendo uma faculdade dos médiuns.
O médium deve sempre buscar uma conexão cada vez melhor com a espiritualidade. Preparar-se, dedicar-se, aperfeiçoar-se, crescendo espiritualmente, mudando hábitos e aumentando seu conhecimento, de modo a favorecer e melhorar, como ferramenta que é, toda mensagem que os espíritos desejam trazer.
Para desempenhar o seu papel mediúnico, é preciso sempre buscar o equilíbrio e a conexão com uma sintonia serena e adequada à realização do trabalho. Uma das formas para que essa conexão aconteça da melhor maneira possível é por meio da alimentação.
Assim como a cromoterapia (tratamentos através das cores) e a aromaterapia (tratamento através dos cheiros), a alimentação também é uma maneira direta de tratamento (por meio do alimento, para as nossas células, órgãos e tecidos). Muito além de sermos o que comemos, somos o que digerimos e absorvemos.
No que diz respeito à mediunidade, de acordo com o livro “Viver é para sempre”, de Carlos A. Baccelli e Paulino Garcia, o indivíduo que come demais prejudica a memória. E isso se deve ao fato de que tudo em excesso vira toxina, que, uma vez liberada no organismo, prejudica o funcionamento do nosso corpo, da nossa mente, além do bom desenvolvimento da mediunidade. Em um ponto desse mesmo livro, os espíritos que ali relatam as situações chegam a destacar que nós, encarnados, quando realizamos um consumo exagerado de alimentos, nos tornamos um “prato cheio” para espíritos obsessores, pois ficamos mais vulneráveis às vampirizações.
Somos médiuns 24 horas por dia, todos os dias da semana, e a manutenção de uma boa alimentação, além de gerar saúde e qualidade de vida, facilita consideravelmente a nossa prática mediúnica. Claro que isso leva em conta a individualidade, rotina, alergias, intolerâncias e preferências alimentares de cada um, mas, de modo geral, pelo menos nos dias de trabalho mediúnico, é interessante evitar o consumo de alimentos de difícil digestão e formadores de toxinas, tais como: carne, café, chocolate, frituras e alimentos gordurosos.
A questão 722 do livro dos espíritos aborda o seguinte: “a abstenção de certos alimentos, prescrita entre diversos povos, é fundada de razão?” A resposta: “tudo aquilo com o qual o homem pode se nutrir, sem prejuízo de sua saúde, é permitido. Mas os legisladores puderam interditar certos alimentos com um fim útil e, para dar mais crédito às suas leis, eles as apresentaram como vindas de Deus.”
A alimentação do médium é indispensável e, desde que coma sem excessos e respeitando suas particularidades, nada lhe fará mal. O equilíbrio e a moderação são como bênçãos de Deus em tudo o que existe. A alimentação deve obedecer ao bom senso, pois a gula retarda a inteligência, enfraquece os sentimentos e, na alimentação da alma, os resultados são os mesmos.
Desse modo, nós sabemos da existência do livre arbítrio e cada um sabe os alimentos que fazem bem ou mal para o corpo, para o rendimento ao longo do dia e consequentemente para o trabalho com a espiritualidade. Assim, se sabemos de alguns alimentos que prejudicam, de um modo geral, a nossa digestão, é melhor evitá-los, fazendo com que as conexões fluam de forma completa e leve.
“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”.
Hipócrates
Médium Érika Guedes Freire
Nutricionista - CRN nº 9007.
Assim como descrito na edição passada do nosso jornal, uma das formas para que a conexão com a espiritualidade aconteça da melhor forma é através da nossa alimentação. Como você tem se alimentado no seu dia a dia? E, nos dias de trabalho mediúnico, muda algo na sua alimentação? O que precisamos lembrar é que somos o que repetidas vezes fazemos e quanto melhor for a nossa alimentação de um modo geral, melhor a nutrição das nossas células, tecidos e consequentemente melhor a nossa saúde, facilitando uma perfeita conexão com a espiritualidade.
Para o dia a dia, o ideal é que a sua alimentação seja pensada de acordo com a sua rotina, se estuda, se trabalha, se realiza algum tipo de atividade física, para melhorar a qualidade do seu sono, para melhorar a concentração, diminuir qualquer sintoma que apresente por ter uma ou outra doença crônica, enfim, existem inúmeros fatores que precisam ser pensados para que a sua alimentação diária seja ideal para você, pois você é único.
Nos dias de trabalho mediúnico, é ainda mais específico. Pense que você é um instrumento de trabalho e quanto mais saudável estiver, mais fácil será essa conexão com os seus guias. Nesses dias o ideal é evitar carne vermelha, gorduras, frituras e doces, por serem alimentos de difícil digestão; alimentos enlatados, embutidos (presunto, salame, salsicha) e industrializados de um modo geral, principalmente pela grande concentração de sódio e poucos nutrientes que apresentam; nesses dias refeições muito volumosas também não são indicadas, devido à lenta digestão e absorção, o que pode favorecer o aumento do sono, moleza e, dependendo da quantidade, até algum mal-estar como dor de cabeça, náusea e vômito.
Mas o que comer nesses dias? Comece o seu dia se alimentando bem, o café da manhã é a primeira refeição que realizará. Alimentos como frutas, iogurte, castanhas, ovos, chás, vitaminas de frutas, queijos, todos esses alimentos você pode consumir logo pela manhã. No seu almoço, opte prioritariamente pela salada e legumes, eles precisam ser a base da sua alimentação, em seguida, se você come proteína animal, opte por peixe ou frango (por serem de mais fácil digestão), arroz e feijão. Se possível, evite beber líquidos junto com as refeições, esse hábito prejudica a sua digestão. Para o lanche da tarde, caso sinta fome, as frutas e castanhas são boas opções, além de muito práticas. E, assim, você esquematiza todo o seu dia de forma saudável.
Mude, faça algo por você. Sua saúde e a espiritualidade amiga que te acompanha agradecem.
Médium Érika Guedes Freire
Nutricionista - CRN nº 9007.
Estamos lidando, dentro e fora dos nossos consultórios, com grupos de pessoas aflitas, já alcançadas pelo desânimo e que buscam ajuda, sentindo-se sufocadas pelos últimos acontecimentos impactantes, verificados em Brasília, no Brasil e no mundo. Na ótica de alguns, o mal estaria dominando a humanidade. Outros chegam a afirmar que "agentes das trevas" estariam no comando ("as bruxas estão soltas"), que nada mais se pode fazer para ajudar o bem a triunfar e que as forças do bem são minoria em todo o orbe.
Não falta, até, quem assegure haver chegado o APOCALIPSE, o fim dos tempos, devido à agressividade incontida, que já vem acontecendo, até, entre irmãos da mesma nação e explode nos estupros, assaltos, sequestros, massacres, etc. Milhares de pessoas estariam morrendo de inanição, em vários continentes, vítimas do desamor generalizado.
Contudo, a realidade tende a não ser bem essa pois, o que os fatos dolorosos, por vias indiretas, nos vêm demonstrando é que ponderável parte da atual população planetária é constituída por pessoas de boa índole, buscando progredir,
melhorar o seu "eu" interior, FAZENDO A CARIDADE MATERIAL E ESPIRITUAL, conservando o respeito e o amor ao semelhante, achando-se, portanto, mais próximas dos parâmetros do bem.
Evidentemente, os perfeitos não são deste mundo! Mas, embora imperfeitos, caminham os bons, humildes, fraternos, enfim, os de boa vontade, para se tornarem (por menos que as contundentes calamidades sugiram) majoritários, na Terra. O bem jamais será definitivamente vencido. Acontece, apenas, que os meios de comunicação, que tornam o mundo, como disse Mc Loure, uma "ALDEIA GLOBAL", dão destaque ao que mais fatura, que ainda é o escândalo e a tragédia.
A ferocidade humana foi objeto de curiosidade e, até, de divertimento, em tempos idos, quando, por exemplo, a turba urrava, histérica, diante da entrega dos cristãos às feras, ou quando gladiadores eram obrigados ao mútuo extermínio, nos circos romanos. Hoje, embora haja tristes resíduos, como touradas, “tiro ao pombo", etc, observamos grande melhoria no comportamento e na sensibilidade das pessoas.
Aquela causa primária e inteligência suprema do universo, a que muitos chamamos DEUS, dotou-nos de todas as condições para agir, amar e vencer. Precisamos acreditar na capacidade que temos; reflitamos sobre isso! Não sigamos os que vivem desalentados, os pessimistas, que se sentem irremediavelmente derrotados.
Acionemos as nossas forças construtivas, pensando somente no que é bom e nobre! Aprendamos a perceber as qualidades dos outros e o lado bom das coisas. Confiemos, sem vacilações, na nossa energia renovadora, que emana desse DEUS a que nos referimos, e que nos cumpre exercitar. Só assim, conseguiremos reduzir a dor, no nosso íntimo e ao nosso redor. Libertemos o lado bom, predominante na maior parte de nós. Participemos, levando filhos e amigos, de movimentos de solidariedade prática, tais como “Comitês contra a fome e a miséria”, “Ação Social do Planalto", etc. E estaremos combatendo, em nós, o abatimento e, na comunidade, a pobreza absoluta, a delinquência e outros flagelos sociais que nos agridem doentiamente o psiquismo. Essa a melhor das terapias para o medo e o desânimo que ameaçam escravizar o nosso dia a dia!
Meus filhos, não esmoreçam! Pois a humanidade precisa de preces e orações.
Há pessoas muito próximas de todos nós que passam por situações que não imaginamos.
Por isso, peço que não desanimem nos trabalhos espirituais. Se coloquem no lugar dessas pessoas que passam por dificuldades e batem à nossa Casa com pedidos de auxílio.
Não esmoreçam! Façam muitas preces e orem por todos e para todos.
É natural do ser humano a busca por esclarecimentos acerca do incompreendido, desde o controle do fogo até o estudo da composição mais ínfima da matéria.
Paralelamente a isso, a sensação de um ser superior unida à impossibilidade de explicar alguns fenômenos fez com que surgissem diversos tipos de cultos a deuses que controlariam esses fenômenos, como o Deus do Raio, do Trovão etc, e, assim como na sociedade humana, cada forma religiosa possui seus ritos, regras e hierarquia, visando organizar a conexão com o Divino.
Cada religião traz sua peculiaridade na forma de encontrar Deus, com suas variações, mas quase mantiveram a necessidade de organização e de regras baseadas em seus preceitos e crenças ao longo do tempo. As religiões e seus templos, no estágio atual de evolução terrestre, ainda são, para muitos, o local onde se abre a conexão com o divino e ali pode-se sentir e receber as bênçãos necessárias de acordo com a fé de cada um.
Porém, quando entramos em qualquer templo religioso, temos o respeito ao local e principalmente às regras que ali vigoram. Como exemplo, temos: falar baixo, não encostar ou pegar em objetos, transitar apenas onde é permitido, usar vestimentas apropriadas. Sabe-se ainda que, para aqueles que atuam em alguma religião, as regras são ainda mais rígidas, como as regras do celibato para os sacerdotes católicos.
A Umbanda não difere, nesses quesitos, de outras religiões. Por ser uma religião que recebe a todos independente de crença anterior ou qualquer “conversão” para se frequentar, ela traz elementos vistos em várias religiões. Sua constituição é abrangente, formada por regras e locais sagrados, onde são realizados os trabalhos. Ao entrar em um Terreiro ou Tenda de Umbanda, deve-se ter o mesmo respeito de quando entrar em uma mesquita ou igreja... todos são lugares de cultos e busca de encontro com Deus.
Além do respeito ao local onde se realiza o trabalho, deve-se estar atento às regras de cada local. Sendo trabalhador ou apenas um participante do trabalho do dia, faça somente aquilo que é permitido. Se você for participante ou consulente, não toque nas imagens e nos locais em que elas ficam, procure manter o silêncio e a oração durante os trabalhos, desligue seu celular e, em caso de dúvida, solicite esclarecimento de algum trabalhador da casa.
Já os médiuns devem lembrar-se do compromisso firmado quando da solicitação para ser trabalhador da casa. Todos ouviram: “Somos um grupo de estudo que trabalha”. Esta é a definição do grupo Ação Cristã Vovô Elvírio. A regra principal é a exigência do estudo para um melhor trabalho espiritual. Assiduidade é outra regra exigida em todas as religiões, pois como seria ir a uma missa e receber a notícia que o Padre não foi? Quando se opta por labutar em um propósito religioso, é essencial a manutenção da frequência nos trabalhos.
Além disso, salvo exceção autorizada pelo dirigente de nossa casa, Pai Leopold, é proibido frequentar outros terreiros sendo médium trabalhador do ACVE. Cada dirigente tem sua linha de trabalho, tanto energética como doutrinária, e essa mistura pode não trazer bons resultados tanto para os médiuns quanto para as casas.
Outra proibição é qualquer tipo de atendimento ou incorporação em casas residenciais ou em locais que não sejam oficiais do ACVE. Todo aquele que trabalha no Ação Cristã se torna um elo da corrente e mantém-se ligado aos outros todos. Seu lar, trabalho, ou onde seja, não são locais apropriados para trabalhos e atendimentos mediúnicos, pois podem facilitar a influência de espíritos desviados que podem até se passar por mentores.
Por último, e para todos, deve-se lembrar do compromisso. Compromisso é se dedicar em tudo aquilo que for possível para viabilizar que o trabalho ocorra da melhor forma. Da limpeza dos banheiros até a incorporação mediúnica, existem diversos tipos de trabalhos e cuidados a serem realizados para que o atendimento fraterno aconteça.
Então, respeite as determinações do ACVE. Siga as instruções passadas. Sane as dúvidas que possam surgir sobre qualquer coisa. Mas, para todos, consulentes e médiuns, existem regras e determinações a seguir. Busque encaixar-se nelas, proponha e sugira melhoras naquilo que acredita que possa melhorar. Trabalhe e auxilie naquilo que deve ser melhorado. Mas se mesmo assim não conseguir se encaixar e seguir o que a casa determina, repense a sua participação. Todos são e serão sempre bem-vindos, mas todos devem seguir regras.
Mais ...
SOU MÉDIUM DE UMA CASA. POSSO VISITAR OUTROS TERREIROS?
Escrito por Luiza CruzVisitar outros Terreiros é uma questão importante na Umbanda. Mas antes de começar a responder esta questão, vamos olhar para o sentido da palavra e para nossa vida cotidiana.
O que é visita? Visita no Dicionário Aurélio é “Ato de ir a algum lugar (com alguém ou não) para apreciar algo ou alguém”.
Esta é uma questão que aflige alguns Terreiros. Todos nós (ou a maioria de nós) gostamos de receber ou fazer visitas.
Geralmente visitamos lugares novos, casa de amigos, parentes, etc. A visita pode ser: rara, contínua, de tempos em tempos, de surpresa, combinada, demorada, longa, etc. Não importa! Visita tem em si um caráter positivo que é “matar saudades”, “reencontrar algo ou alguém”, “colocar o papo em dia”, “recordar um fato ou paisagem”, etc.
Na religião, em especial na religião de Umbanda é sabido que cada casa tem:
– Sua doutrina;
– Seus costumes;
– Seus ritos;
– Suas regras;
– Seus fundamentos;
– Seus valores;
– Etc.
Conversando com outros dirigentes de Terreiro, pudemos coletar alguns pontos a favor e pontos desabonadores sobre a prática de visitar outros Terreiros. Vamos analisá-las?
PONTOS POSITIVOS
Ninguém é dono da verdade absoluta. Se uma Casa de Umbanda abre para prestar a caridade, partimos da premissa que lá também seja uma Casa de Deus. A maldade não está na religião, mas em seus frequentadores.
Visitar outros Terreiros pode e certamente agregará valor e conhecimento.
Visitar outros Terreiros nos ajuda a manter os laços de amizade material e espiritual (pois, às vezes, nossos amigos e familiares não necessariamente irão trabalhar no mesmo Terreiro que a gente), agrega troca de energia, aprendemos outros rituais, formas diferentes de louvar o Orixá, etc.
PONTOS DESFAVORÁVEIS
Mistura e confusão de fundamentos, incentiva a comparação, confunde regras e formas de conduzir ritos, etc.
Para alguns Pais de Santo o excesso de visitas deixa o médium até à mercê de cargas e misturas de energias que podem colocar em risco o desenvolvimento do médium.
Fofocas, distorção de informações, quebra de sigilo sobre as magias e mirongas de uma Casa também podem ser pontos negativos se a pessoa que visitar outros Terreiros não tiver muito bem estruturado os valores desta religião.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando uma pessoa escolhe uma determinada Casa para trabalhar ela está dando aceite a tudo que ela representa. Ao entrar para uma Casa, o médium está assumindo os compromissos daquela Casa.
Quando um Guia se firma em uma Casa ele está dizendo ao médium que ali será seu local de trabalho. Por outro lado, quando o Guia e mentor espiritual diz que é hora de sair, esta ordem também é seguida.
Muitas vezes a Umbanda será nosso chamado, mas não necessariamente em uma determinada Casa.
Se você gosta de visitar outros Terreiros com grande frequência, deve se perguntar se é a hora de assumir compromissos com uma Casa ou não.
Terreiro é igual a um casamento: podemos ter amigos, porém se preferimos as baladas ao invés do matrimônio, é de se perguntar se não é melhor ficar solteiro. Quando assumimos o compromisso com uma Casa, assumimos o compromisso com tudo que ela representa.
Algumas pessoas “batem cartão” em Terreiros acreditando que a quantidade de vezes que se consulta ou que dá passagem a seu Guia é que determinará a qualidade da sua incorporação ou o grau do seu merecimento.
Estão enganados. Não é a quantidade de vezes que a gente fala com um Guia ou visita uma Casa que determina a nossa missão.
Umbanda é evolução e evoluir remete à mudança de comportamento. Se não conseguirmos cumprir e respeitar uma Casa como queremos ser respeitados?
Se não conseguirmos zelar pela força da nossa Casa, como vamos pedir força? Se não conseguirmos confiar como vamos exigir confiança?
Umbanda é uma religião onde fica claro que recebemos do mundo tudo aquilo que emanamos. Tudo aquilo que vai para o universo, o universo devolve para você.
O certo versus errado varia de Casa para Casa. Portanto, na dúvida sobre poder ou não visitar um determinado lugar, sempre consulte o Pai de Santo da sua confiança, ainda mais se estiver compromissado com uma Casa.
Afinal de contas, mais do que respeito, este “Pai” é o responsável por tudo que acontecer com você. Daí o nome “zelador de santo”. Ele (a) é quem zela pela sua coroa, seus Guias e mentores.
Texto publicado originalmente por Eduardo de Oxóssi no Blog do Baiano Juvenal
Vemos todos os sábados nossa casa cheia de consulentes em busca de auxílio para problemas do corpo e/ou da alma. Muitos chegam trazidos por alguém da família, algum amigo ou por indicação de alguém. E cheios de esperança, assistem da consulência com um misto de fascínio e receio tudo o que se passa no Congá, nas Firmezas e na Tronqueira. E, assim, voltam, sábado após sábado, até finalmente entrarem para a corrente, iniciando desta forma no trabalho do bem e da caridade no nosso Terreiro. Antes de subir ao Congá pela primeira vez, o Médium iniciante recebe as orientações e apostila contendo informações e normas da Casa. E, mesmo tendo esperado tanto por esse momento, a hora de subir no Congá – esse lugar que antes fora tão fascinante - agora lhe parece amedrontador. O coração a sair pela boca e o receio de fazer ou falar alguma coisa que não deve.
E assim começa a saga dos médiuns novos no Terreiro. Ele entra tímido, sente-se deslocado e algumas vezes até envergonhado, achando que todas as pessoas do terreiro o estão observando. Os trabalhos começam e ele não sabe bem como se portar, mas a batida dos atabaques o leva para algum lugar que lhe parece familiar. Quer perguntar alguma coisa para o Irmão ao lado, mas e “se ele achar que eu não sei de nada, e se ele não gostar de mim, e se...” São tantas as dúvidas e tão grande a vergonha, que ele prefere ficar quietinho, observar e fazer o que todos estão fazendo, mesmo que naquele momento aquilo não lhe faça sentido algum. E nós, médiuns mais antigos de casa – e isso não quer dizer melhores -, como humanos que somos muitas vezes até reparamos no seu deslocamento, na incorporação muitas vezes sem tanto controle do novato, afinal ainda não é um cavalo domado. Chegamos a nos impacientar com alguma atitude dele e até nos afastamos para que não pensem que compartilhamos daquilo. Em outras palavras, deixamos o Irmão recém-chegado à mercê da própria sorte.
Certa vez, ouvi um médium falar para outro que ali no terreiro você aprende a ser rejeitado. Como assim? Não somos todos Irmãos com um mesmo propósito? Trabalhamos na seara da caridade, segundo os ensinamentos do nosso Grande Mestre? É uma grande falha nossa, que já estamos na casa há mais tempo deixarmos que um Irmão de Fé se sinta dessa forma excluído. Devemos, por tudo o que aprendemos e pelo que trabalhamos, acolher sem julgar, ajudar sem menosprezar, ter caridade com o próximo tão próximo. Fazer o bem sem olhar a quem. Claro, às vezes, no calor do trabalho, não temos como dar um suporte àquele que está ao nosso lado, num momento de distração você simplesmente passa despercebido por alguém, mas nada justifica deixarmos alguém desamparado, sem o mínimo de suporte e calor humano ao longo do tempo. Todos temos aqueles aos quais nos simpatizamos e nos afinizamos mais. Têm aqueles Irmãos que são mais sérios, tímidos que os outros e não têm tanta facilidade de socialização. Tudo isso é normal. Mas é injustificável que alguém ao nosso lado se sinta invisível e abandonado de tal maneira que ache “normal” aprender a ser rejeitado!
Precisamos nos lembrar de que se hoje nós somos médiuns “antigos”, e eu tenho apenas pouco mais de um ano de casa, um dia também fomos novatos. Um dia também estivemos pela primeira vez no Congá, com nossas incertezas e nossas inseguranças, e certamente algum Irmão nos estendeu a mão. Mais do que nunca, a frase “Viver para Aprender, Aprender para viver” deve estar presente em nossas vidas, no nosso dia a dia. Aprender a tratar a todos como irmãos e semelhantes, e viver para fazer isso todos os dias, inclusive dentro do nosso próprio Terreiro.
O carnaval é anterior à era cristã. A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã. No Egito, na Grécia e em Roma, pessoas de diversas classes sociais se reuniam em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem às mais diversas libertinagens. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de todas as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria.
Na Roma antiga, escolhia-se o homem mais obeso da cidade – simbolizando a fartura, o excesso e a extravagância – para representar o deus Momo no carnaval, ocasião em que era coroado rei. Durante os três dias da festividade, ele era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. A Igreja Católica buscou, então, enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
Na Idade Média, o carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.
E então, afinal de contas, o umbandista pode ou não pode brincar o carnaval? Pode se divertir nesta data?
Os Espíritos Superiores nos esclarecem que estamos o tempo todo em companhia de legiões de seres invisíveis recebendo boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontramos. Essa massa de espíritos inferiores aumenta consideravelmente nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Logo, seria ingenuidade de nossa parte julgar que a participação nas festas carnavalescas não acarreta nenhum mal à integridade psico-espiritual dos médiuns. Esse prejuízo não aconteceria se todos brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente. Entretanto, podemos também, pelo mesmo processo de sintonia de pensamento, obter o concurso dos bons espíritos, aqueles que agem a favor dos indivíduos em nome de Jesus. Para isso, basta estar predisposto a suas orientações, atentos ao aviso de "orar e vigiar" que o Cristo deixou há dois mil anos.
Podemos, sim, perfeitamente termos um momento de descanso e descontração do físico, sair um pouco da rotina pesada de trabalho, estudo, numa oportunidade de maior interação com a família e amigos. A felicidade é sempre bem-vinda. O que está vetado são os exageros. Evitem os excessos de toda natureza, pois qualquer desajuste que realizemos, será refletido na energia de toda corrente mediúnica e, principalmente, nos nossos dirigentes. Assim, façam suas proteções, seguranças, firmem suas Esquerdas, firmem suas forças, acendam a vela para o Anjo Guardião (PARA ISSO, BUSQUEM SEMPRE A ORIENTAÇÃO/AUTORIZAÇÃO DO DIRIGENTE DA CASA QUE VOCÊ TRABALHA), pois é preciso redobrar a vigilância e atentar para o que disse o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.
Como o imperativo maior dos espíritos é a Lei de Evolução, um dia todas essas manifestações ruidosas que marcam o estágio de inferioridade tendem a desaparecer da Terra. Em seu lugar, então, deve predominar a alegria pura, a jovialidade, a satisfação com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade.
Para finalizar, meditemos nas palavras esclarecedoras de Emmanuel (mentor espiritual de Francisco Cândido Xavier), em seu Livro "Emmanuel": "Ser médium é investir-se a criatura de sagrada responsabilidade perante Deus e a própria consciência, uma vez que é ser intérprete do pensamento das esferas espirituais, medianeiro entre o Céu e a Terra”. Lembrem-se, portanto, que a forma com que os outros lhe enxergam nada mais é do que o que você mesmo enxerga no espelho de sua vida e que não adianta ter a melhor e mais bonita moldura do mundo se a imagem refletida não é agradável.
O diretor de uma empresa estava irritado e gritou com seu gerente.
O gerente, chegando em casa, gritou com a esposa, acusando-a de gastar demais.
A esposa, nervosa, gritou com a empregada, que acabou deixando um prato cair no chão.
A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara enquanto limpava os cacos de vidro.
O cachorrinho saiu correndo de casa e mordeu uma senhora que passava pela rua.
Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina. Ela gritou com o farmacêutico porque a vacina doeu ao ser aplicada.
O farmacêutico, ao chegar em casa, gritou com a esposa porque o jantar não estava do seu agrado.
Sua esposa afagou seus cabelos e o beijou, dizendo: Querido, prometo que amanhã farei seu prato favorito. Você trabalha muito. Está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros limpinhos e cheirosos para que durma tranquilo. Amanhã você vai se sentir melhor.
Retirou-se e o deixou sozinho com seus pensamentos.
Neste momento, rompeu-se o círculo do ódio! Esbarrou na tolerância, na doçura, no perdão e no amor. Se você está no círculo do ódio, lembre-se de que ele pode ser quebrado, e VOCÊ tem esse poder!
Autor desconhecido.
Fonte: alegrate11.blogspot.com/2011/04/corrente-do-odio.html.
Último acesso em 7 de junho de 2016.(com adaptações)