Crianças

Crianças (4)

Terça, 01 Agosto 2017 11:06

DIVERTIDAMENTE

A MÁGICA DO SORRISO

Provérbios 17:22: ‘O coração alegre é remédio eficiente’

 

Mauro Quintaes, carnavalesco da Viradouro (Niterói/RJ), declarou: “No princípio era só sorriso. Um sopro de bom humor recaiu sobre a autoridade divina que, inspirado, criou tudo o que há de belo no universo. Mas ainda tomado por um estado de graça e maravilhado com a própria criação, deu vida a um projeto ainda mais ambicioso: criar um ser à sua imagem e semelhança, dotando-lhe de inteligência, sensibilidade e do privilégio de manifestar uma sensação de prazer e bem-estar através de um gesto facial que iria diferenciá-lo dos outros animais: a capacidade de sorrir.”

Sim, somos privilegiados por termos a capacidade de sorrir. Quando sorrimos, liberamos endorfina, substância que apresenta efeito analgésico e garante sensação de bem-estar. Uma simples risada ativa o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca, dilatando os vasos sanguíneos e diminuindo a pressão arterial. 

A respiração mais forte aumenta a quantidade de ar captada pelos pulmões e facilita a saída de gás carbônico. O sangue fica mais oxigenado e as células mais livres de impurezas. As contrações curtas e fortes causadas pelo riso nos músculos do diafragma e do abdômen melhoram a irrigação dos órgãos internos. As lágrimas e secreções nasais excretadas durante esse processo contêm hormônios, esteróides e toxinas que são acumuladas no corpo durante as situações de estresse.

Estas sensações são algumas das alterações fisiológicas concretas desencadeadas pelo ato de sorrir. Já deu para perceber que o sorriso é um santo remédio, não? Então, por que não cultivá-lo?

Uma forma de cultivar o sorriso é manter acesa dentro de nós a energia de Yori, o Orixá da alegria e a divindade da brincadeira. Ibejada é a verdadeira expressão da alegria. Essas crianças nos trazem sabedoria através de um sorriso e conseguem estimular nossa alegria interna. Uma criança nos mostra alegria através de pequenos atos: no seu sorriso, no seu engatinhar, no seu falar, nos seus olhos brilhantes. Estas emoções movem a vida de uma criança.

O espírito infantil deve ser a nossa verdadeira busca, assim podemos encontrar a tão desejada alegria de viver. Basta observarmos que uma criança não mente, não tem maldade, não carrega mágoa, acredita nas pessoas, acorda sempre feliz e brinca com tudo. Sem dúvida, isso é viver em felicidade e harmonia plena.

Convido você a fazer o encantamento de lbejada. É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivo; transmita essa felicidade, contagiando o seu próximo com gargalhadas de alegria; encante com a magia do seu sorriso; e faça a alegria vir de dentro.

Médium Flávia Barros.

 

Referências, acessadas em 22/08/2017

https://psicologiaacessivel.net/2016/12/13/sentimentos-e-emocoes-e-possivel-controlar/#_ftn1

http://www.psicologiapositivabr.com/artigos/60-emocoes-positivas.html

http://www.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/Educacao/Simbio-Logias/Risoebomhumorquepromovem.pdf

http://www.reflexoesespiritas.org/mensagens-espiritas/2613-alegria-e-acao

http://cantinhodopaijoao.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=38

http://www.doutorrisadinha.com/Gelotologia.aspx

 

http://www.galeriadosamba.com.br/carnavais/unidos-do-viradouro/2005/10/

Ouvimos, com frequência, histórias de crianças que dizem ter amigos invisíveis. Invisíveis, claro, para as outras pessoas, porque as crianças brincam, conversam, convivem com esses seres que afirmam existirem, mas que apenas elas enxergam. Os adultos, diante dessa situação, costumam não dar credibilidade, acham que é fruto da imaginação infantil, ou se desesperarem, por suspeitarem que a criança possui algum distúrbio psiquiátrico.

Allan Kardec nos traz, em O Livro dos Espíritos, a informação de que as crianças, até por volta dos sete anos de idade, conservam ainda forte ligação com o plano espiritual. Ensina, ainda, que a infância constitui uma fase decisiva para formação do caráter, pois alguns aspectos da natureza e personalidade do espírito reencarnante encontram-se em estado de adormecimento, vindo a manifestarem-se exatamente tais como são a partir da adolescência. Claro que, pelo fato de ser um espírito antigo, a criança traz consigo, ao reencarnar, toda a bagagem adquirida ao longo de seu percurso evolutivo, apesar de o véu do esquecimento ter-lhe apagado as lembranças, os traços de personalidade, as virtudes e as dificuldades morais do espírito se mantêm vivos e podem suas tendências ser observadas a partir de suas atitudes na fase da infância.

Diante desse contexto, sob a ótica espírita, neste caso, também adotada pela Umbanda praticada no terreiro Ação Cristã Vovô Elvírio, podemos entender o relacionamento das crianças com os amigos invisíveis como consequência dessa forte ligação com o plano espiritual, numa fase em que a reencarnação ainda não se completou. Não raras vezes, ao verem fotos de familiares que já desencarnaram, a criança aponta alguém na foto e indica que conhece e brinca com aquela pessoa. É que, nesse início da vida carnal, a criança recebe todo o amparo da espiritualidade, acompanhada de perto por espíritos ligados a ela e à família que veio integrar.

Dessa forma, como o espírito da criança ainda vivencia de forma intensa a ligação com o plano espiritual, é comum o intercâmbio que fazem com o plano espiritual e, para elas, inclusive, essa comunicação acontece de forma muito natural. Também, na maior parte dos casos, esse intercâmbio vai diminuindo com o tempo, até que se extingue com a finalização do processo reencarnatório.

Há casos, porém, em que a criança vê vultos e escuta vozes com frequência, a ponto de causar perturbação. Numa situação como essa, podemos pensar na possibilidade de um quadro obsessivo ou de mediunidade que precisa de equilíbrio. Em qualquer dos casos, o recomendado é que se busque auxílio numa instituição espírita ou espiritualista séria para que a criança e a família recebam as devidas orientações e o tratamento adequado.

Por fim, temos os que em tenra idade já manifestam sinais de possuir pré-disposição a diversos tipos de mediunidade (psicografia, vidência, psicofonia, efeitos físicos) cuja manifestação se apresenta para eles de forma bem natural. Nessa situação, o Livro dos Médiuns nos ensina, ao falar sobre os “inconvenientes e perigos da mediunidade”, que “quando, numa criança, a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobre-excitada.”.

No entanto, mais adiante, o mesmo livro traz diversos alertas quanto aos inconvenientes da mediunidade em crianças e jovens. Quando a faculdade se mostra espontânea na criança, mesmo que sua estrutura física já comporte as manifestações mediúnicas e, apesar de algumas crianças já apresentarem certa elevação moral, a prática mediúnica requer constante vigilância, retidão, disciplina, estudo e apurado bom-senso para distinguir, nas comunicações dos espíritos, o que é útil, adequado e instrutivo e o que constitui malfeito de espíritos mal-intencionados ou zombeteiros. A criança, assim, dificilmente terá o devido preparo para lidar com tanta responsabilidade, excetuados apenas casos de grandes missionários como Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco. Muito mais fácil é também que a mediunidade numa criança seja usada indiscriminadamente, como fonte de brincadeiras.

 

O recomendado, em todos os casos, é que a família crie, no lar, ambiente favorável ao desenvolvimento MORAL da criança, com a prática do culto do evangelho no lar, com o exemplo educativo, com a convivência fraterna entre os familiares. Essas atitudes facilitam a atuação dos espíritos protetores e dificultam o acesso dos mal-intencionados.

A frequência em grupos de evangelização infantil é grande aliada na formação moral desses espíritos que estão começando mais um ciclo de aprendizado na Terra, pois o conhecimento que incentiva a elevação moral e a reforma íntima fortalece o espírito contra as investidas do mal e os prepara para enfrentar com alegria, coragem e determinação os desafios que a vida, por vezes, apresenta.

Por fim, é muito importante ressaltar que o posicionamento dos pais, quando suas crianças apresentam sinais de mediunidade, deve ser o de buscar o conhecimento, preocupar-se com a formação moral e com o tratamento adequado (se for o caso), bem como evitar colocar a criança em evidência por conta da faculdade mediúnica, fazendo-a acreditar que é diferente e especial, pois, com isso, incentivam a vaidade desde cedo e podem levar a criança a acreditar-se melhor ou superior que os outros, quando, na verdade, o dom mediúnico, na maior parte dos casos em nosso atual nível evolutivo, se apresenta como valiosa oportunidade para espíritos devedores compensarem os erros do passado, trilhando pelas vias do amor e auxílio ao próximo.

Médium Fernanda Rocha.

Quinta, 01 Setembro 2016 08:53

SALVE A FALANGE DOS ERÊS

Homenageamos São Cosme e São Damião no dia 27 de setembro, e o ACVE geralmente realiza a gira festiva para os erês no sábado próximo a essa data, por conta do sincretismo desses santos católicos com a Ibejada. Neste ano, a gira ocorrerá no dia 08/10.

Os mentores costumam falar que a gira de erê começa no exato momento em que os filhos de fé se movimentam para a sua realização, ou seja, quando começam a comprar os doces que serão doados, a fazer as lembrancinhas e a decoração do terreiro, a providenciar os brinquedos e apetrechos que essas entidades tanto gostam de usar em seus trabalhos e de presentear os consulentes. Os erês estão conosco em todos esses momentos, antes e durante a gira.

Isso porque criamos e fortalecemos a egrégora de alegria, paz, amor, doação e união ao remetermos nosso pensamento a essas entidades tão puras e mágicas, que vivem para fazer o bem e muito nos ajudam a sermos adultos melhores. Além disso, quando nos dispomos a colaborar nos preparativos da festa, colocamos ali a nossa energia, nosso fluido vital, nosso axé! Isso também é caridade e trabalho cristão tão necessário e importante quanto emprestar o aparelho mediúnico nos momentos de incorporação.

A manifestação das crianças de umbanda é fantástica! Não há quem não seja contagiado pela explosão de alegria que ocorre quando a Curimba puxa os pontos cantados. Seus médiuns, mesmo aqueles carrancudos ou tímidos, quando se permitem interagir com a Ibejada, se veem recuperando a leveza e brandura que possuíam na infância.

Enquanto cantam, pulam, correm e brincam, uma magia muito forte e verdadeira toma conta do ambiente a ponto de espantar tristezas, afastar desavenças, equilibrar chakras, desanuviar pensamentos e até inverter a polaridade vibracional do terreiro, conforme a necessidade.

A magia dos erês é tão forte porque eles usam em seus trabalhos, primordialmente, a maior força que conhecemos: o amor! Não há mal que resista a essa força e toda causa cristã se amplia e fortifica quando amparada por esse sentimento tão nobre.

Os erês nos ajudam a sentir e entender a vida de forma simples e descomplicada. Podemos estar diante do que, para nós, é um grande problema e, ao receber um conselho de um erê, conseguimos observar que aquela situação não é tão difícil quanto parece e que temos a capacidade de superá-la.

No ACVE, a bebida oferendada a essas entidades é o refrigerante feito com a semente da fruta guaraná. Em se tratando de mediunidade, uma das utilidades práticas dessa bebida é a de acelerar a faixa vibratória do médium, facilitando o transe e, consequentemente, o acesso dos erês ao aparelho mediúnico.

Um dia perguntei a um erê o porquê de utilizarmos apenas o refrigerante feito de guaraná para oferecer aos erês. Por que não usamos aqueles feitos de cola, por exemplo? Rapidamente, com sua simplicidade, ele devolveu a pergunta: “tia, o guaraná é de onde?”, ao que respondi: “do Brasil”. E ele novamente perguntou: “E a Umbanda?”. Nada mais justo, não é mesmo? Ambos são genuinamente brasileiros.

Portanto, desejamos a todos que se permitam interagir com essas entidades, sentir e viver a alegria e a leveza que elas podem nos trazer. Não é à toa que os erês, juntamente com os Pretos-velhos e os Caboclos, constituem a base da Umbanda. Possuem arquétipos infantis, mas dotados de sabedoria milenar e exímio domínio sobre a magia.

Salve os erês! Salve Cosme e Damião!

Médium Luiza Leite.

Terça, 29 Setembro 2015 07:58

FALANGE DOS ERÊS

No triângulo espiritual da Umbanda, os erês representam o início da caminhada do homem na Terra (infância), sendo precedida pelos caboclos (fase adulta) e pretos-velhos (fase idosa). Dotadas dessa qualidade, elas facilmente despertam nossas lembranças infantis positivas, que reafirmam a nossa capacidade de sermos felizes, mais corajosos, persistentes e esperançosos, fortalecendo nossa fé em Deus e na vida.

Não nos restam dúvidas quanto à importância de todas as entidades nos trabalhos de Umbanda, especialmente das crianças espirituais (também conhecidas como erês, ibejis, dois-dois), haja vista as muitas histórias conhecidas sobre as curas, tratamentos e limpezas que esses seres espirituais de luz são capazes de promover. Mas por que se apresentarem nessa roupagem? Por que, então, um dos pilares da Umbanda ser constituído por crianças, que possuem aparentemente a imagem de seres vulneráveis e indefesos?

O Mestre Jesus, em sua sabedoria suprema e compreendendo a importância das crianças no mundo, nos disse: “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o Reino dos Céus é para os que lhes assemelham.” (Marcos, 10:14).

Jesus propôs, assim, a busca pela simplicidade e pela pureza de coração utilizando como modelo as crianças, que são a representação mais verdadeira do amor puro à criação divina, em todas as suas formas. Sendo assim, as crianças espirituais, regidas pelo orixá Yori, aproveitam de sua manifestação infantil para estimularem a busca pelo amor, fraternidade, simplicidade, beleza interior e pureza de nossos sentimentos, pensamentos e atitudes. 

Os erês são grandes conhecedores de magia e manipulam energias com muita facilidade. Mostram-se numa vestimenta infantil, com trejeitos e falas próprios de seres de tenra idade, mas estão longe de serem indefesos ou inofensivos. Tal como uma criança encarnada, pode ser um espírito muito antigo, que possui inúmeras vivências, os trabalhadores das falanges de Yori são muito sábios, experientes e capazes de fazer e desfazer qualquer trabalho magístico.

O orixá Yori foi sincretizado com São Cosme, São Damião e Doum. Um dos motivos desta relação está no fato de, quando em vida, eles haverem trabalhado com a cura do corpo e da alma, sem esperarem recompensas materiais. Além disso, contam-se lendas em que esses santos distribuíam doces às crianças de sua época. Por esse motivo, dia 27 de setembro é celebrado o dia dos Santos Cosme e Damião e, na Umbanda, o dia de Yori, bem como dos erês.

Muitas pessoas ainda não compreendem o trabalho dessas entidades e acabam por não dar o devido valor e respeito que elas merecem. Procuremos estudar nossa querida Umbanda e esclarecer nossas dúvidas sobre a falange das crianças, pois atrás de uma imagem infantil e simples, há um espírito de muita luz disposto a nos ajudar.