Orientações

Orientações (18)

Os sete mandamentos do Umbandista

1 – Conservar o corpo, mantendo a higiene mental.

2 – Conservar o corpo, mantendo a higiene física.

3 – Praticar exercícios físicos regularmente.

4 – Manter uma boa alimentação.

5 – Proporcionar repouso adequado.

6 – Ter lazer com moderação.

7 – Manter atitude de oração e prece constantes.

Terça, 07 Junho 2016 08:19

SOMOS FILHOS OU SOBRINHOS?

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Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”.

A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.

O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.

Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.

Na quinta feira haveria um trabalho na Lina do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.

No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:

– Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?

– Contei 43 minha mãe – respondeu.

– Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.

– E os outros?

– Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.

O rapaz muito sério perguntou:

– E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?

– Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…

E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?

 

http://centroseteflechas.com.br/textos/somos-filhos-ou-sobrinhos/

A história do ACVE remonta ao ano de 1991, quando um grupo de amigos frequentadores do Centro Espírita André Luiz, do Guará, recebeu a orientação do espírito Irmão Rafael (médico alemão, desencarnado na Segunda Guerra Mundial e que se manifestava por meio da mediunidade de José Arthur) que pediu aos amigos que se reunissem na Clínica de Psicologia de Pedro Lettieri Júnior (hoje, Pai Pedro), um dos membros fundadores daquele Centro kardecista, para fazerem preces, norteadas pelo Evangelho Segundo o Espiritismo. Essas preces eram realizadas de mês em mês, contando com a participação de poucos médiuns (entre eles: Geralda Lettieri, Sr. Euclides, Mauro Assis e Paulo Menescal) e lá eram tratados os espíritos ligados aos pacientes da clínica. Certo tempo depois, amigos e parentes dos pacientes passaram a frequentar as preces em busca do lenitivo espiritual.

Muito antes de imaginar que se tornaria dirigente de um terreiro de Umbanda, Pai Pedro teve os primeiros contatos com essa religião em 2001, no terreiro chamado Centro Espírita São Jorge Guerreiro e Maria Madalena, em Palmelo - GO. Naquela pequena e humilde casa de caridade, Pai Pedro conheceu o médium Zezinho que, com seus mentores Pai Cruzeiro, Caboclo Pena Branca e Exu Meia Noite, atendia caravanas com centenas de pessoas que buscavam auxílio espiritual. Com Zezinho, Pai Pedro aprendeu que “filho de pemba não tem querer” e compreendeu que sua missão era o compromisso com a Umbanda. Desde o desencarne de Zezinho, os médiuns do ACVE realizam uma gira mensal naquele terreiro que representa a origem do Ação Cristã e continua recebendo pessoas de todo o país que buscam cura, alívio e auxílio nas dificuldades da vida.

Enquanto isso, ainda em 2001, em Brasília, o grupo crescia, o intervalo entre as preces diminuía e tornou-se necessário encontrar um espaço físico maior para acomodar todos. Em 2006, o grupo, que já apresentava mais características da Umbanda do que do kardecismo em suas sessões, se mudou para uma sala cedida no Núcleo Bandeirante – DF e lá permaneceu por um ano, quando, novamente, surgiu a necessidade de ampliação do ambiente físico, em razão da grande procura dos consulentes e aumento constante da corrente mediúnica.

Neste ponto, o Ação Cristã Vovô Elvírio ganhou nome, corpo e cara de terreiro de Umbanda e foi assim batizado em homenagem ao Sr. Elvírio de Almeida Ramos, avô de Pai Pedro e o responsável por incutir o Evangelho em seu coração. O guia espiritual que dirige o ACVE é o Preto-Velho Pai Leopold (ou Leopoldo, em língua portuguesa) e o diretor litúrgico (Pai de Santo) é o Sr. Pedro Lettieri Junior, ou Pai Pedro. O apoio dos benfeitores espirituais foi intenso e, em pouco tempo, nosso Pai de Santo e seus companheiros conseguiram adquirir o lote do Jardim Ingá – GO, onde o ACVE funcionou até a primeira metade de 2016.

Pai Pedro e seus guias espirituais plantaram a semente de coragem e amor que germinou e tornou-se uma grande árvore de fraternidade, união, compromisso, disciplina e principalmente caridade. Ao longo do desenvolvimento dos trabalhos, a espiritualidade consolidou uma estrutura hierárquica para o ACVE de modo a permitir que os trabalhos nunca parem e estejam sustentados sempre por irmãos de fé dedicados e de boa vontade. Assim, foi a criada a hierarquia: Pai Pedro, Mãe de Terreiro Berenice, Pai Pequeno Oswaldo, Pai Menor Rafael e Pai Mão de Faca Rogério. Estes cinco Umbandistas abnegados e corajosos representam a liderança material do ACVE e, nesta mesma ordem, configuram a hierarquia da Casa.

Quando o terreiro atingiu a marca de 250 médiuns na corrente e aproximadamente 150 consulentes por semana, percebeu-se a necessidade de um espaço ainda maior que pudesse oferecer melhores condições de trabalho para os médiuns e as entidades e de conforto para os consulentes. Graças ao amparo espiritual, à dedicação dos irmãos da corrente e à confiança de colaboradores anônimos, o ACVE adquiriu um terreno na cidade de Valparaíso – GO, onde situa-se a nova sede.

A obra ainda não está finalizada e, por isso, contamos com as boas energias de todos que acreditam na causa, para que as linhas traçadas no astral ganhem vida na matéria!

Muitas pessoas passaram por esse educandário de almas e outras tantas continuam desde a sua fundação. Independente da época e do tempo que permaneceram, todos têm seu axé agregado à corrente deste terreiro, contribuindo para a existência dessa obra!

Durante estes anos de existência como terreiro de Umbanda, o ACVE movimentou trabalhos de atendimento fraterno em pequenas “filiais” pelo Distrito Federal por períodos de tempo relativamente curtos. Entretanto, atualmente, os trabalhos do ACVE estão centrados unicamente no Valparaíso e em Palmelo (GO), não havendo outras Casas ou Terreiros com outros pais/mães de santo que sejam filiais do ACVE.

Mas afinal, quem é umbandista?

Sabemos que a umbanda por ser complexa e universalista possui em seu bojo muitos assuntos polêmicos.

Entre as várias questões conhecidas, acreditamos que existe uma que pode ser considerada como principal.

Esta é a definição de quem é umbandista.

Parece uma coisa simples, óbvio, mas não é.

Neste texto vamos procurar estudar um pouco esta questão e desta forma provocarmos a reflexão e o debate sobre esta questão primordial.

Conforme já tivemos oportunidade de escrever em vários textos publicados neste blog os umbandistas não conseguem aceitar as informações pesquisadas e divulgadas pelo IBGE sobre o CENSO ou empresas de pesquisa como o DATAFOLHA.

Em todas estas pesquisas o número de pessoas que se assumem como Umbandistas, sempre é reduzido, atualmente algo em torno de 0,3% da população brasileira.

Os umbandistas então gritam aos quatro cantos que estas informações estão erradas, que o número de umbandistas no Brasil é de milhões de brasileiros, e para isso alguns citam que os Terreiros estão lotados, cheios de pessoas na assistência, que fazem filas na porta.

Alguns mais afoitos acusam estas instituições sérias, de preconceito e perseguição contra os umbandistas.

Outros se lembram das festas de fim de ano, nas praias onde as pessoas se vestem de branco, pulam as sete ondas, bebem muita champanhe, jogam flores ao mar, ao som de muita música e shows pirotécnicos normalmente patrocinados pelo poder público para atrair turistas.

Aqui podemos fazer algumas perguntas:

Será que todas estas pessoas que vão à praia no final de ano são umbandistas?

Será que todas as pessoas que procuram um Terreiro de umbanda são umbandistas?

Será que pelo simples fato de estarem na praia, vestidas de branco significa que são umbandistas?

Será que pelo fato de algumas pessoas serem médiuns, e incorporarem espíritos, são umbandistas?

Quatro questões simples, poderíamos fazer uma lista de perguntas semelhantes, mas vamos parar nestas quatro.

Para que possamos responder estas perguntas precisamos em primeiro lugar definir o que é ser umbandista.

Podemos começar nosso estudo com algumas possíveis definições de quem é o umbandista.

UMBANDISTA É QUEM SEGUE A UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM PRATICA A UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM FREQUENTA UM TERREIRO DE UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM É BATIZADO NA UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM ESTUDA A UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM INCORPORA CABOCLO E PRETO VELHO

Naturalmente que pretendemos uma definição racional e lógica. 

Neste momento não irá atender nossas necessidades definições como:

Umbanda é paz e amor, então umbandista é quem prega paz e amor.

Umbanda é caridade, então umbandista é quem pratica caridade.

Umbanda é manifestação do espírito para caridade, então umbandista é quem incorpora espírito para prática da caridade.

E outras semelhantes que acabam não servindo para nada, devido a amplidão dos conceitos apresentados na definição.

Naturalmente que todos devem concordar que existe uma relação direta entre as palavras UMBANDISTA e UMBANDA, podemos descartar da definição de UMBANDISTA quem é Candomblecista, Católico, Espírita, Protestante, Judeu, Muçulmano, Hinduísta, Ateu etc…

É fato que o UMBANDISTA deve estar relacionado diretamente com a UMBANDA, o que falta é encontrarmos o elo entre estas duas palavras.

A definição UMBANDISTA É QUEM SEGUE A UMBANDA é muito incompleta, pois é muito difícil nos dias atuais uma doutrina umbandista, que sirva de referência para ser seguida. Sabemos que ainda não possuímos esta doutrina única e que define os limites, as leis da Umbanda, portanto esta definição embora bem simples, deixa muito a desejar.

Outra definição é UMBANDISTA É QUEM É BATIZADO NA UMBANDA, sabemos que várias religiões se utilizam da prática do batismo para vincularem a pessoa aquela religião, por exemplo, o catolicismo; mas na umbanda devido a grande diversidade de ritos e fundamentos existem muitas Casas que não se utilizam do batismo. No Núcleo Mata Verde seguimos uma umbanda iniciática, onde existem graus de iniciação, mas não temos o batismo.

Também podemos argumentar que existem pessoas que foram batizadas, por exemplo, no Catolicismo ou no protestantismo e agora frequentam um Terreiro e foram batizadas na umbanda, será que estas pessoas deixaram de ser católicas?

Ou no caso destas pessoas que foram batizadas na umbanda e agora se afastaram para seguir outra religião, por exemplo, catolicismo ou mesmo o Candomblé, estas pessoas deixaram de ser umbandistas?

Bastaria simplesmente o fato de serem batizadas, mesmo que estejam seguindo outra religião, para garantirem o status de serem umbandista por toda a vida?

Particularmente não acredito nisso, pois sabemos que existem muitas pessoas que passaram pelos Terreiros de Umbanda e hoje batizados em outra religião se tornaram ferrenhos inimigos da umbanda. Na igreja universal encontramos muitos exemplos deste caso.

Então somente o fato de serem batizados não define a condição de Umbandista, ela deve ser complementada por mais uma situação, ou seja, ela deve estar atuando em alguma casa umbandista.

Poderíamos tentar melhorar esta definição escrevendo UMBANDISTA É QUEM É BATIZADO NA UMBANDA E FREQUENTA UMA CASA DE UMBANDA, mas como mencionado acima já sabemos que nem todos os Terreiros utilizam-se do batismo, então ainda não é uma definição completa. 

A outra definição apresentada UMBANDISTA É QUEM ESTUDA A UMBANDA também nos parece bem superficial.

Recentemente recebemos uma mensagem de uma pessoa que queria ser umbandista sem frequentar um Terreiro de umbanda, queria somente reunir sua família e estudar a umbanda por alguns livros. O missivista me perguntava se poderia ser enquadrado como um Umbandista.

Foi neste momento que procurei refletir sobre este assunto, sabemos da existência de uma vasta bibliografia umbandista, muitas até conflitantes entre si, mas somente o estudo bastaria?

Particularmente acredito que não.

Para sermos umbandistas, na minha humilde opinião, não basta somente devorarmos livros.

Penso que todos os Pais e Mães devem concordar comigo, não se faz um filho de umbanda sem vivência templária, ou seja, sem viver o dia a dia de um Terreiro.

Com toda a certeza, o estudo nos dias atuais é fundamental, mas somente estudos teóricos não basta para ser um Umbandista.

Comentei ao interessado que o estudo seria a porta de entrada na umbanda, mas ainda não seria suficiente para eles se considerarem umbandistas.

A próxima definição UMBANDISTA É QUEM INCORPORA CABOCLO E PRETO VELHO, e aí incluímos qualquer outra entidade espiritual que se manifesta nos diversos Terreiros de Umbanda, sejam ciganos, marinheiros, baianos, exus etc…

O simples fato de você ser médium e incorporar um espírito qualquer não faz de você um umbandista.

Existem centenas, talvez milhares de pessoas que se encontram nesta condição. Muitas até contrariadas, irritadas por terem que trabalhar na umbanda contra a sua vontade.

São aquelas que ficam pulando de casa em casa, ou se retiram e depois de anos quando a situação “aperta” aparecem para somente darem passagem aos seus “guias” somente para se descarregarem.

Será que estes são umbandistas?

E aqueles que estão nos centros espíritas, sabem que possuem um Preto Velho, um Caboclo e devido as doutrina espírita não permitir dar “passagem” a estas entidades só procuram a umbanda nas necessidades.

Dizem-se ESPÍRITAS ou KARDECISTAS.

Alguns até chegam a afirmar que a umbanda só tem pessoas ignorantes, mas quando a situação aperta, vão correndo visitar uma casa de umbanda para se “descarregarem”.

Será que estes são UMBANDISTAS?

Desculpem minha sinceridade, mas não considero que sejam umbandistas.

Ainda não podemos nos esquecer daquelas que colocam placas “TRAGO SEU AMOR EM 21 DIAS”, Pai Fulano, incorpora preto velho tal, exu tal, pomba gira tal, umbandista.

Será que este é umbandista?

Para mim somente um vigarista, aproveitador da miséria humana, enganador e que não merece o respeito dos umbandistas. Em minha opinião um caso de polícia.

E aqueles que deixaram a Umbanda para irem para o Candomblé e que continuam a se dizer umbandista.

Os motivos para isso são muitos, mas não deixam de ser parecidos com todos aqueles que deixaram a umbanda e estão na Igreja Universal.

Conheci uma mulher, que se dizia umbandista, mas depois descobri que ela tinha ido para a Nação “fazer a cabeça” segundo ela dizia, e que pediu para o Babá que não queria mais incorporar nenhum guia de umbanda, queria “fechar o corpo”, a única exceção é que queria continuar incorporando sua Cigana e sua Pomba Gira, pois gostava muito de ler as cartas e queria continuar com o amparo espiritual das duas.

Eu pergunto, seria esta mulher umbandista?

Atualmente temos algumas pessoas que deixaram a umbanda e foram para a Nação.

Não tenho nada com isso, cada ser humano tem liberdade para seguir a religião que quiser, mas continuar a dizer que é umbandista somente porque “carrega” um Caboclo, Exu ou Pomba Gira e tem que “cuidar” deles, para mim é uma afronta a religião de Umbanda.

Você, meu irmão, foi um Umbandista, hoje você é seguidor do culto de Nação.

Se tivesse escolhido ir para a Igreja evangélica seria um evangélico, mas Umbandista com certeza não é mais.

E aqueles que “tocam” Umbanda em um dia e Candomblé em outro dia.

Desculpem minha sinceridade, isso é uma aberração, inadmissível.

É a mesma situação de querer ser, por exemplo, Evangélico e Católico, ou Judeu e Católico; na realidade quem faz isso não é nem uma coisa nem outra.

Em alguns casos são somente oportunistas, que querem de alguma forma viver da religião, ou pessoas com sérios problemas emocionais.

Todas as religiões são boas, mas não é possível andar com os pés em duas canoas; pertencer ao mesmo tempo a egrégoras diferentes, com fundamentos diferentes e contraditórios.

É como ser torcedor do Palmeiras e do Corinthians, ou pertencer ao Partido Comunista e ao Partido Nazista.

Naturalmente que estamos nos referindo aos dirigentes, aos Sacerdotes.

Ou você é um Sacerdote Umbandista ou um Sacerdote de Nação, saia logo de cima do muro e defina um caminho em sua vida espiritual.

Deixamos por último a definição UMBANDISTA É QUEM FREQUENTA UM TERREIRO DE UMBANDA.

Aparentemente parece ser a mais perfeita, mas o fato de frequentar um Terreiro não significa que a pessoa é Umbandista. 

Vamos pensar um pouco sobre esta questão.

Quem frequenta um Terreiro de Umbanda?

Podemos dizer que existem dois tipos de pessoas:

1)As que frequentam na assistência, os visitantes.

2)Aquelas que “vestem branco”, os filhos da casa, os membros da casa.

Acredito que todos devem concordar que existe uma diferença enorme entre estes dois tipos de frequentadores do Terreiro.

Todos sabem que as portas de um Terreiro de Umbanda estão abertas a todos os necessitados, mas sabemos que as pessoas que procuram um Terreiro de umbanda procuram a Umbanda com os mais diversos interesses.

Muitos buscam a umbanda, como se estivessem buscando um comercio. Querem somente soluções para seus problemas e na grande maioria são problemas de ordem material.

Outros buscam a umbanda para soluções espirituais, depois de procurarem em sua religião e não conseguirem resultados.

Assim que conseguem alguma melhora regressam para sua vida mesquinha.

Alguns negam categoricamente que tenham buscado ajuda em uma casa de umbanda.

Estes possuem muitas origens. Estamos cansados de receber Espíritas, Católicas, Evangélicos, Budistas que chegam aos frangalhos em nossa casa, quando se equilibram, viram as costas para a umbanda e guardam em segredo que um dia pisaram dentro de um Terreiro de Umbanda.

A Ingratidão é muito grande na assistência dos Terreiros de Umbanda.

Não podemos nos esquecer dos materialistas e ateus que procuram a umbanda somente porque seus negócios não estão indo bem, querem somente “comprar” ajuda para ganharem mais e pouco se importam com os princípios espirituais.

A outra parte dos frequentadores do Terreiro são os filhos da casa.

São os membros do Terreiro, normalmente contribuem com alguma ajuda financeira para que o Terreiro possa funcionar, passaram pelos rituais internos da casa, frequentam regularmente e assiduamente as reuniões, devem ter um comportamento exemplar conforme os ensinamentos da casa.

Possuem funções dentro do ritual de umbanda e podem ser médiuns de incorporação, Cambones, Ogãs ou outras denominações regionais.

Na minha humilde opinião, estes são os VERDADEIROS e ÚNICOS Umbandistas.

Podemos então agora buscar uma definição mais precisa para a pergunta proposta no início do texto.

UMBANDISTA É QUEM FREQUENTA UM TERREIRO DE UMBANDA E POSSUI FUNÇÕES DENTRO DO RITUAL.

Lembramos que e expressão “TERREIRO” simboliza um “ESPAÇO SAGRADO” onde se realiza um trabalho espiritual de umbanda, que pode ser na mata, na praia, na garagem ou em um imóvel dedicado a esta finalidade, independente da quantidade de pessoas existentes no ritual com ou sem a presença da assistência.

Saravá!

São Vicente, 29/06/2013

Do site Mata Verde

 

Os sete mandamentos do Umbandista

1 – Conservar o corpo, mantendo a higiene mental.

2 – Conservar o corpo, mantendo a higiene física.

3 – Praticar exercícios físicos regularmente.

4 – Manter uma boa alimentação.

5 – Proporcionar repouso adequado.

6 – Ter lazer com moderação.

7 – Manter atitude de oração e prece constantes.

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