Umbanda

Umbanda (45)

Na atualidade, na maior parte do mundo, temos maiores liberdades e mais opções de escolha acerca da forma e do rumo que desejamos dar às nossas existências, podemos nos relacionar amorosamente com diferentes pessoas ao longo da vida; podemos optar por hábitos e gostos dos mais variados; é permitido às mulheres optarem por não terem filhos e aos homens por serem cuidadores de suas crianças, por exemplo, sem que isso nos categorize como “bons ou maus”, “certos ou errados”. Assim, a maior liberdade que possuímos é indiscutivelmente sinal de progresso.

Entretanto, para espíritos como nós, que ainda se encontram na infância da caminhada evolutiva, a liberdade vem acompanhada pelo medo das consequências que a responsabilização pelas próprias escolhas pode trazer. Neste ponto, nossa mente – atordoada pelos diferentes padrões sugeridos pela família, pela mídia, pelos grupos religiosos; e ainda pelos conselhos e exemplos de “sucesso” – se enche de indecisões, dilemas, e passa a desejar que o mundo exterior nos forneça as garantias necessárias para que possamos dar passos na direção de nossos desejos, suprindo o vazio provocado pela nossa insegurança e pela falta de fé.

A nossa falta de confiança na providência divina e, principalmente, nossa falta de confiança em nós mesmos dão origem às exigências de que “dê tudo certo” e “que tudo saia como o planejado”. Tornamos-nos rígidos, sem tolerância com o fracasso e com a frustração, temendo o erro e a derrota, que tão frequentemente visitam nossas relações e nossos investimentos. Agimos como se ordenássemos ao universo: “siga os meus desejos ou não saberei lidar com a vida como ela se apresentar”. Sem compreender quantas oportunidades perdemos quando deixamos de observar as bênçãos que a sabedoria divina nos oferece, permanecemos, então, observando o erro, aquela parcela do plano que “não deu certo”, que fugiu ao planejado pelas nossas limitadas e mesquinhas consciências. Esquecemo-nos de agradecer e nos paralisamos com cobranças e julgamentos. Preferimos as ilusões de controle e de poder, à humildade de nos reconhecermos apenas mais uma infinitésima parte da Criação, frágeis, pequenos em sabedoria e carentes de misericórdia.

As intempéries que perturbam nossos corações e pensamentos – nos dizendo “será que vai dar certo?”, “e se não der certo?”, “e se eu me arrepender?” – são sinais da irreflexão sobre as questões primordiais do espírito humano: “quem sou eu?” e “o que eu realmente quero fazer com este projeto chamado vida”. Há momentos em que nos encontramos diante de circunstâncias que nos solicitam o claro posicionamento e a decisão, que dependem das respostas que formos capazes de dar para tais questões primordiais, mas restamos paralisados pela insegurança e pela indecisão.

Na obra Os prazeres da alma – uma reflexão sobre os potenciais humanos (2003), o espírito Hammed, por meio da psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto, faz as seguintes afirmações: “Só tropeça quem está a caminho. Só erra quem é livre para tentar”. Em outras palavras, o que o fraterno irmão espiritual deseja nos ensinar é o valor da experiência, da vivência e do exercício consciente de nosso poder de escolha diante das encruzilhadas e possibilidades da vida.

Portanto, busquemos nos certificar acerca da natureza de nossos desejos, da sinceridade de nossas intenções, da capacidade extraordinária de superação e aprendizado que todos possuímos, pois é inerente ao espírito humano. Procuremos a consciência de que somos apenas mais um ser em constante movimento e evolução, nem mais importante nem menos amado pela espiritualidade e pelo Criador do que qualquer outro, mas que a dádiva de viver a nossa vida como ela se nos apresenta é exclusiva e intransferível. Assim, não resta tempo para dúvidas angustiantes, cobranças repressivas, julgamentos inflexíveis, lamentações incontidas e indecisões que consomem os pensamentos: decida-se por ser espontâneo, sincero, consciente, flexível, tolerante e responsável, dessa forma, até o erro se transforma em oportunidade, a frustração se transforma em surpresa e novidade, a angústia se transforma em aprendizado.

Médium Luiza Vieira

 

 

Muitos irmãos passam a maior parte de suas vidas distraídos na busca por bens materiais. A maioria deles deposita toda a sua energia vital no intuito de conquistar o emprego dos sonhos, a casa dos sonhos e o carro do ano. Esquecem que tudo nessa vida é passageiro, transitório, efêmero.

Tais indivíduos, seduzidos pelos prazeres carnais, na ânsia por reconhecimento e status, vivem uma vida de ilusões e desilusões. Preocupam-se mais com o futuro do que com o presente. Gastam seu precioso tempo criando estratégias e ações em prol do sucesso, mas esquecem de contemplar a vida, o aqui e o agora.

Na esteira dessa reflexão, notamos que muitas pessoas abdicam do presente para viverem no futuro. Criam problemas que na maioria das vezes jamais chegarão a existir. Uma das maiores chagas da psiquê humana é a depressão, muitas vezes causada em decorrência de ansiedade. Depositamos ansiedade em tudo! Temos um gosto refinado em querer sofrer por antecipação, em viver no futuro.

Vejamos um exemplo: Se nosso chefe marca uma reunião importante para semana que vem, a tendência é que comecemos a sofrer desde agora. Criamos cenas, diálogos e contextos na nossa mente sobre todos os possíveis assuntos que poderiam ser discutidos na tal reunião. Vamos ainda mais longe, ninguém imagina um contexto no qual o chefe irá nos promover. Geralmente não imaginamos cenas agradáveis, pelo contrário, temos uma criatividade incrível para criar contextos que tragam malefícios e prejuízos para nosso campo de ação.

Perceba que conjuramos aflições e frustrações de coisas que nem chegarão a se concretizar, pois são possibilidades de um futuro incerto. É em decorrência desse nosso péssimo hábito que se estabelece a depressão e a melancolia.

Nessa perspectiva é que se faz necessário a prática espiritual de contemplar a vida. Sendo assim, convidamos você a se soltar de toda a preocupação com situações que ocorrerão no futuro, solte-se de toda a ansiedade, frustração, inquietação. Foque sua atenção no presente, em tudo o que está ocorrendo na sua vida neste instante. Foque sua atenção nas pessoas que estão ao seu redor. Foque sua atenção em tudo o que você tem agora. Pare. Silencie sua mente. Escute o que a sua consciência tem a dizer.

Estamos sempre tão atrasados para o trabalho, para os estudos, para as obrigações familiares, serviços domésticos e festas.  Andamos sempre tão ocupados com nossos ofícios diários, mas tudo isso a preço de quê? Qual é o limite de nossa ambição? Trocar tempo de vida por dinheiro é realmente um bom negócio? Qual foi a última vez que você parou para apreciar a vista do alto de um morro? Qual foi a última vez que você sentiu os raios solares de uma manhã de domingo aquecer a sua pele? Qual foi a última vez que você se arrepiou com a brisa batendo em suas costas após sair de um banho de cachoeira? Quando foi que você parou para escutar o som dos passarinhos na árvore próxima da sua casa? Qual foi a última vez que você se sentou em uma mesa com seus pais no intuito de escutá-los discorrer sobre todas as coisas boas que vem ocorrendo em suas vidas?

Lute pelo conforto material, procure por um bom emprego, afinal, dinheiro também é importante, mas tenha cautela. Mantenha o equilíbrio. Não reduza a sua vida a uma busca implacável pelo ouro. Tudo isso só trará satisfação. Se você procura por uma vida pautada em serenidade e felicidade, deverá procurar no plano dos sentimentos, nos momentos de troca de energia com a natureza e com nossos irmãos de caminhada. Felicidade genuína não tem preço, tem valor. Procure focar sua atenção no presente, preocupe-se menos em ficar imaginando o dia em que você chegará ao sucesso, em que será vangloriado e reconhecido. Contemple a vida.

“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido” (Dalai Lama.)

Médium Iury Sparctton.

 

 

Os bons pensamentos podem influenciar nossas vidas de vários modos e em diversos campos. Uma das formas de mudarmos a maneira em que vivemos é, modificando a forma como pensamos e agimos diante das adversidades, que aparecem ao longo de nossas vidas.

Nossa forma de pensar guia nossa realidade, uma vez que são os pensamentos que nos permitem diferenciar e escolher o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é ruim, o que é bonito e o que é feio. Ou seja, os pensamentos são ferramentas interpretativas que nos guiam diante de nossas experiências.

As pessoas têm grande dificuldade de se manterem otimistas quando passam por uma situação desconfortável. Como você age quando se encontra diante de um problema? Vamos fazer essa reflexão. Essa autoanálise é importante para identificarmos nossos limites, para sabermos o que nos deixa estressados, para vermos como reagimos numa situação difícil.

O autoconhecimento é um grande instrumento que nos auxilia no controle emocional, e nossas emoções, positivas ou negativas, são reações do corpo ao mental, exemplos disso são o choro e o sorriso. Sendo assim, quanto mais nos conhecemos mais conseguimos nos manter equilibrados e, mais pensamentos positivos são emanados pela nossa mente.

Pensamento Positivo X Saúde

Será que pensamentos positivos podem influenciar na nossa saúde e bem estar?

Entre os Neurocientistas existe um consenso de que, o estado de ânimo de um indivíduo, pode influenciar seu organismo de muitas formas. Podemos tomar como exemplo da influência do pensamento no corpo físico: o estresse pode causar dores de cabeça, enxaquecas, insônia, queda de cabelo e etc; a ansiedade estimula a produção de adrenalina e, em excesso, esta substancia sobrecarrega o sistema nervoso central e o descontrola; emoções como medo e revolta são agentes de úlceras gástricas.

De maneira inversa, o bom humor, a tranquilidade e o otimismo são estimulantes que trabalham pela harmonia emocional e orgânica, produzindo muitos efeitos benéficos como: bom sono; aceleração do metabolismo; diminuição do risco de infarto e derrame entre outros.

Bons pensamentos produzem sensação de prazer, por isso, auxiliam nosso bem estar.

O poder do pensamento

Não é incomum encontrar relatos de pessoas que dizem ter conseguido curar-se de doenças graves, arranjado um bom emprego, encontrado um grande amor e por ai vai, se utilizando de técnicas que tem como fundamento o pensar de forma positiva.

Os autores que dissertam sobre esse tema, como por exemplo, a escritora australiana Rhonda Byrne autora do best seller “O Segredo”, dizem que através do pensamento positivo nós podemos materializar nossos desejos mais íntimos. Segundo eles os pensamentos possuem pulsos magnéticos e, por isso, emitem uma frequência poderosa. A energia emitida pelos pensamentos seria tão intensa que é capaz de manipular pessoas e coisas à nossa volta. Assim, se o pensamento positivo atrai coisas boas, o negativo atrai coisas ruins.

O escritor Michael Losier, autor do livro “A Lei da Atração”, diz que o ser humano sempre se harmoniza com sua vibração, seja ela positiva ou negativa. Já para o médico indiano Deepak Chopra, famoso por ensinar diversas técnicas de meditação, é um pouco diferente. Chopra diz que o corpo produz um campo energético, mas, precisa estar equilibrado para atingir objetivos como: sucesso, riqueza, amor ideal etc.

Será que ter bons pensamentos é o suficiente para atrair o que se deseja?

O pensamento positivo é importante, porém, ele por si só, pode não ser determinante para alcançarmos nossos objetivos materiais. Quando enviamos boas vibrações para o Universo, o mesmo pode até nos ajudar, mas se não fizermos por onde, as boas energias e fluídos não serão capazes de concretizar nossas vontades. Os bons pensamentos têm o poder de impulsionar, porém, a materialização necessita de ação. Atitudes otimistas ajudam, mas isso não significa que a pessoa ficará rica do dia para a noite, só com a força do pensamento.

Portanto, arregacemos as mangas, firmemos nossos pensamentos positivamente, peçamos auxílio dos nossos mentores espirituais e assim, estaremos no caminho certo para alcançarmos os objetivos e metas desejados.

Médium Emanuelle Souto.

Referência: http://super.abril.com.br/historia/pensamento-positivo

 

 

Muitos irmãos procuram as religiões como forma de aconchego. Acreditam que templos, igrejas, centros, tendas e santuários, vão livrá-los de suas dores e sofrimentos. Ledo engano.  A religião, independente de qual seja, não resolverá seus conflitos internos como num passe de mágica.  Seu papel fundamental é conduzir o indivíduo na construção de seu conhecimento espiritual, oferecer suporte e mostrar o caminho do amor, do progresso, da luz e da caridade. 

Sabe qual é o erro da maioria das pessoas? É acreditar que sua vida espiritual está separada de sua vida terrena. Sendo assim, possuem a falsa ideia de que para estabelecer a conexão divina com as consciências superiores é necessário estar fisicamente em um culto religioso e, quando lá estão, se esforçam para manter uma vibração elevada, pensamentos de progresso, postura adequada e olhares graciosos. A questão é: Quando você não está nos templos religiosos, você permanece em conexão com a divindade? Do portão pra fora, você continua em busca da prática do bem?

A todo o momento estamos em conexão com o universo. A todo o momento estamos sendo iluminados pela divindade. Que tal levar a prática espiritual para a sua vida cotidiana? As religiões te oferecem o caminho, mas para trilhá-lo você precisa fazer o exercício de empregá-lo no dia a dia. No trabalho, no seio familiar, na escola, no trânsito, no metrô. Precisamos de pessoas para colocar em prática nosso conhecimento humanitário e espiritual; para desenvolver nossas virtudes; para nos tirar de nossa zona de conforto.

Quer um exemplo? Como é que você vai desenvolver a virtude do perdão se não houver uma pessoa que te magoe? Como é que você vai desenvolver a virtude da paciência se não houver uma pessoa que te deixe irado? Como é que você vai desenvolver a virtude da serenidade se não houver alguém que lhe aborreça?

Procure refletir sobre seu dia e sobre a sua relação com a sociedade. Precisamos do outro para colocar em prática o que aprendemos com nossas religiões. Não viva numa ilha, acreditando que o seu estresse está sendo provocado pelo seu chefe, seu esposo, sua mulher, seu professor, seu namorado, o governo ou quem sabe o cachorro do vizinho que late muito alto. A paz é um bem estar interior que independe de coisas externas, é um estado de espírito pleno, sereno.

 Se você começar a encarar as pessoas mais irritantes como uma oportunidade de aprimoramento de suas virtudes, passará a encarar a vida com mais leveza. Agradeça quando alguém te incomodar, porque assim você estará tendo a oportunidade de retribuir o incômodo com indulgência.

Faça prece pelos seus inimigos e agradeça por estar tendo a oportunidade te oferecer amor como pagamento das ofensas sofridas. Deseje o bem a seu próximo, independente de quem seja. É muito fácil desejar o bem aos amigos, comece a desejar o bem a toda à humanidade.

Caso você tiver a oportunidade de fazer o bem a um irmão, faça! Não hesite! Quando você perceber a felicidade estampada na face de alguém por conta de algo que partiu de suas ações, você começará a se sentir livre de suas dores e sofrimentos. A lei universal é muito simples, toda ação gera uma reação. Então espalhe amor.

Médium Iury Sparctton.

 

 

“Trinta e oito”, chamou Marisa, a Cambone que organizava a entrada para as consultas. Era a vez de Jaime.

O homem entrou, saudou o Caboclo e já ia começar a falar quando a entidade pediu que aguardasse primeiro o passe.

Enquanto “limpava” o consulente, o Caboclo notava energias densas, especialmente sobre o Chakra Frontal. Mas, com atenção e paciência, ia reequilibrando as energias do moço.

Paciência que Jaime não tinha muito no momento. Queria começar logo a falar e resolver o assunto. Mas, por um misto de respeito e temor, aguardou a finalização do trabalho.

“O que está acontecendo filho?” – perguntou o Caboclo.

Essa era a deixa que Jaime precisava. Agora poderia falar tudo aquilo que passara o dia ensaiando em sua angústia.

“Olha, seu Caboclo, eu preciso que o senhor resolva de uma vez o meu problema. Já faz quatro meses que eu venho aqui todas as semanas. Eu não falto. Faço tudo o que me mandam. Já tomei banho de ervas, coloquei uma Espada de São Jorge na entrada da minha casa. Até uma oferenda eu já fiz. Mas, nada acontece!”

“Continuo desempregado. As portas não se abrem. A vida parece que não anda. Não aguento mais, Seu Caboclo. Preciso que o senhor dê um jeito nisso. Preciso que o senhor me arrume um emprego”, finalizou Jaime.

Sensibilizado com a dor e a angústia de Jaime, o Caboclo depositou um olhar brando sobre o homem. Podia perceber naquele momento os sentimentos de medo, fracasso e desespero que tocavam a alma do rapaz.

Mas, acima de tudo, o Caboclo entendia a necessidade daquela dor. E sabia que havia uma diferença entra aquilo que o Jaime queria e aquilo que ele precisava. Por isso, em tom acolhedor, mas com firmeza na voz o Caboclo perguntou:

“Moço, o senhor sempre foi acolhido com respeito e carinho nessa casa”?

Jaime, apesar de não entender a pergunta, assentiu que sim com a cabeça.

“E o que os Guias têm falado para o senhor aqui”?

Ainda confuso com as perguntas, Jaime respondeu: “Para eu ter confiança, para não desistir de lutar e para ter paciência”.

Jaime já ia falar que estava lutando e se esforçando para arrumar um emprego, mas antes que o homem continuasse, o Caboclo ainda perguntou: “Filho, alguma vez, algum Guia te falou que ia arrumar um emprego para você? Algum Guia falou para você ficar parado esperando que Ele que iria abrir as portas para você”?

Agora, um tanto sem graça, Jaime respondeu timidamente: “Não senhor, seu Caboclo. O que eu sempre ouvi aqui foi que as coisas aconteceriam no tempo certo”.

“Pois é isso, filho. Assim é a Umbanda. Um lugar onde as pessoas são recebidas com acolhimento e respeito, independente de cor, religião, classe social ou preferências sexuais. Um lugar para os filhos se fortalecerem emocionalmente e encontrarem as forças para lutar cada batalha da vida”.

“Na Umbanda, o milagre acontece de dentro para fora e não de fora para dentro. O papel dos Guias de Lei é ajudar os filhos a resolverem os seus problemas e não resolver os problemas para eles”.

“Quando é de merecimento, amparados pela Lei Maior e pela Justiça Divina, os Guias, através da magia, movimentam as Forças da Natureza para ajudar os filhos na caminhada. Mas, para tudo existe algo indispensável: o Tempo”.

“Cada coisa acontece no seu tempo. No tempo do Pai e não no tempo que queremos que as coisas aconteçam. Assim é a Lei.”

Nesse momento, Jaime já estava muito mais tranquilo. Dentro dele, a voz de sua consciência reconhecia a verdade nas palavras do Caboclo. O homem ansioso da chegada, agora até esboçava um sorriso.

Jaime não podia ver, mas agora as suas energias estavam equilibradas. Ele estava de novo pronto para enfrentar as suas batalhas. Fortalecido para enfrentar os seus próprios medos e seguir renovado em sua autoconfiança.

Em reverência, beijou as mãos do Caboclo e agradeceu com um sorriso antes de sair.

O Caboclo com seu semblante sério e firme também sorria por dentro. Estava feliz com aquela conversa. Tinha cumprido a sua missão. Feito o que um Guia deve fazer: ajudado o filho em sua compreensão espiritual. Tinha trabalhado como instrumento da Lei Maior e da Justiça Divina.

Em instantes, o Caboclo iniciaria um novo atendimento. Mas, ainda pôde ver um Guardião de Ogum ao lado do filho que ia saindo do Congá. Novamente sorriu por dentro.

Os caminhos materiais do homem estavam abertos. Jaime, por fim, tinha compreendido a lição que a vida estava lhe trazendo. Ao chamar para si a responsabilidade pelos seus resultados, saindo da vitimização, abriu caminho para que as Forças da Natureza atuassem em seu favor.

Flávio Lettieri é formado em Teologia de Umbanda, autor do livro “Umbanda sem medo e sem preconceito” e coordenador do projeto “Liderança Jovem Umbandista”.

 

 

Se a morte do corpo é algo tão certo, porque não vivermos buscando a melhoria espiritual? Pois, essa sim é a única certeza que temos: que há vida após a morte!  

A morte pode ser definida como: óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento), passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne) (wikipedia). Mas, se o objetivo é vivermos prosperando, não vamos falar do processo de interrupção da vida corpórea, e sim do falecimento de crenças e hábitos nocivos que nos impulsionam para a felicidade. 

Afinal, não nos matamos apenas quando comemos alimentos indevidos, ou bebemos algo tóxico para o organismo, ou quando deixamos de cuidar da saúde física. Nossos pensamentos e sentimentos são fontes de alimento para nosso espírito, e, se assim é, concluímos que a qualidade do que pensamos ou sentimos vai determinar o cuidado que temos com nosso corpo espiritual. 

Nossa mente plasma (cria) no corpo astral e no mundo astral imagens que possuem cores e vibrações energéticas compatíveis com a carga que emanamos. Ou seja, se imaginamos situações pessimistas, de perda, de culpa, de vitimização, moldamos espiritualmente um campo energético que vibre nessa sintonia negativa, e essa criação vai nos acompanhar por onde caminharmos, ao longo dos nossos dias. 

As células espirituais se impregnam dessas energias deletérias, e no funcionamento natural de troca de energia entre essas células e as do corpo físico, ocorre uma espécie de “contaminação” do organismo biológico do encarnado, tendo como consequência o mau funcionamento dos sistemas (cardíaco, respiratório, vascular, muscular, articular, ósseo, digestivo, reprodutor). Daí, podemos dizer que surgem várias das doenças as quais a ciência não explica a causa, e as que ela explica também. 

O campo energético que criamos, seja ele, positivo ou negativo, se fortalece a medida que mantemos as imagens que são afins à eles, seja consciente ou inconscientemente. E aí vem a pergunta: se está no meu inconsciente, como vou detectar esses pensamentos? E a resposta: por meio do autoconhecimento. 

Nossas atitudes, a forma como nos comportamos e como nos tratamos (assim como tratamos os que estão à nossa volta) nos dizem exatamente quem somos. Frente aos acontecimentos do dia a dia podemos nos permitir avaliar o que sentimos e o que pensamos, e dessa forma observar as nossas reações e o que emanamos. Nossas ações e palavras são o diagnóstico do o que nos vai na alma.  

Se na sua auto-avaliação você detectar que seus sinais e sintomas são de uma pessoa “doente” emocionalmente, sentimentalmente e socialmente, permita-se ser o seu próprio doutor e se automedique. Seja sincero consigo mesmo e reconheça suas falhas e pontos fracos, mas não faça isso buscando a culpa, a vitimização, ou para que os outros tenham pena de você. Faça dessa descoberta um momento de libertação, de tratamento, da morte dos seus medos, inseguranças entravas espirituais. 

Permita que seu negativismo e a auto-sabotagem desencarnem do seu corpo espiritual. Que os sentimentos de egoísmo, inveja, insegurança, rancor, mágoa, depressão faleçam no mundo astral. 

Faça uma oração diária e peça ao Orixá Omolu que abra os portais dos seus corpos astrais à renovação e à transmutação das crenças malfazejas.  

Se Omolu é o senhor da vida e da morte, então, que todos os dias ele nos acompanhe e traga o “passamento” das células que já estão danificadas para dar espaço àquelas que sejam formadas por energias salutares.              

Se para morrer, basta estar vivo, então que saibamos enterrar as emoções e paixões que não nos fazem bem. Que as experiências que nos trouxeram sofrimentos sejam sepultadas junto com o passado, e o aprendizado vivido seja eterno para o amadurecimento espiritual. 

Se Omulu se escondia embaixo de uma roupa de palha, pois tinha vergonha de suas chagas, mas ao soprar o vento de Iansã (que “varreu” as impurezas) se mostrou um belo homem, então sabemos que não precisamos ter vergonha de quem somos. E que, pedindo com fé à esse orixá podemos dar vida às nossas verdadeiras qualidades. Não precisamos nos esconder nas palhas, pois fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A semente divina está plantada no seu interior, e irá brotar assim que permitirmos que ela ganhe vida. 

Pensamentos de otimismo, gratidão, auto-aceitação, perdão, vitória, esperança, e, claro, o amor, são os nutrientes que precisamos para germinar essa centelha divina que carregamos n’alma. Que Omolu seja nosso guia e protetor nesse processo de morte-e-vida para uma vida plena. 

Atotô.

Médim Lisia Lettieri.

 

 

Terça, 01 Novembro 2016 13:33

O AMOR E O EXISTIR

O silêncio que chega ao coração é uma forma de descanso, que o mundo permite a nós mesmos como um exercício de paz. Esse mesmo mundo que nos faz sofrer e que nos faz chorar é o espaço que nos acolhe para o grande aperfeiçoamento. É preciso sentir cada segundo da vida, cada instante do existir e seguir. Se a vida não parece fácil, pare e não pense. Sinta e veja, com o coração, as mensagens que mundo está a lhe transmitir. Também é desafio aprender a aprender, perceber a aprendizagem. Também é desafio fazer do coração a fonte, mais do que a razão, que conduz a verdade. Só é possível ter verdade quando há coração. E é por isso o amor o maior desafio, o maior entendimento, a maior busca, a maior verdade. Para se entender no mundo é necessário entender a si. O mundo tem sido um encontro de pessoas que buscam a tudo e a todas, mas que são desencontradas de si mesmos. Assim, também se torna um desafio “ser”. E esse não é um desarranjo, um defeito. Esse é o propósito do mundo, da vida, de existir. O silêncio pode ser a primeira forma de compreender o mundo, quando nos calamos para ele a fim de olharmos para nós mesmos. Percebe que não há nada de ruim, apenas o quanto há para melhorar, para aprender, para crescer com a vida.

Caboclo Flecha Dourada

Médium Karina Fernandes.

 

 

No mês de outubro, nós do ACVE tivemos a grande alegria de receber a visita de um grupo composto por 7 italianos: Atílio, Paola, Daniela, Marta, Cristina, Ezequiela e Dolores, que nos trouxeram um pouco de seu axé, simplicidade e abraço fraterno. Um povo de sorriso fácil e muita disposição para aprender sobre a nossa amada Umbanda, bem como contribuir com o trabalho realizado pelo Ação Cristã Vovô Elvírio.

A ligação de Atílio com o Brasil remonta ao ano de 1992, momento em que veio conhecer o nosso país. No ano seguinte, fez nova visita e passou 40 dias. Segundo nos contou, essa experiência no nosso país foi útil para reconectar-se com alguns sentimentos e memórias da infância, bem como serviu para abrir o seu campo mediúnico.

Por conta de questões pessoais, só voltou ao Brasil em 2008 e, desde então, visita-nos 1 ou 2 vezes por ano, fazendo um tour por diferentes terreiros, com o objetivo de cumprir certos karmas familiares e outros ligados ao próprio Brasil. Em 2014, conheceu o ACVE, quando a sede do terreiro era no Jardim Ingá – GO.

Na Itália, embora existam grupos de estudos e práticas espíritas (“kardecistas”), há muita dificuldade para o acesso às práticas espiritualistas (dentre elas, a Umbanda). Nossos amigos contaram que a porta de entrada para o trabalho mediúnico espiritualista é a prática do shiatsu, da reflexologia e o uso de pedras e cristais para a cura e harmonização. Lá não existem os terreiros que temos aqui, nem a liberdade de culto a que somos acostumados.

Atílio não quis montar um grupo de trabalho mediúnico aos moldes do que vivemos no ACVE e, ao invés disso, convidou alguns amigos, sem hierarquia entre si, praticantes do shiatsu, para trabalharem com a energia de cura. Assim, além de realizarem o trabalho material, também atuam no campo espiritual, pois o shiatsu é ummétodo de terapia corporal originado no Japão, que utiliza pressões com os dedos ao longo do corpo. Ao pressionar os meridianos (canais de energia no corpo), viabiliza o fluxo saudável de energia vital (wikipedia).

Disseram que, com esses trabalhos que envolvem energia, conseguem sentir a presença dos Pretos-velhos, Exus e Caboclos (além de outras entidades) e que, embora não se manifestem por meio de incorporação, influenciam energeticamente, propiciando a cura das mazelas. Trabalham como instrumentos da espiritualidade amiga, mesmo sem um templo com fins religiosos ou rituais tradicionais, como firmeza de tronqueira, uso de velas e charutos.

Atílio considera que o mais importante é sentir a energia e que, mesmo sem conhecer os fundamentos magísticos ou a história da Umbanda, por exemplo, o trabalho espiritual é possível porque a energia é universal e encontra-se em todos os lugares.

Estes amigos, todos profissionais do Shiatsu, residem e trabalham em locais distintos e distantes entre si, na Itália. Dessa forma, conseguem reunir-se pouquíssimas vezes por ano, em encontros nacionais de shiatsu. A partir destes encontros, a convite de Atílio, resolveram conhecer o Brasil e viver a Umbanda por um tempo.

Foi assim que conheceram o ACVE. Hospedaram-se na sede do Terreiro, em Valparaíso, participaram de 4 giras, sendo uma delas a de Cosme e Damião, viajamos juntos para Palmelo-GO e lá puderam conhecer a capital espírita do Brasil bem como o Centro Espírita Jorge Guerreiro e Maria Madalena, alicerce da história do ACVE.

Em nenhum momento a diferença de idiomas foi empecilho para a comunicação fraternal ou para o trabalho realizado por eles nas salas de cura, cromoterapia, desobsessão ou como cambonos. Tocaram atabaques, assistiram à nossa capoeira, comeram as nossas iguarias, sentiram o axé provocado pelo samba da curimba. Viveram e sentiram a nossa Umbanda.

São amigos unidos por um sentimento mútuo de trabalhar junto a espiritualidade para o progresso da humanidade. São nossos irmãos de terras distantes e que outrora, possivelmente, foram nossas também. Estamos ligados pelos laços da verdadeira família, aquela unida por laços espirituais, que não se rompem com a distância ou com o falecimento da matéria.

Eles voltaram para a Itália levando um pouco do Ação Cristã Vovô Elvírio com eles. De igual sorte, deixaram um pouco deles aqui conosco e nos ensinaram sobre humildade, vontade, gratidão, abertura para o conhecimento e que, para a espiritualidade, não existem caminhos fechados, mas, sim, corações abertos.

Nossa gratidão pela experiência vivida! Estamos ansiosos pelos próximos reencontros. Grazie, amici.

Médium Luiza Leite.

 

 

A cor branca guarda consigo um significado para além daquelas inerentes as outras cores, sendo até considerada, para alguns, como perfeita, por não apresentar concepção de negativo. Daí o questionamento que paira sobre a cabeça: o branco seria uma cor de fato? Todavia, a cor branca, quando falamos em simbologia, é uma cor e nos passa algo. Essa percepção pode ser vista em aspectos naturais, a exemplo de um alto valor dado aos animais que possuem tonalidade branca (pássaros grandes brancos), onde possuem ligação com divino, ou até mesmo apropriada para representações em instituições religiosas.

Importante ressaltar que o branco apresenta uma grande aptidão em ser inserido em questões que envolvam o campo religioso. Fala-se que o branco é o início de tudo. Ao criar o mundo, Deus, em seu primeiro comando disse: “faça-se luz!”, permitindo diversas associações com a cor em comento. Interessante notar que a primeira imagem que temos ao pensarmos sobre essa passagem é um clarão branco. Sendo assim, o branco passa a ser abraçado por diversas religiões, envolvendo, a princípio, o início do bem, a ressurreição, a remissão dos pecados.

Em antigas ordens religiosas, o branco representava elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade. Antigos druidas encontraram na cor branca o elo do mundo material para comunicação com o mundo espiritual. Os magos brancos da Índia mantinham-se travestidos de branco, pois era o tom de suas roupas sacerdotais, o que deu nome ao grupo. Não somente esses grupos, mas também o próprio Jesus Cristo fazia questão de que suas vestes, quando em terra, detivessem uma tonalidade branca durante suas peregrinações. No Candomblé, o uso de vestimentas brancas às sextas é recorrente, de modo a entrarem em sintonia com sentimentos de pureza, para agradecer. A importância do branco na cultura, portanto, varia de local para local, mas sempre possuindo destaque perante outras cores. Desse modo, em nada diferente demonstra a Umbanda quanto a essa questão.

A Umbanda fora oficialmente criada em 15 de novembro 1908, anunciada no plano físico pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por meio do médium Zélio Fernandes de Moraes. Uma das diretrizes passadas pelo Caboclo foi a necessidade do uso de roupas brancas pelos trabalhadores dessa religião. Pelo que vimos antes, não poderia ser algo aleatório, pois a cor branca possui uma elevada importância, a depender da cultura. Para a Umbanda, portanto, o branco carrega consigo o sentimento de paz espiritual, assepsia, calma, serenidade e outros valores de elevada estirpe.

A roupa do médium umbandista, portanto, deve ser clara, buscando expressar pureza e os demais sentimentos listados acima, promovendo, não só em si, mas também nos demais irmãos (médiuns da corrente e consulentes), essas vibrações. Além disso, sempre reparar na simplicidade que devemos portar, para demonstrar que não somos diferentes dos demais, sem que um esteja acima do outro em qualquer característica, pois somos filhos de Deus.

Por outro lado, por ser uma religião que é capitaneada por orixás, para dar enfoque a cor branca, a Umbanda tem nela a representação de Oxalá, possuindo os mesmos valores elevados já citados, além de ser o regente da Fé no Ritual de Umbanda Sagrada. Considerando a fé como o mistério religioso por excelência, o estímulo desse deve se dar por meio das vestimentas brancas dos irmãos da corrente e o respeito para com Pai Oxalá. Daí a denominação que é dada aos umbandistas de “exército branco de Pai Oxalá”.

Desse modo, o vestir branco favorece os estímulos necessários para o desenvolvimento do trabalho mediúnico na religião umbandista. Não só elevando as energias dos médiuns da casa, como também os próprios consulentes entram nessa sintonização. Daí a importância e o cuidado da vestimenta do médium estar sempre conservada e limpa, de modo a afastar forças deletérias que possam atrapalhar o andamento dos trabalhos.

Médium Guilherme Martins. 

 

 

O uso do tabaco pelo ser humano começou com fins medicinais e como um acessório para rituais religiosos e magísticos. Há registros de que os indígenas da América Central se utilizavam desse elemento desde o ano 1000 a.C., como forma de purificar, fortalecer e proteger os guerreiros das tribos. Existia também a crença de que o tabaco dava o poder de adivinhar o futuro1.

Os Umbandistas, via de regra, fazem uso do tabaco, que é componente principal dos charutos, cigarrilhas, palheiros, cachimbos e rapés. Entende-se que o fumo atua no combate e desfazimento de energias deletérias e que as entidades aproveitam em suas magias todas as propriedades naturais do tabaco (que conta com os 4 elementos primordiais desde o seu plantio até o momento de produzir a fumaça: terra, água, ar e fogo).

Em que pese todos os benefícios proporcionados pelo fumo nos rituais religiosos, deve-se ressaltar que os médiuns do ACVE são proibidos de fumar nas giras. E por fumar, entende -se como o ato de tragar2 a fumaça produzida. Esta proibição se deve pelos evidentes prejuízos causados à saúde daquele que o faz.

A entidade utiliza a fumaça no astral para realizar a sua magia. Desta forma, não é necessário que o médium engula ou inale propositalmente a fumaça, pois o espírito de luz não tem necessidade de fumar, não tem vícios. A entidade não fuma. Se o médium incorporado fumar, a escolha é individual do médium (anímica).

SE É PROIDIDO FUMAR, POR QUE OS MÉDIUNS USAM CHARUTOS/CIGARRILHAS/CIGARROS/ CACHIMBOS?

Isto acontece porque nos é permitido PITAR religiosamente, dentro do ambiente controlado e assistido que é o terreiro. E por pitar, entende-se como a prática de puxar a fumaça pela boca e, ato contínuo, assoprá-la no ambiente, sem que o médium a engula (sem que trague).

PODE PITAR FORA DA GIRA?

A regra geral é que não pode!!! Sem autorização dos dirigentes espirituais do templo, é indicado que nunca se utilize o fumo fora do ambiente religioso. No entanto, sob autorização dos mentores dirigentes do terreiro e se a intenção for puramente religiosa, é possível oferendar charuto/cigarrilha/cigarros/cachimbos às entidades ao firmar uma vela em ambiente seguro, por exemplo. Em todo caso, o médium deve ser muito prudente e ter consciência da utilização desses elementos, bem como de suas consequências materiais e espirituais.

Quando se trata de vício em bebida alcoólica, costuma-se falar que o indivíduo atua como um “copo vivo”, ou seja, funciona como um meio para que espíritos desencarnados satisfaçam seus vícios. No caso do fumo, o mesmo pode ocorrer e o médium pode atuar como um intermediário, alimentando o desejo de eguns que ainda não se libertaram do vício que possuíam quando encarnados. Por isso a importância da busca pela conscientização.

O QUE O ACVE PENSA SOBRE O USO OU A MANIPULAÇÃO DO FUMO POR MÉDIUNS MENORES DE IDADE?

No que se refere à utilização do fumo por jovens menores de 18 anos, o ACVE entende ser terminantemente proibido pitar ou sequer manusear os pitos. Este entendimento está em conformidade com o que determina a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). A pena para quem fornece, serve, ministra ou simplesmente entrega algum tipo de fumo (ou álcool!) às crianças e adolescentes é de detenção de 2 a 4 anos e multa!

Dessa forma, o médium menor de idade possui essa limitação em seus trabalhos no terreiro: quando se trata de lidar com bebidas alcoólicas e fumos, eles não poderão ser envolvidos no trabalho. Essa regra não admite exceção.

Considerando que estamos cientes dos perigos do uso do fumo, devemos utilizá-lo com responsabilidade. Esse fato não tira a beleza e o poder magístico da nossa ritualística umbandista, apenas nos mantém conscientes, propiciando um trabalho de maior qualidade.

Que oxalá abençoe a todos. Axé!

Médium Luiza Leite.

 

1 http://origemdascoisas.com/a-origemdo-cigarro. Acesso em 07/10/2016.

2 http://www.dicio.com.br/tragar/: Aspirar, engolir a fumaça do tabaco para expeli-la depois, em parte pelo nariz. Acesso em 26/08/2016.

 

Outras fontes consultadas em setembro de 2016:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ ff1608200919.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011 -2014/2014/Decreto/D8262.htm

http://portalses.saude.sc.gov.br/index.php? option=com_content&view=article&id=4181:nov a-lei-antifumo-protege-fumantes-passivos-evisa-diminuir-uso-de-tabaco-entre-osbrasileiros&catid=1009:ascom-assessoria-de -comunicacao-2014

 

 

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