Terça, 31 Maio 2016 10:10

ADOREI AS ALMAS!!!

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“Vovó, me ensina a ser melhor. Vovó, tira do meu peito o nó. Desses percalços da vida, nesta tarefa assumida... Seja sempre o meu farol.”

Em navios negreiros, eles chegaram ao Brasil... Essa história de sofrimento e dor nós revivemos mentalmente, como se fôssemos um deles, todas as vezes que lemos sobre a caminhada evolutiva dos negros africanos neste país. E isso nos remete à afirmação do Espírito Verdade que disse, por meio de Kardec: “a Terra é um mundo de provas e expiações”.

Como verdadeiros guerreiros, eles suportaram e venceram os castigos físicos e morais aos quais foram subjugados, avançando na seara do Cristo.  Atualmente, esses espíritos que tiveram suas almas marcadas se sublimaram e vêm à Terra na roupagem dos nossos queridos e humildes Pretos-velhos, trabalhadores de umbanda e grandes magos do bem. 

Nas adversidades que tiveram quando encarnados, desenvolveram a sabedoria necessária para hoje serem guias espirituais. Tiveram o “couro” da alma engrossado pelas chicotadas morais que a vida lhes impôs. E em suas consultas, nos mostram como devemos nos erguer com humildade e persistência a cada açoitada que recebemos.

No plano espiritual, depuraram seus corpos astrais e nos passam o sermão de como vencer nosso orgulho e preconceito. Nos tornamos nossos próprios capatazes e daqueles que nos são mais próximos, nos aprisionando em celas mentais cuja chave, essas entidades nos mostram, está em nós mesmos.

Em seus longos dias de trabalho árduo terreno, desenvolveram a paciência para lidar com um dia a dia muito exigente. E agora nos ensinam a resignação para aceitarmos a nossa labuta.

E quando a luta parecia perdida, eles rezavam e pediam aos grandes Orixás as bênçãos necessárias para suportar as mazelas. Assim, se tornaram nossos professores em matéria de desenvolvimento e manutenção da fé. 

Se, com o trabalho pesado, se tornaram fortes fisicamente, mais fortes ainda se tornaram mentalmente, fortificando o pensamento positivo para as batalhas que devemos enfrentar. E, com todo o amor que desenvolveram pela vida, nos mostram que se nos libertamos das cordas do medo, do orgulho e da vaidade, desenvolvemos o amor próprio sadio e naturalmente esse sentimento se expande, alcançando os que estão à nossa volta.

As vicissitudes tornaram nossos amigos Pretos-velhos exímios conselheiros e com um colo tão aconchegante que muitas vezes nos esquecemos que eles já tiveram os momentos no tronco. Mas nem por isso os ouvimos lamentando as vidas passadas e os obstáculos que enfrentaram, pois conseguem enxergar e nos transmitir que as dores são apenas resgates que nos enobrecem. Como são provas passageiras, as palavras de otimismo e coragem são o combustível que usam para nos desamarrarem dos pensamentos nocivos.

Como não simpatizar com um Preto-velho? Como não se sentir acolhido e protegido nos afagos dessas entidades? Como não saborear o gosto do café que o Pai-velho nos oferece para nos adoçar o coração e a vida? Como não se aquecer e, também, despir a alma após uma baforada do seu cachimbo acalentador? 

E como verdadeiros magos manipulam a matéria (ervas, café, água, vela/fogo, cachimbo, cajado) para desfazer as densidades energéticas que nos rondam ou se encontram empregadas em nós e também para criar uma aura que favoreça nossas atitudes e emoções mais equilibradas e positivas.

E é por nos afinizarmos tanto com essas entidades que nos doam o seu melhor, que hoje as saudamos e, em vez de pedir, agradecemos pela benevolência de nos guiarem em seus navios astrais. As almas adorei!

Ler 1941 vezes Última modificação em Terça, 31 Maio 2016 19:19
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