Kaô Kabecilê, Xangô!
Resumo – Edição de Junho | Estrela Guia de Aruanda
Esta é uma edição do jornal "Estrela Guia de Aruanda" de junho de 2026, dedicada aos ensinamentos e celebrações de Xangô, abordando temas de justiça, equilíbrio e tradições afro-brasileiras na Umbanda.
Programação e Atividades de Junho 2026
Este calendário detalha eventos, giras, estudos e celebrações relacionadas à Umbanda e suas tradições durante o mês de junho de 2026. • Programação inclui estudos online, desenvolvimentos, palestras, giras e homenagens a orixás e santos. • Horários das giras: Valparaíso às 14h30, Palmelo e Cristalina às 19h30. • Eventos específicos em datas como Corpus Christi, São João Batista e Xangô. • Atividades culturais e espirituais focadas na justiça, equilíbrio, e reverência a Xangô.
Editorial e Temas Centrais da Edição
Reflexões sobre justiça divina, virtudes espirituais e a importância de agir com retidão. • Xangô simboliza justiça, equilíbrio, verdade e poder purificador do fogo. • Justiça divina atua no tempo certo, sem erros, considerando intenções e merecimento. • Valores como lealdade, disciplina e compromisso são essenciais para a prática espiritual. • A edição reforça a necessidade de alinhar ações com a Lei Maior e cultivar maturidade espiritual. • Pai Pedro Lettieri assina o editorial, destacando a importância de honrar a justiça na vida cotidiana.
Significado e Sincretismo de Xangô com Santos
Xangô, São João Batista e São Pedro possuem associações simbólicas relacionadas à autoridade, justiça e transformação. • Xangô é o orixá da justiça, trovões, fogo e pedreiras, símbolo de retidão e responsabilidade. • Sincretismo associa Xangô a São João Batista, celebrando transformação e reflexão. • Xangô também é relacionado a São Pedro, guardião das chaves do céu, simbolizando autoridade e compromisso. • Essas associações representam a busca por justiça, verdade e responsabilidade na religiosidade popular. • Entender o sincretismo ajuda na compreensão da resistência cultural e da preservação das tradições afro-brasileiras.
Estrutura e Filosofia da Umbanda
A religião é baseada na tríade dos Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças, que representam fases da vida e virtudes essenciais. • Pretos-Velhos trazem sabedoria e paciência; Caboclos representam força e coragem; Crianças simbolizam pureza e alegria. • As linhas de direita (Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças) sustentam a ordem e a harmonia. • Exu, na esquerda, atua na desobstrução, justiça e transformação, operando nas encruzilhadas. • A cooperação entre polaridades promove cura, evolução e equilíbrio espiritual. • A estrutura reflete a síntese da alma humana, integrando virtudes e fases da vida.
Sincretismo de Exu e Santo Antônio
A relação entre Santo Antônio e Exu simboliza caminhos, comunicação e transformação. • Santo Antônio é conhecido por sua devoção ao amor, caridade e milagres relacionados a relacionamentos. • Exu é o orixá das encruzilhadas, comunicação, movimento e possibilidades. • Sincretismo surgiu na época colonial como estratégia de resistência às perseguições religiosas. • Ambos representam forças que auxiliam na abertura de caminhos e fortalecimento de vínculos. • A relação reforça valores de amor, diálogo, discernimento e respeito às tradições distintas.
A Importância do Silêncio e das Pausas na Música Ritual
A música nos terreiros de Umbanda é fundamental, mas o silêncio também possui papel estratégico. • Pausas organizam o ritmo, criam expectativa e potencializam o impacto do som. • Momentos de silêncio facilitam escuta, percepção e conexão espiritual. • Estudos de etnomusicologia destacam a importância do intervalo na experiência sonora. • O silêncio é uma ferramenta de autoconhecimento e presença interior. • Harmonia entre movimento e pausa é essencial para a eficácia ritualística e espiritual.
Ervas de Xangô para Firmeza e Enraizamento
Ervas ligadas a Xangô promovem força, justiça e equilíbrio. • Utilizadas para limpeza, alinhamento, correção de caminhos e fortalecimento da postura. • Ervas como folha de mangueira, São João, alecrim e louro são destaque. • Essas plantas trazem energia quente, estruturadora e ativa. • O alecrim desperta lucidez e consciência, essenciais na vibração de Xangô. • Plantas de pedreira proporcionam estabilidade, firmeza e enraizamento, ajudando a reduzir impulsividade e promover senso de responsabilidade.
Importância das Ervas de Xangô na Umbanda
As ervas de Xangô atuam na correção de desequilíbrios energéticos relacionados a injustiças, promovendo equilíbrio espiritual, força interna e responsabilidade espiritual.
- Utilizadas em banhos de descarrego, defumações e firmezas específicas para Xangô.
- Objetivo não é apenas limpeza, mas reorganização energética, trazendo ordem ao caos.
- Promovem sensação de segurança, força e alinhamento com a verdade.
- Incentivam a responsabilidade espiritual, ajudando na construção do próprio equilíbrio.
- Atuando como instrumentos de consciência, reforçam postura ética e coerente em sintonia com Xangô.
Uso e Prescrição das Ervas na Umbanda
A prescrição de banhos de ervas é prerrogativa do Pai de Santo e das Mães de Terreiro, garantindo a orientação adequada no uso das ervas.
- As ervas são empregadas em rituais de descarrego, defumações e firmezas.
- O uso correto potencializa a reorganização energética e o fortalecimento espiritual.
- A responsabilidade pelo uso adequado é fundamental para os resultados positivos.
Recomendações de Leitura e Conteúdos Espirituais
O jornal Estrela Guia de Aruanda oferece indicações de livros, filmes, canais e podcasts para aprofundar o conhecimento na espiritualidade, sempre com responsabilidade e fundamento.
- Livros recomendados incluem obras clássicas e práticas, como "O Pequeno Príncipe" e "O Livro Básico dos Ogãns".
- "O Pequeno Príncipe" aborda temas de afeto, esperança e invisível aos olhos.
- "O Livro Básico dos Ogãns" ensina fundamentos de magia com velas, incluindo feitiços, leituras e rituais.
- Filmes como "Sexo e Destino" exploram temas de perdão, desejo e vida após a morte sob a doutrina kardecista.
- Conteúdos visam ampliar o entendimento sobre magia, espiritualidade e práticas religiosas com responsabilidade.
A arte de benzer!
Resumo Reduzido – Edição de Março | Estrela Guia de Aruanda
A edição de março destaca a força ancestral do benzimento, práticas da Umbanda e reflexões sobre espiritualidade, elementos da natureza e rituais sagrados.
Orientações aos Consulentes
O ACVE orienta o uso de roupas claras e compostas, silêncio nos momentos adequados e cuidado com objetos pessoais. Celulares devem permanecer desligados ou no silencioso.
Programação do Mês
A agenda traz estudos on-line, giras de desenvolvimento, giras de Pretos-Velhos, palestras e trabalho na natureza, distribuídos entre Valparaíso, Cristalina e Palmelo.
Mensagem de Pai Pedro Lettieri
A edição homenageia benzedeiras e benzedores, valorizando a transmissão ancestral do benzimento — um ato simples, mas profundo, que cura pela fé, intenção e conexão com a natureza.
Benzimento e Tradição
Ervas como manjericão, alecrim e arruda são usadas por Pretos-Velhos nos rituais, cada qual com seu poder energético e sua reza específica. O benzimento busca restaurar equilíbrio e abrir caminhos.
Oferendas e Firmezas
A edição explica o papel das oferendas, firmezas e assentamentos na sustentação espiritual, proteção e fortalecimento das energias do terreiro.
Firmar a Vela
Firmar a vela do anjo da guarda é um ato consciente e intencional, de presença e serenidade, não apenas um acendimento simbólico. Pode ser feito no velário do ACVE ou em casa, com segurança.
Elemento Terra
Simboliza estabilidade, corpo físico e prosperidade. É fonte de cura e enraizamento por meio de práticas naturais, contato com o solo e uso de cristais.
Música e Espiritualidade
A edição relaciona música grega, ritmos africanos e saberes ameríndios, mostrando o som como tecnologia espiritual que organiza o rito, sustenta a gira e conecta mundos.
Apometria
Apresentada como técnica espiritual que atua sobre corpos sutis, a apometria está presente nos rituais do ACVE, especialmente nos pulsos energéticos de Pretos-Velhos e no trabalho de proteção dos Guardiões.
Ervas na Umbanda
Arruda, guiné, alecrim e outras plantas são instrumentos de cura e descarrego. A edição também destaca a Linha das Semirombas, voltada à simplicidade, cura e caridade.
Água Fluidificada
A água é vista como excelente condutora de magnetismo espiritual, podendo ser fluidificada em casa com oração sincera e intenção elevada.
Indicações da Edição
Sugestões incluem O Caibalion, Ocultismo Prático e o filme Ôrí, sobre ancestralidade e consciência negra.
Oke Arô, Oxóssi!
Resumo Completo – Edição de Janeiro | Estrela Guia de Aruanda
- O ambiente é sagrado e pede roupas claras e discretas.
- Evitar bermudas, peças curtas, decotes ou transparências.
- Durante os pontos cantados, é permitido cantar e bater palmas; em outros momentos, o silêncio é recomendado.
- Celulares devem estar desligados ou em modo silencioso.
- Os pertences pessoais devem ser cuidados, pois o ACVE não se responsabiliza por objetos deixados.
- 16 de janeiro: Gira em homenagem a Oxóssi em Palmelo.
- 17 de janeiro: Gira em homenagem a Oxóssi em Valparaíso.
- 21 de janeiro: Gira de Desenvolvimento mediúnico em Valparaíso.
- 23 de janeiro: Gira em homenagem a Oxóssi em Cristalina.
- 24 de janeiro: Gira de atendimento de Pretos-Velhos em Valparaíso.
- 28 de janeiro: Gira de Desenvolvimento mediúnico em Valparaíso.
- 29 de janeiro: Palestra, Prece e Passe em Cristalina.
- 30 de janeiro: Gira de atendimento de Pretos-Velhos em Palmelo.
- 31 de janeiro: Gira de atendimento de Pretos-Velhos em Valparaíso.
- O novo ciclo é um chamado espiritual para fortalecer laços de união e caridade.
- O ano de 2026 é regido por Ogum e Iansã, simbolizando movimento e transformação.
- Oxóssi abre o portal da fartura e da prosperidade, enfatizando a harmonia com a natureza.
- A mensagem destaca a importância da ética, simplicidade e entrega no trabalho mediúnico.
- Oxóssi é o orixá da caça, representando foco, percepção e propósito.
- A comparação entre o caçador e a vida moderna destaca a importância de viver com intenção.
- A mensagem sugere que a verdadeira abundância vem da harmonia com a natureza e do conhecimento.
- O magnetismo é uma força invisível que influencia a vida cotidiana e as interações humanas.
- Franz Mesmer introduziu a ideia de uma força natural que permeia todos os seres vivos.
- O espiritismo e a Umbanda utilizam o magnetismo como meio de cura e conexão espiritual.
- Os Reis Magos representam a busca pela luz e a conexão com o divino.
- Suas oferendas simbolizam a reverência e a conexão com o plano espiritual.
- A história é um exemplo de sincretismo religioso, unindo tradições cristãs e afro-brasileiras.
- Mestres Ascensionados são seres iluminados que guiam a humanidade sem interferir no livre-arbítrio.
- Eles representam a Grande Fraternidade Branca e irradiam energias através dos Raios Cósmicos.
- A conexão com esses mestres é fortalecida por pensamentos elevados e atitudes de amor.
- A comida é vista como um gesto de amor e conexão com a ancestralidade.
- Cada refeição carrega memórias e energias que nutrem tanto o corpo quanto a alma.
- A fé é apresentada como um elemento transformador que dá sentido à vida.
- O som é uma sensação auditiva que pode impactar o estado mental.
- Frequências ultrassônicas podem influenciar a percepção e a atividade cerebral.
- A natureza e a música têm efeitos terapêuticos que vão além da audição consciente.
- Alecrim é usado para limpeza energética e atração de boas oportunidades.
- Guiné afasta energias negativas e promove coragem.
- Samambaia e folha de pitanga ajudam na proteção e equilíbrio espiritual.
- Purnima Ekanayake e Shanti Devi relataram memórias de vidas passadas com detalhes verificáveis.
- O espiritismo vê essas memórias como exceções ao "véu do esquecimento".
- A Umbanda reconhece a reencarnação como parte do processo evolutivo do espírito.
- "O Segredo da Flor de Ouro" é um clássico sobre alquimia interior.
- O álbum "Os afro-sambas" une samba e tradições afro-brasileiras, destacando a riqueza cultural.
Eparrei, Iansã
Resumo Completo – Edição de Dezembro | Estrela Guia de Aruanda
A edição de dezembro reúne conteúdos diversos que aprofundam o conhecimento espiritual, fortalecem a fé e orientam os consulentes do ACVE. O jornal apresenta desde orientações práticas para quem frequenta a casa até estudos doutrinários sobre Umbanda, Espiritismo, energia vital e tradições ancestrais.
1. Orientações ao Consulente
A abertura relembra que o terreiro é um espaço sagrado. Há orientações sobre vestimentas adequadas, postura durante os trabalhos, silêncio nos momentos de concentração e cuidados com pertences. Também são apresentadas as datas das giras do mês em Valparaíso, Cristalina e Palmelo, contemplando linhas como Ogum, Esquerda, Ciganos e Desenvolvimento Mediúnico.
2. Mensagem Inspiradora
A edição traz reflexões poéticas sobre o tempo e a transcendência, relacionadas aos mistérios das passagens espirituais — especialmente a figura do Senhor Sete Porteiras — reforçando o simbolismo da transição entre mundos e a atuação espiritual nos caminhos da vida.
3. Itans e a Força de Iansã
Um dos textos centrais explora os mitos e tradições que envolvem Iansã, a senhora dos ventos e das tempestades. São apresentados seus símbolos (espada, borboleta, eruexin, chifres de búfalo) e sua relação com Santa Bárbara no sincretismo. A matéria discute a coragem, o movimento e a transformação como marcas da energia dessa poderosa Yabá.
4. Irmã Scheilla e a Cura Espiritual
Um estudo completo relembra a trajetória espiritual de Irmã Scheilla, conhecida no movimento espírita por seu trabalho de amparo, cura e caridade. O texto revisita sua vida como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial, sua atuação espiritual após o desencarne e sua presença nas tarefas de cura, como na Sala de Cromoterapia do ACVE. São ressaltados seus ensinamentos sobre humildade, caridade e reforma íntima.
5. São Lázaro e Omolu — Dor, Cura e Renovação
A edição dedica um espaço ao sincretismo entre São Lázaro e Omolu, celebrado em 17 de dezembro. São discutidos:
-
a simbologia da doença e da cura,
-
o sentido das oferendas (como pipoca, milho branco e água),
-
a importância das giras de limpeza espiritual,
-
e a visão integrada da cura — física, emocional e espiritual.
O texto evidencia o equilíbrio entre sofrimento e superação.
6. As Sete Linhas da Umbanda
Um estudo didático apresenta a estrutura espiritual das sete linhas de Umbanda e sua relação com as vibrações divinas. Cada linha é explicada com o significado dos nomes dos orixás e suas funções:
-
Oxalá, Oxóssi, Ogum, Xangô, Yorimá, Yori e Yemanjá.
O texto detalha seus campos de atuação, a hierarquia espiritual e o papel dessas vibrações na proteção, orientação e cura.
7. Chakras, Corpos Sutis e Energia Vital
Um conteúdo amplo aborda os sete chakras principais e sua relação com as glândulas endócrinas, explicando:
-
suas funções energéticas,
-
sua conexão com emoções e estados de consciência,
-
e o papel da Kundalini na ascensão energética.
O texto descreve cada chakra de forma clara, de Muladhara (básico) ao Sahasrara (coronário).
8. O Atabaque e a Reflexologia das Mãos
Outra matéria explica como o toque no atabaque vai além da música. O texto relaciona:
-
o ritmo do instrumento,
-
o alinhamento energético do médium,
-
e os pontos reflexológicos das mãos.
Mostra como regiões ativadas pelo toque correspondem a órgãos, chakras e emoções, favorecendo equilíbrio e organização energética durante os trabalhos.
9. O Poder das Ervas — Boldo e Bambu
A edição apresenta um estudo sobre o uso ritualístico das ervas:
-
Boldo (tapete de Oxalá): erva da calma, purificação e clareza mental.
-
Bambu de Iansã: símbolo de movimento, limpeza energética e coragem diante das mudanças.
O texto mostra como ambas representam forças complementares — serenidade e ação — e destaca que receitar banhos é atribuição do pai e das mães de santo.
10. Meditação, Força de Vontade e Autodomínio
Um ensaio aborda a meditação como ferramenta universal de equilíbrio emocional e autoconhecimento. Traz referências ao yoga, a mestres como Patañjali e Vivekananda e discute a disciplina mental como caminho de transformação. Também dialoga com a cultura contemporânea através da história de “Henry Sugar”, de Roald Dahl, mostrando a união entre espiritualidade, foco mental e transcendência.
11. Recomendações culturais e estudos
Por fim, a edição apresenta indicações de livros, palestras e reflexões sobre espiritualidade, incluindo:
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projeção da consciência e desdobramento espiritual (Wagner Borges),
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filosofia iorubá e a importância do Orí (Márcio de Jagun),
-
palestra sobre sincronicidades (Lúcia Helena Galvão).
As artes da edição incluem imagens de domínio público, contribuições de artistas e elementos gerados por ferramentas de inteligência artificial.
Princípios
a) Igualdade entre os seres;
b) Assistência social como forma de promover a evolução humana;
c) Estudo científico, técnico, cultural e moral como forma de desenvolvimento das potencialidades humanas;
d) Preservação do Planeta como forma de manutenção da vida.
Missão do ACVE
Objetivos da Associação (Estatutários):
- Promover assistências sociais, médicas e odontológicas, culturais, educacionais e de formação profissionalizante às famílias e pessoas carentes através de profissionais habilitados;
- Promover e apoiar atividades e eventos relacionados com o estudo e aprimoramento espiritualista e/ou afins, utilizando tecnologias e meios diversos de divulgação, esclarecendo os ideais e princípios espirituais cristãos trabalhando pelo aprimoramento da igualdade e dos bons costumes, para a evolução do ser do humano;
- Apoiar a divulgação de obras concordantes com seus princípios;
- Estimular e promover a caridade espiritual, moral e material;
- Conhecer a importância das consequências dos atos das pessoas na natureza para a preservação do Planeta, por meio de estudo, campanhas e outras formas, para a devida conscientização coletiva;
- Respeitar as leis naturais, ambientais e civis que regem a sociedade.
Sobre nós
O Ação Cristã Vovô Elvírio é uma Associação civil com tempo de duração indeterminado, com personalidade jurídica, orientadora, espiritualista, de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, CNPJ 09.598.578/0001-66.
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PEQUENAS SUGESTÕES PARA MELHORAR NOSSOS ATENDIMENTOS MEDIÚNICOS
1) Organize seus pensamentos – Antes mesmo de chegar ao terreiro, vá pensando nas suas prioridades.
2) Carregue somente sua cruz – Estamos sempre pensando nos outros, nos nossos familiares, amigos ou mesmo inimigos. Concentre-se em você. Isso não é egoísmo, é um caminho para solução dos problemas, primeiramente porque você não interfere no livre arbítrio de terceiros e depois porque é você quem está lá e não os outros.
3) Vista-se adequadamente – Grande parte da população normal usa trajes de acordo com a situação ou ocasião. Terreiro não é passarela ou lugar de “azaração”.
4) Não seja curioso – Durante o atendimento, procure manter o foco na sintonia com a entidade. Quanto mais atenção você prestar no guia que está falando com você, mais rápida e eficiente será sua consulta, você gerará menos dúvidas e, de quebra, você não leva pra casa carga dos consulentes devido ao merecimento por ser xereta.
5) Se você não puder fazer os banhos, defumações, oferendas e tudo mais, diga logo ao guia. Ele não vai ficar ofendido. Agora, se você se comprometeu a fazer o que lhe foi proposto então FAÇA e FAÇA DIREITO. Tudo que lhe é passado para fazer tem um propósito, um objetivo e muito provavelmente tem prazo de validade.
6) Vibre sempre energias positivas – Você está cansado, terminou seu trabalho de atendimento e tem que aguardar o término da gira? Parabéns! Isso significa que você terá mais tempo para refletir e pensar em como melhorar sua vida rezando num templo religioso!
7) A gira terminou? Vá embora – Encontros sociais, conversas com parentes, discussões sobre política, religião e futebol, bem como matar saudade de conhecidos, são coisas para serem feitas em lugares mais apropriados como uma lanchonete, um churrasco de domingo ou mesmo lá na padaria ou no café do supermercado 24 horas. O baixo astral é persistente e age sempre na sutileza, portanto, quanto menos brechas você der, melhor será pra você e para os guias que se esforçaram bastante para buscar soluções nos seus atendimentos.
9) Contribua materialmente com seu terreiro – Todo terreiro usa velas, pembas, ervas e artigos de charutaria. Todo estabelecimento consome água e utiliza energia elétrica. Todo local com muita gente precisa ser limpo também na matéria e para isso são utilizados vassouras, panos e produtos de limpeza. O trabalho espiritual acontece num local físico que precisa ser mantido em ordem para a boa continuidade dos trabalhos. Converse com os responsáveis pelo seu terreiro e veja como você pode contribuir mesmo que esporadicamente. Ao ver uma caixa de doações não finja que não viu. Não importa o valor e sim sua boa vontade e compreensão de que o trabalho espiritual é grandioso e deve alcançar seu irmão, o seu próximo.
10) Não visite – Se você está procurando um terreiro por curiosidade, pra ver como é ou pra ver “se é bom”, por favor, não perca seu tempo. O trabalho espiritual é voltado para quem realmente precisa, tem fé, acredita, trabalha, tem paciência e a compreensão de que tudo que acontece na vida é por puro merecimento.
11) Confie em você mesmo e tenha fé – Ninguém é obrigado a ficar em um terreiro onde não se sinta bem, mas ficar indo em vários terreiros ao mesmo tempo é igual a iniciar o tratamento de uma doença em diversos médicos simultaneamente: além de gastar tempo e dinheiro, seu corpo sofre com medicamentos diferentes. Terreiro não é hotel cuja classificação se faz por estrelas. Ir em 7 terreiros diferentes na mesma semana significa que você, no mínimo, ocupou o lugar de outros 6 irmãos que precisam de consulta.
Precisamos sair da passividade e assumir uma postura mais centrada e inteligente para fazer da nossa Umbanda uma religião de respeito. Clareza e verdade são importantes pra todo mundo, e disciplina, ao contrário do que muita gente pensa, não é escravidão, é liberdade!
Saravá a Umbanda!
Fonte: http://paisacome.com.br/portal/orientacoes/sugestoes-assistencia/. Último acesso em 27 de junho de 2016. (com adaptações)
SOMOS FILHOS OU SOBRINHOS?
Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”.
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.
O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta feira haveria um trabalho na Lina do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:
– Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
– Contei 43 minha mãe – respondeu.
– Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
– E os outros?
– Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
– E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?
– Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…
E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?
http://centroseteflechas.com.br/textos/somos-filhos-ou-sobrinhos/
FIRMEZA E ASSENTAMENTO
Muito se ouve falar dentro dos terreiros de umbanda sobre assentamentos e firmezas, normalmente os trabalhadores de terreiros sabem da existência desses elementos mas não compreendem os seus fundamentos, pois geralmente é o dirigente quem os manipula. Porém, firmezas e assentamentos não são ferramentas para uso somente de dirigentes, nem tão pouco são segredos, pois são utilizados para sustentar e proteger toda a estrutura material e espiritual de um terreiro de umbanda ou de uma casa comum.
O assentamento geralmente é utilizado em locais onde há trabalhos espirituais constantes, sendo assim, podemos entender que a sua atuação como fonte de energia será de grande intensidade, comportando-se como um vórtice (portal) ligado às forças da natureza e as vibrações dos Orixás, partindo diretamente destes. O assentamento tanto pode ser feito para um Orixá especifico como para uma linha de trabalho, por exemplo, os dois principais assentamentos de um terreiro são o assentamento para a Linha da Esquerda (Tronqueira), que visa a defesa energética do local, e o assentamento do Orixá de frente do dirigente do terreiro, que irá traçar as características energéticas daquele centro.
Normalmente para assentar uma Força (Linha de trabalho ou Guia espiritual) ou um Poder (Orixá), são necessários certos elementos magísticos que, após consagrados e imantados com as respectivas vibrações por meio de algumas ritualísticas, irão sustentar o assentamento, mantendo-o sempre ativo. Estes elementos consagrados podem ser pedras respectivas do Orixá, punhais, pontos riscados, terra, ervas, bebidas, fumo, pemba, dentre outros. A vela de sete dias pode vir a ser necessária no assentamento, para isso é preciso deixá-la sempre acesa e renová-la ao seu término, mas, caso venha a apagar, os outros elementos estarão sustentando energeticamente o propósito daquele assentamento.
Juntamente dos assentamentos, utilizam-se também as firmezas, que também podem ser utilizadas tanto para Linhas de trabalho quanto para Orixás. As firmezas tem características diferentes, possuem fins específicos. Por exemplo, acender uma vela para o Anjo da guarda, pedindo proteção e amparo durante épocas difíceis, é um tipo de firmeza. A firmeza necessita de constante renovação de Axé, pois não tem a característica energética de irradiação constante como um assentamento, a firmeza depende, assim, do auxílio de algum elemento (velas, incensos, bebidas, fumos etc) usado para direcionar uma energia, sendo assim, quando o elemento acaba, a firmeza perde sua força. É interessante comentar que as firmezas e os assentamentos atuam juntos dentro do terreiro, onde a firmeza exercerá o papel de fornecer mais opções de trabalho para os Guias da casa, ou seja, ela aumenta o acesso das entidades a elementos de trabalho que visam ajudar a casa e seus assistidos.
Cabe ainda salientar a importância do assentamento da Tronqueira e do Altar de um terreiro, que formarão dois respectivos polos: o negativo, que atuará como absorvedor de energias densas, e responsável pelo campo de força em torno do terreiro; e o positivo, que atuará como fonte irradiadora das vibrações dos Orixás, aglutinando, amplificando e distribuindo essas vibrações a todos.
De nada adiantam assentamentos e firmezas grandiosas, com diversos elementos, de extrema qualidade e luxuosos, de nada adianta pagar para alguém assentar ou firmar algo que não está dentro de você. Seja você mesmo o criador e o sustentador daquilo que está a sua volta, coloque seu amor, sua fé, seu carinho, sua devoção naquilo que você está fazendo. Todos nós podemos ser um templo vivo, então assente ou firme aquilo que está dentro de você!
Luz na Umbanda, Firmeza e assentamento. 22.5.2013. Disponível em: <http://www. luznaumbanda.blogspot.com/2013/05/firmeza-e-assentamento.html/>. Acessado em 21 de janeiro de 2016. (Com adaptações)