Sinopse: Que relação pode haver entre Allan Kardec, São Jorge, Zé Pelintra, Getúlio Vargas, Zélio de Moraes e Jesus de Nazaré? Em Das Macumbas à Umbanda, José Henrique Motta de Oliveira, mestre em História Comparada pela Ufrj, refaz o caminho percorrido por antigos cultos cariocas, a fim de analisar o processo de legitimação da umbanda no seio da sociedade brasileira, à época do Estado Novo, período político ditatorial em que o cidadão comum busca a paz na religião.

Entre a “macumba”, culto que saltou das senzalas para os porões da casa grande, apresentando heranças do catolicismo popular e tradições afro-indígenas, e o kardecismo, com seu caráter normatizador e científico, a umbanda encontrou na sua institucionalização como religião o passaporte para o “mundo da ordem”, imposto pela ditadura Vargas. “O mundo do trabalho e da garantia dos direitos sociais se opõe ao ‘mundo da desordem e da malandragem’, representados por Zé Pelintra; Ogum (ou São Jorge) se afasta do caráter agrário das tradições africanas e torna-se, no Brasil, o guerreiro vencedor de demandas que conduz a umbanda aos planos mais elevados das religiões de maior prestígio social da época”, afirma o pesquisador.

Ao analisar a inserção de elementos da classe média urbana na “macumba” carioca, que mediaram códigos sociais, políticos e religiosos, a fim de transformar magia em religião, curandeiros em sacerdotes, assistencialismo em caridade, e prestigio político em respeitabilidade religiosa, o autor faz uma ampla abordagem do amálgama cultural que caracterizou esse período histórico em que a nação brasileira aceita a sua própria mestiçagem. Das Macumbas à Umbanda é, portanto, obra esclarecedora que enriquece a literatura espiritualista e comemora os 100 anos de existência institucional da umbanda.

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